Miscelânea Cultural

Miscelânea Cultural

Hagamenon Brito

Hagamenon Brito

Um bate-papo bem descontraído, uma conversa que remeteu ao passado, trouxe para o presente e projeta o futuro. Assim foi a tarde dos “futuros” com Hagamenon Brito, editor de Cultura do Correio*.

O jornalismo cultural engloba muitas áreas, como a literatura, a música, o cinema, a dança, etc. “Jornalismo Cultural é saber conviver com todos” explica Hagamenon. Sabe-se que cultura é um tema amplo e que isso gera algumas dificuldades. Para o editor, que acompanhou a transformação jornalística cultural dos anos 80 (elitismo) até os dias atuais (popular), entender essas mudanças e a se adequar à chegada da internet, que foi importante para agregar mais conteúdos para essa editoria, até então, restrita. “Tive que me reinventar, reaprender!” afirmou ele.

Têm-se, ainda, a visão de que jornalismo cultural trabalha somente com filósofos, escritores, “crânios” da literatura, só que com todo esse abrir de portas para os mais variados tipos de cultura, mais fontes migraram para o jornalismo cultural, esse é o diferencial do Correio*. Grandes fontes são qualquer um que produza, de fato, algo cultural. São realizadas apostas no cenário alternativo, e isso atrai pessoas diferenciadas, de tribos diferenciadas, agradando a todos. Quem sempre vai dizer se tá bom ou ruim, se representa ou não, é o povo, simplesmente alavancando a carreira de alguém, ou não.

“O jornalismo cultural tem que dialogar com a realidade”, o território é baiano, se fala de Salvador, do seu povo, das suas músicas, sua cultura, mas claro que temas de fora da região podem, na verdade, devem ser abordados. A editoria de cultura é eclética, afinal tem vários públicos, os que curtem música, dança, teatro, cinema, literatura, etc. Ser jornalista da editoria de cultura é trabalhar com tudo isso.

E para finalizar o bate-papo Hagamenon deixou algumas dicas para os futuros jornalistas da área de cultura: “Tem que gostar de cultura, gostar de ler, de teatro, dança, música..; procurar se especializar em algo; e independente de tudo, ser um bom repórter”.