Durante a primeira semana de acompanhamento na redação do Correio*, eu observava que as jornalistas da Coluna Vip estavam
sempre rindo, empolgadas, trocando informações e pareciam animadíssimas com as novas descobertas do dia.
Decidi acompanhar a coluna por uma tarde, para ver de pertinho como funciona a rotina de Telma Alvarenga e suas fieis parceiras Rafaela Ventura e Priscila Borges. Teoricamente, o processo parece muito simples. Primeiro, as três olham seus e-mails para checar se nos releases encontram algo “Noticiável”. Em seguida fazem uma ronda, pesquisando em sites como o Bahia Notícias, por exemplo, informações boas ainda não exploradas. Além disso, ligam para suas fontes recorrentes em busca de novidades.
Dentro desta perspectiva, algumas coisas me chamaram à atenção. Primeiro, a forma de entrevistar e tratar os assuntos do dia. As conversas com as fontes foram realizadas tranquilamente, havia uma proximidade das jornalistas com os entrevistados. De forma descontraída, no final da ligação, o conteúdo necessário para a matéria era capturado.
Olhando parece até fácil, mas na prática é muito mais complicado. O jornalista da Coluna VIP precisa conseguir notas quentes, mas quentes de verdade. Algo que ainda não foi abordado pela mídia. É necessário um cuidado para não ser invasivo, afinal as perguntas chegam ser relacionadas às questões mais pessoais da vida do entrevistado. Talvez, o jeito meigo delas de falar ajude muito, mas é possível enxergar a técnica dentro da entrevista, que engana muitas vezes por apenas parecer um “papo” pelo telefone.
Para finalizar a minha jornada na editoria, Telma entregou-me uma nota para apurar. O assunto era a visita da atriz Adriana Birolli a Salvador, durante as apresentações da peça Manual Prático da Mulher Desesperada. Tudo que eu necessitava saber era o roteiro de Birolli em sua passagem pela cidade.
Até aí, as coisas fluíram bem. Porém tive um momento raro de pânico quando soube o espaço dado para escrever a nota. Duas linhas e meia!!!! Como dizer bem tudo que apurei? Arrisquei-me e escrevi, mas percebi que esta é a parte mais árdua da coluna. Afinal, ser preciso na escrita e informar tudo com poucas palavras é um exercício diário, cansativo e extremamente difícil.
Após enviar a nota para Telma, meu dia VIP se findou. As horas correram rápidas demais e eu precisei ir para a aula. Saí de lá com uma boa sensação de aprendizado e pude ver com meus próprios olhos a razão da movimentação das três jornalistas. É muito simples, elas gostam do que fazem!!!