Eu estava tranquila na redação do Correio* , quando Thaís, uma de minhas colegas do projeto, chegou e me disse: “matéria sobre Avenida Brasil x Avenida Sete, vem!”, e saiu correndo. Eu nem processei a informação direito e me vi indo atrás dela pelos corredores da Rede Bahia.
O sol estava forte, quando entramos no carro lá também estavam Monique e Wanderley. No caminho entendi a proposta e o que precisávamos fazer: encontrar na avenida mais popular de Salvador figuras que lembrassem as personagens divinenses de Avenida Brasil. Decidimos nos dividir para encontrarmos mais rápido as figuras desejadas.
Minha dupla foi Thaís. Assim que saímos do carro começamos a “bater perna” pelas ruas. Olhávamos atentas para as pessoas ao nosso redor e não hesitávamos em entrar em uma loja, bar ou academia para tentar encontrar o que procurávamos.
Vimos e ouvimos muitas histórias engraçadas e curiosas. Opiniões fervorosas sobre qual deveria ser o final da vilã Carminha
(interpretada por Adriana Esteves), quais amigos se pareciam mais com Suelen ou Tufão, até quem dizia não ver a telenovela acabou se entregando e mostrou conhecimento sobre Avenida Brasil.
O mais curioso, no entanto, foi perceber que ninguém queria se dizer parecido nem com a mocinha Nina (Débora Falabella), muito menos com a (até então) malvada Carminha! Ainda que gostassem das personagens, afirmavam não ter semelhança com elas.
Andamos, andamos e nada. Mas, o incrível desta pré-apuração foi perceber que bastava puxar um papo mais informal e as fontes se tornavam receptivas.
Andar pelas ruas da Avenida Sete foi naquele dia um divisor de águas para mim. Correr com o sol a pino, conversar, rir e descobrir como o trabalho de jornalista pode ser uma nova surpresa todos os dias. Podemos estar sentados na redação e nos deparar com qualquer assunto e se tivermos prazer com este trabalho, o resultado pode ser surpreendente!