Concluímos a primeira etapa do processo. E nessas idas e vindas, entre Linda Bezerra e Jairo Costa Junior, muito foi aprendido. Particularmente, em meio a provas da faculdade, aulas em dois turnos e burocracias cotidianas, conclui que jornalista tem mesmo é que ser múltiplo.
Os encontros com os editores mostraram que uma editoria não é uma ilha, não há território estanque na redação. Repórter de economia pode sim fazer matéria de comportamento, assim como repórter de esporte pode fazer uma reportagem sobre denúncia política.
O ciclo de palestras também foi momento para derrubar certos estigmas. “Economia” não deve ser apenas números, “coluna social” não é só futilidade, “cidade” não é carnificina e “cultura” deve olhar para o curiosamente negado mainstream. Por que não?
Quantas histórias interessantes ouvimos nessas duas semanas que passaram!
Com um misto de excitação, ansiedade, nervosismo e toda sorte de expectativas, agora é o momento de entrar nesse universo tão múltiplo que nos foi apresentado, o Correio*. Aprender com a experiência dos repórteres, ficar a par de seus respectivos processos produtivos, trocar ideias com os fotógrafos, conhecer os programas de diagramação com os designers.
Viver a redação. Observar. E como é importante observar! Começaremos a trilhar nosso próprio caminho daqui para frente.
Foto: Amana Dutra