Foto: Patrick Silva
Quando foram distribuídas as pautas do blog do Jornalismo de Futuro dessa semana, meio que por impulso acabei escolhendo o encontro com Gustavo Acioli, editor multimídia do Correio*, ocorrido na terça-feira (02), no auditório da Facom. Nunca fui leitor ardoroso dos cadernos de tecnologia, apesar de sempre procurar me atualizar sobre o tema. Pensei nas dificuldades do percurso, na pouca intimidade… Mas enfim, lancei-me no desafio. Tive surpresas.
Acioli se distanciou do discurso frio e tecnicista de alguns profissionais do Jornalismo Digital. Claro que temas como o Facebook, os dispositivos móveis e até fenômenos “youtúbicos” (essa palavra existe?) foram jogados na mesa – e saber que o vídeo do Psy foi mais acessado que qualquer iniciativa jornalística na mesma plataforma me traz calafrios. No entanto, o encontro com Acioli não foi especificamente sobre a internet e as novas tecnologias, mas sobre o potencial delas na construção de um conteúdo jornalístico mais interessante e contemporâneo.
O vídeo “De onde vêm as boas ideias“, de Steven Johnson, exibido no encontro, sintetizou toda a mensagem do editor para a terceira turma do Jornalismo de Futuro. Nele, Johnson enaltece a associação de ideias e, para ele, o caminho da criação traz como pressuposto a passagem por pontos de vista diferentes.
Quer reflexo maior da correspondência dessa teoria com o que anda acontecendo nos bastidores do programa? E olhe que estamos ainda na primeira semana… Muitas discussões sobre as postagens no blog, grupos no facebook, fanpages, flickr… Cada um com um ponto de vista a acrescentar. Sem falar, que a composição de nossa turma traz diferentes perfis. Tem aquele que é mais expansivo, outro que é mais tímido, um que gosta de esportes, outro que se interessa mais por política, há quem seja apaixonado por fotografia, outro que tem mais afinidade com o audiovisual. Enfim, tem de tudo!
Mas parece mesmo que a palavra que dará a tônica ao terceiro Jornalismo de Futuro será “conectividade”. “A conectividade facilita as associações criativas. O ambiente atual está aberto a novidades. Qualquer projeto que saia da mesmice tem chances de decolar. Olhem além do tradicional!”, nos disse Acioli.
Então estamos com a faca e o queijo na mão.