Aos 16 anos, tentando decidir “o que eu seria quando crescesse”, uma pessoa muito querida olhou para mim e falou: “você seria uma boa jornalista”. E foi aí que a tão esperada luz brilhou. Jornalista… será?
Muitas pessoas foram contra pelo fato de eu não ser uma “tagarela”, e ser, ao invés disso, um pouco tímida: “isso não combina com você”, diziam. Mas jornalista é sinônimo de papagaio? Eu acho que não. Jornalista escreve estórias e faz historia todos os dias. É isso o que mais me encanta nesta área, e foi por isso que me interessei por ela.
Mas novos caminhos me foram apresentados e me fizeram sair de meus planos iniciais. Dessa forma, o desejo de ser jornalista ficou para depois quando ingressei no curso de Comunicação Social com habilitação em Produção em Comunicação e Cultura na Universidade Federal da Bahia. Entender a comunicação de um jeito mais amplo era o meu plano, mas não consegui segurar por muito tempo a vontade de estar aprendendo, especificamente, sobre o jornalismo.
Dizem que os meus olhos brilharam quando vi o anúncio do Correio* sobre o programa Jornalismo de Futuro pela primeira vez. E pode ser verdade, afinal a chance de estar perto da prática jornalística, de aprender bastante e de, quem sabe, me encontrar profissionalmente, estava ali, diante de mim. E foi por isso que me inscrevi.
O que uma estudante de Produção em Comunicação e Cultura irá fazer entre tantos jornalistas dentro da redação de um dos principais jornais da Bahia? Foi isso o que eu me perguntei várias vezes, e o que muitos de meus amigos ainda perguntam. “Vou aprender e descobrir”, tem sido a minha resposta. Não sei se me encontrarei nesse campo, e nem se o desejo de ser jornalista despertado há seis anos atrás me apontou para o caminho que me levará à tão sonhada e almejada satisfação profissional, mas sei que essa experiência valerá a pena e será inesquecível.
Na quinta-feira, véspera de uma sexta-feira 13, eu não podia me sentir mais sortuda. Visitamos a Rede Bahia, e por onde chegávamos (jornal, rádio, TV) a sensação era a mesma: éramos bem vindos ali, e poderíamos (que felicidade!) ficar a vontade. Segunda-feira, dia 16, demos início à segunda edição do programa efetivamente, e o nosso caminho começou, então, a ser traçado.
Somos nove pessoas correndo atrás de nossos sonhos, nos relacionando com os melhores profissionais do Estado, e nos divertindo muito. Por enquanto, estamos aprendendo sobre o jornalismo do presente, mas aguarde, o futuro está chegando, e eu espero fazer parte dele.