Economia para o seu bolso

Economia para o seu bolso

Com o desenvolvimentos econômico que o Brasil vive desde a última década, resultado da criação do plano real e de medidas que visam a distribuição mais igualitária da renda nacional, o perfil dos consumidores e dos leitores interessados em economia mudou. Enxergando um novo nicho, o Correio* começou a buscar estrategias editorias que permitissem atingir este novo leitor interessado em economia.

Ana Cristina e Graciela contam sobre a rotina na editoria de Economia (Foto: Amana Dultra)

Durante a reformulação da linha editorial e identidade visual do jornal, os métodos para atingir este público tão diverso foram ficando mais claros. A ideia base é tratar assuntos complexos com o olhar sobre aquilo que tem influencia direta na realidade dos consumidores de todas as faixas. Segundo a repórter Graciela Alvarez, “antes o jornal era feito para economistas, agora ele é feito pra todo tipo de pessoa interessada em economia”. O processo de apuração passa pelas esferas de produção e mercado, mas o foco das matérias é o consumidor final.

A busca por histórias com personagens interessantes, que possam ser contadas ilustrando a notícia, faz todo o sentido dentro desta lógica. O jornal também procura utilizar uma linguagem simples para o leitor. Mesmo quando aparecem termos ou conceitos mais complexos, existe um esforço para simplificá-los ou esclarecer seu sentido dentro daquele contexto. Além disso, a própria busca por fontes é orientada pelo tipo de linguagem e didática que ela possa oferecer ao leitor.

Ana Cristina Santiago é responsável pelas editorias de Economia, Brasil e Mundo, além de uma coluna sobre finanças pessoais. A jornalista considera que o mais importante na editoria de Economia é pautar aquilo que mexe com a vida, o bolso e o sono das pessoas. “Eu fico feliz quando vejo que aquela matéria ajudou alguém a se programar pra comprar uma casa, trocar o carro, ou até mesmo se casar”, conta.

Mas nem só de estimulo ao consumo vive a editoria de Economia. Ana Cristina alerta sobre o dever de mostrar os diversos lados de uma notícia: “tentamos sempre fazer um contraponto ao consumo excessivo. Geralmente usamos um box mostrando, por exemplo, que as despesas com um carro podem chegar a mil reais por mês”.