Chegou a agitação: Oi, gente, estou trabalhando muito

Chegou a agitação: Oi, gente, estou trabalhando muito

Na última terça-feira, enquanto Salvador era inundada por uma chuva torrencial, uma parte do grupo de jornalistas de futuro discutia na sala do projeto, na Faculdade de Comunicação. Dentro daquela sala, aliás, preciso dizer que mal dá para perceber o que acontece do lado de fora. Só sei que estava chovendo porque foi assim quase a semana inteira.

Parte dos nossos colegas já estava correndo para a apuração nas ruas. Os cinco presentes naquela tarde, contudo, estavam praticamente presos a um aparelho de telefone nada móvel. Era esse aparelho que estava nos permitindo fazer aquelas ligações de longa distância para fontes que você sempre quis entrevistar (ok, talvez essa seja só eu). Não acho que mais alguém tem uma fonte que sempre quis entrevistar, além de mim e Darlan, o colega que quis fazer dupla com a sonhadora. Na verdade, nem sei se Darlan compartilha dessa euforia por essa fonte. Só posso dizer que quando Telma Alvarenga (nossa guru do Correio) sugeriu essa pessoa, eu não poderia ter ficado mais feliz.

E já que falei de Telma, preciso explicar o que são os nossos “gurus”. E, não, por favor, ninguém é guru de verdade. Eu só gostei da expressão quando escutei a coleguinha Dani usando, em um contexto totalmente diferente. O que acontece é que, felizmente, não estamos sozinhos nisso. Cada um de nós (ou cada dupla, como é o caso) tem um “mentor” do Correio* e um “mentor” da Facom. E talvez “mentor” ainda não seja a palavra certa também, mas a verdade é que essas pessoas estão acompanhando nossa apuração, nos ajudando a sair de algumas enrascadas e a lidar com situações para as quais a faculdade não havia nos preparado.

Nossas (minha e de Darlan) mentoras são Telma Alvarenga, do Correio, e a professora Regina Gomes, na Facom. Para ser sincera, é até estranho para mim, que nunca tive alguém me tutorando e estando tão envolvido com nosso trabalho. Na faculdade, é sempre cada um por si, até o momento em que temos que entregar as matérias para o professor (e ganhar uma nota por isso). Claro que, se precisamos, muitos dos professores são solícitos. Mas, ainda assim, eles têm que lidar com dezenas de alunos … Aqui, é um pouco diferente. Não é melhor, nem pior. Apenas diferente. E bem interessante, se me permitem dizer.

Entre os muitos tópicos que discutimos naquela tarde, cada um sem erguer os olhos da tela de seu computador, surgiu a conversa sobre este blog. “E então, gente? Onde estão as atualizações?”, cobrou alguém. E, como outro alguém disse, assim faço minhas palavras: “Vou postar: ‘Oi, gente. Estou trabalhando muito. Beijos’”– e todos riram sincronizadamente. Quando paramos, também quase ao mesmo tempo, ficamos em silêncio por um momento. Cada um perdeu-se em seus pensamentos, tentando decidir até onde podemos/devemos contar o que realmente está acontecendo. Ok, mais uma vez, provavelmente essa era só eu…

De qualquer forma, foi isso que vim fazer. Contar um pouco do que estou fazendo, sem contar de verdade. Como eu pedi por agitação no último post, só posso dizer que ela chegou. Não sei se já contatei antes tantas pessoas em tão pouco tempo, de uma maneira tão desesperada. E, principalmente, se já fiz isso numa situação destas, justamente quando não se deve fazer isso com desespero. Esse não é o sentimento com o qual devemos trabalhar.

Enfim, é verdade que uma greve que fez a cidade parar nos atrapalhou um pouco, mas já começa uma nova semana de apuração, para recuperar o tempo que perdemos. E na verdade, não houve tempo perdido, ainda assim.

Sabe o que Darlan estava mostrando para Joana? E que eu e Rita já tínhamos visto? Então, era o projeto gráfico do nosso produto… Mas se ninguém conseguiu tirar nada do Futurino, não vou ser eu quem vai contar o segredo!

E, sim, os jornalistas de futuro também têm Instagram! Depois de nos curtir no Facebook, e de nos seguir no Twitter, porque não seguir também o @jornalismodefuturo na minha rede social preferida? http://instagr.am/p/K5U5lZEGeE/

Mas sabe de quê eu realmente gosto nesse projeto?

A sensação de saber que tudo está em nossas mãos. Tudo bem; se der errado, pode dar muito errado. E eu vou me sentir muito culpada, sendo que meus colegas devem saber bem por qual motivo. Mas se der certo (e algo me diz que pode dar), vai dar certo demais.