Já dizia minha avó: “A primeira vez é sempre uma descoberta”. E como começar a primeira postagem do Correio de Futuro? Melhor começar do começo. A ansiedade tomava conta de todos nós. Após alguns exames e muitos papéis somos, oficialmente, “Jornalistas de Futuro” ou (como aqui nos chamam) “futuros”.
No nosso primeiro dia fomos recebidos por Oscar Valporto, diretor executivo do Correio*, que já tinha participado do nosso processo de seletivo, e por Sergio Costa, diretor de redação. Também estavam presentes as professoras e jornalistas Bárbara Souza e Maria Ísis, que vão nos acompanhar durante o programa.
Com mais de 30 anos de mercado, o Correio* passou por uma recente reformulação. Há 6 anos reduziu de tamanho, ficou colorido, dentre outras mudanças e conquistou a liderança do mercado baiano, distribuindo hoje 66 mil exemplares por dia. Segundo Valporto, em 2008 – quando aconteceu a reformulação do Correio da Bahia para Correio* – o mercado jornalístico baiano estava em decadência. Atualmente o jornal aparece entre os 20 mais lidos do país, com a 15ª posição, adotando uma linha editorial inovadora, que aborda diversos assuntos.
Um dado inédito (e bastante curioso!) é que apenas ⅓ do público do jornal é assinante, ou seja, a venda avulsa é muito grande. “Daí que vem a importância da capa, funciona como uma ‘agência de publicidade’, em que os próprios repórteres são a agência. Todo dia precisamos conquistar o leitor”, explicou Costa. “O nosso principal concorrente muitas vezes é o cigarro, a cachaça, aquele dinheiro que a pessoa deixa reservado e pode usar para qualquer coisa. Nós temos que conquistar nossos leitores diariamente”, complementou.
Já a nossa nova “casa”, o Correio de Futuro, surgiu como uma iniciativa para suprir uma demanda que a faculdade não supre, de conhecer e imergir no dia-a-dia da redação. Dividido em três partes, o programa busca nos aproximar não só da rotina jornalística, mas também de todo o processo que está envolvido nesta indústria. “Todo jornal é também uma grande indústria”, nos lembrou Valporto, por isto o programa se divide em duas semanas de palestras com os jornalistas do Correio*, uma imersão na redação, fazendo um rodízio pelas editorias e, a terceira parte, inclui a elaboração de um produto digital e outro impresso.
Não importa a idade, não importa a situação, sempre vamos sentir um frio na barriga quando a coisa é nova. Com o primeiro dia não é diferente. É sempre aquela data que marcamos no calendário ou na agenda e vamos aguardando com ansiedade. O nosso primeiro dia chegou e com ele um novo ciclo de muitos outros dias. Mais informações, conhecimento e bastante trabalho pela frente. Continuamos ansiosos. Já dizia minha avó: “A primeira vez é sempre uma descoberta”, já eu adaptaria: “Todo dia é uma descoberta”. Que venham os outros dias, e com esses, novas descobertas.