As colunas sociais agora abordam temas que variam de política até os bastidores das vidas dos artistas
À primeira vista ela parece apenas uma jornalista, mas em 20 minutos de conversa você percebe que ela é também diplomata e investigadora. A multifacetada Telma Alvarenga está há 25 anos na profissão. O tempo e as experiências em redações como a do Jornal do Brasil e da Veja Rio conferem ao seu trabalho atual ainda mais credibilidade.
Para quem pensa que escrever uma coluna social é tarefa fácil, a editora da Vip destaca que desde os anos 80 esta editoria está se modernizando e hoje assuntos ligados a cultura, economia, segurança, cidade… também ganham destaque nesta seção do jornal. Para Telma a coluna social do CORREIO* é, acima de tudo, uma coluna cidadã.
A Vip traz informações sobre os bastidores de eventos como casamentos, batizados e festas de aniversário de artistas e personalidades baianas, mas este não é o foco principal da coluna. “A gente rala muito para fazer a coisa diferente. Falamos também sobre cultura, economia… observamos o que está acontecendo na cidade e damos o nosso recorte”, ressalta Telma.
Em tempos de internet, ter exclusividade sem levar furo é uma tarefa difícil. É aí que entra a investigadora e diplomata, afinal é necessário checar muito, fazer um trabalho de investigação antes de dar uma informação e, às vezes, antes de divulgar a notícia é preciso agir com diplomacia para expor fatos da vida de alguém, sem ferir a privacidade ou perder a amizade das fontes.
Não criar inimizades é quase impossível, mas é fundamental garantir a credibilidade dos fatos divulgados. Para isso, cumprir tarefas como respeitar o sigilo da identidade das pessoas que passam informações em off, por exemplo, é indispensável para fidelizar fontes e adquirir notícias em primeira mão.
Em uma tarde de muita aprendizagem a jornalista mostrou que para ser Vip é necessário talento, criatividade e muito trabalho.