O Correio* que cresce através das redes

O Correio* que cresce através das redes

Wladmir, editor do Correio24horas

Wladmir, editor do Correio24Horas

Ele entrou na sala com a missão de explicar como se alia interesse público, interesse do público e mantém uma excelente média de acessos mensais. Essa equação, que para nós, Futuros, ainda é complicada, para Wladmir Pinheiro, 27 anos, editor do Correio 24Horas, parece ser fichinha. Wlad, como tomamos a ousadia de chamá-lo, é uma das peças fundamentais para a expansão do que hoje é o maior site da Bahia.

Há menos de um ano, a página do Correio24Horas no Facebook tinha a tímida marca de 16 mil curtidas. E com a percepção de que o conteúdo que era compartilhado na rede social gerava bons acessos, a equipe resolveu apostar no novo meio e hoje a fan page passa dos 200 mil “joinhas” e alavanca a audiência de cerca de 30 milhões de visitas. “O Facebook é diferente, né? Gera um burburinho, aqueles comentários… Existem até comentaristas, né?”, revelou, aos risos, na tarde desta terça-feira (11).

Outro grande aliado do jornalista neste processo de organização da equipe de nove pessoas e da página é o Google Analytics, que permite, em tempo real, ver qual a notícia mais acessada e por qual canal os leitores chegam ao portal. Uma mão na roda para quem precisa atualizar constantemente a Home do site e segurar a audiência. “Quem trabalha com internet tem que ficar ligado o tempo todo. Não vejo TV, mas tenho que estar atento ao que acontece nas novelas para saber o que vale entrar como destaque e o que não vale”, exemplificou.

O formato hard news e a preocupação em não cair no bizarro, quando se trata de cobertura policial, preocupam Wladmir. Se por um lado noticiar a morte de um cidadão comum parece ser tirar proveito da miséria alheia, na visão dele, isso é um trabalho de segurança pública. “A cobertura já foi bem pior. Focar nesse aspecto [violência] tem um risco, né? Mas enxergo como um trabalho necessário para a população. A violência também faz parte da cidade”, defendeu.

A imagem de editor-sério não combina necessariamente com o tipo físico dele e muito menos o estranho hábito de zapear entre as diversas páginas na web apenas para apreciar o trabalho minucioso dos comentaristas e tudólogos que não deixam passar absolutamente NADA em uma notícia. E não se espantem, ele também faz parte deste grupo.