A ansiedade pelo começo efetivo me empolga numa das primeiras postagens da equipe 2012.1 do Programa Jornalismo de Futuro. Acredito que a entrada desse novo grupo tenha sido uma aventura aos aspirantes jornalistas e produtores culturais. Como uma das integrantes, venho dispor aqui meu relato.
Desde minha conflituosa decisão por participar ou não do programa vivi muita adrenalina. A começar pela inscrição, escrevi minha defesa de entrada ao programa na última hora. Bateu aquele estalo: Não custa nada tentar. O não eu já tenho, agora é correr atrás do sim!
E fui com todo desejo de Jornalismo que “bombava” em minhas veias.
Não muito tempo depois os inscritos foram convocados ao processo seletivo. Fazer o perfil da professora Ana Alice Costa num espaço delimitado de 2.500 caracteres foi um parto para todos. E ainda não sabíamos o que nos esperávamos adiante. De fato uma surpresa: produzir em apenas um dia e meio uma matéria sobre Salvador… em formato livre. Quanta liberdade é essa?Tanta coisa pra se falar em Salvador? Tanto formato que pode se usar?
Enfim, optei por produzir uma videorreportagem. Nada mais justo que fazer num formato com o qual eu me identifique. E me identifico muito mesmo. Foi em minha experiência com televisão que me reconheci como jornalista, foi depois disso que amei a profissão que pretendo exercer e foi o formato audiovisual que me possibilitou o processo de produção e pós-produção que me fisgou no exercício dos bastidores da rotina de um foca.
O formato já tinha, mas e o tema? Depois da primeira etapa retornei para casa observando que ao meu redor se construíam inúmeros prédios pela cidade. Considerei uma boa ideia falar sobre a Verticalização de Salvador. Foi o ponto de partida para minha maratona.
Na manhã seguinte minha pesquisa por fontes não estava dando o retorno desejado. Pensei em desistir do projeto. Mas como jornalista medíocre que não sou, corri atrás do sim e gastei todos os bônus do celular. Como resultado a marcação de inúmeras entrevistas para serem feitas no ultimo dia do prazo que tinham dado. Essa etapa estava prestes a escapar das mãos.
Às 8h da manhã do dia seguinte encontrei-me com o primeiro entrevistado. Depois disso fui para a Faculdade de Comunicação assistir aula até às 13h. Almocei e me encontrei com outro entrevistado às 14h. De lá percorri pela cidade à procura de imagens para cobertura. Em meio à correria parei uns minutinhos para gravar uma passagem. Voltei para casa às 17h e comecei o processo de decupagem e edição. Ás 22h iniciei a postagem no Youtube. Às 23:00 o vídeo não tinha sido completamente enviado. Nervos á flor da pele para que precisamente às 23:06 o trabalho estivesse concluído. Ufa! Etapa vencida.
Outras provas de eliminação vieram. O empenho em meio aos contra-tempos foram acompanhados do imenso desafio de subir e descer as escadarias da Politécnica e dos atos prosaicos de entregar documentos e conseguir assinaturas em tempo hábil. A rotina jornalística já rondava nosso cotidiano. Colegas ficaram pelo caminho e a cada nova fase perguntávamo-nos: Haverá um próximo a ir? Agora não mais.
Eis que a estreia chegou e apesar dos desgastes chegamos com todo gás. Vamos dar um show, um show do mundo real, digno de um Jornalismo futurista.