{"id":22469,"date":"2021-03-10T10:15:30","date_gmt":"2021-03-10T13:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=22469"},"modified":"2021-03-10T12:17:47","modified_gmt":"2021-03-10T15:17:47","slug":"artigo-os-espelhos-do-banheirao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/artigo-os-espelhos-do-banheirao\/","title":{"rendered":"Artigo: Os espelhos do banheir\u00e3o&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Alan di Assis*<\/p>\n\n\n\n<p>Se o seu moralismo \u00e9 mais ut\u00f3pico do que o seu senso de realidade \u00e9 fat\u00eddico,\nent\u00e3o, talvez voc\u00ea deva ler esse texto em outro momento&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Para voc\u00ea, que continua lendo, quero falar sobre algo que \u00e9 tratado de\nforma rasa e reducionista (um perigo), mas traz consigo in\u00fameras outras\nquest\u00f5es muito mais problem\u00e1ticas do que a tentativa de estigmatizar um grupo\nou, ainda, parecer aquele que contraria o estere\u00f3tipo (enquanto o refor\u00e7a\ncontra si mesmo, fazendo coro a quem n\u00e3o se interessa pelas causas, mas apenas\naponta as consequ\u00eancias dos reais problemas).<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em banheir\u00e3o? Refere-se \u00e0 pr\u00e1tica de atos sexuais em\n\u2013 como sugere o nome \u2013 banheiros (p\u00fablicos)&#8230; e como estes s\u00e3o separados por\ncategoria de g\u00eanero, \u00e9 comum que aconte\u00e7a entre pessoas que usam o mesmo espa\u00e7o\n(predominantemente masculino). Placas com o Artigo 233 do C\u00f3digo Penal est\u00e3o\nespalhadas por esses locais a fim de inibir e impedir este \u201ccomportamento gay\u201d.\nE \u00e9 neste ponto que se inicia a nossa discuss\u00e3o: est\u00e1 \u00e9, de fato, uma pr\u00e1tica\ngay? E, se for, o que isto nos revela? Que gays s\u00e3o prom\u00edscuos?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que pensa o status quo, n\u00e3o s\u00e3o os homens gays \u2013 apenas\n\u2013 que se envolvem nestas rela\u00e7\u00f5es marginalizadas \u2013 que s\u00e3o os atos obscenos\nrealizados em banheiros p\u00fablicos (de shoppings, esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4,\nsupermercados, etc.) \u2013, mas tipos heterossexuais, com alian\u00e7as em seus dedos e\nat\u00e9 mesmo, por vezes, com parceiras \u2013 namorada, esposa, fam\u00edlia \u2013 \u00e0 sua espera\ndo lado de fora, encabe\u00e7am a libidinosidade do que acontece nestes locais.\nCuriosos, enrustidos, acuados&#8230; todos se encontram ali, onde ningu\u00e9m v\u00ea, onde\na aceita\u00e7\u00e3o de suas fam\u00edlias, a admira\u00e7\u00e3o de seus amigos, o respeito de seus\nconhecidos e a manuten\u00e7\u00e3o de seus trabalhos n\u00e3o est\u00e3o amea\u00e7ados. A\nmasculinidade t\u00f3xica escorre pelas descargas ao mesmo tempo em que exala todo\nseu odor f\u00e9tido nos mict\u00f3rios \u00e0 medida em que estes homens baixam a guarda para\na experimenta\u00e7\u00e3o e, ainda assim, tentam resistir com reprodu\u00e7\u00f5es de um lugar-comum\nrude machista por n\u00e3o se admitirem como s\u00e3o. Mas eles \u2013 os homens\nheterossexuais \u2013 est\u00e3o l\u00e1, acima de qualquer suspeita e aproveitando os gays\ncomo bode expiat\u00f3rio para toda e qualquer retalia\u00e7\u00e3o que, momentaneamente,\npossa os alcan\u00e7ar e amea\u00e7ar (a culpa sempre vai ser \u201cdos veados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Admitindo este contexto (desta pr\u00e1tica como pretexto para o \u201cal\u00edvio\u201d de\nvontades reprimidas) n\u00e3o cabe cobrar aos gays que, uma vez assumidos e vivendo\na sua sexualidade, saiam desta posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u2013 por mais correto que isso\npare\u00e7a (ou seja). Afinal, em suas viv\u00eancias pr\u00e1ticas, o que eles mais\nexperimentam depois de comunicarem as suas \u2013 j\u00e1 anunciadas por terceiros \u2013\nsexualidades \u00e9 a hostilidade. Ent\u00e3o, essa ideia falaciosa de que homossexuais\ntem passe livre para viver suas vidas de um \u201cjeito decente\u201d (este tipo de\n\u201cdec\u00eancia\u201d imposta) perde for\u00e7a a cada vez que eles s\u00e3o mal tratados em mot\u00e9is,\nmal atendidos em restaurantes, mal vistos quando de m\u00e3os dadas ou t\u00e3o somente\nusam uma roupa que n\u00e3o corresponde \u00e0s expectativas de cisheteronormatividade (e\nnem me refiro a avers\u00e3o ao travestimento e todo \u00f3dio direcionado \u00e0 comunidade\ntrans (que devem ser amplamente combatidos), mas uma simples estampa ou\ncomprimento mais curto nas roupas \u00e9 capaz de tornar um homem alvo de\nridiculariza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o). Essas priva\u00e7\u00f5es do ser \u00e9 que os moldam&#8230; e como\ncobrar sensatez de quem n\u00e3o aprendeu sequer que tinha o direito de ser livre?\n\u201cV\u00e3o para um motel ou para casa\u201d, dizem de maneira simplista, mas muitos n\u00e3o\ntem esse dinheiro ou essa casa (o famigerado \u201clocal\u201d), onde possam expressar\nseus desejos sem o olhar da vizinhan\u00e7a ou a reprova\u00e7\u00e3o dos seus.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas por qual motivo as mulheres (independente de suas sexualidades),\nque tamb\u00e9m sofrem com a o tolhimento de sua libido, n\u00e3o tem esse mesmo\ncomportamento?\u201d. Voc\u00ea tem certeza que n\u00e3o consegue responder? Afinal, apesar de\ntodas as conquistas e pequenos progressos, as mulheres tem a mesma liberdade\nsexual dos homens? Ou n\u00e3o vivemos em uma sociedade \u2013 ainda \u2013 patriarcal e mis\u00f3gina?\nMulheres s\u00e3o \u2013 desde muito cedo \u2013 castradas de seus \u00edmpetos er\u00f3ticos. Os\nhomens, ao contr\u00e1rio das mulheres, s\u00e3o estimulados ao prazer insaci\u00e1vel, fugaz\ne numeroso. Mas isto s\u00f3 \u00e9 aceito quando se performa o cafajeste, \u201cmulherengo\u201d\n&#8230; homens gays s\u00e3o resumidos \u00e0 promiscuidade quando agem como heterossexuais. Homens\ne mulheres homoafetivos s\u00e3o coibidos em sua voluptuosidade, mas de formas\ndiferentes: mulheres, desde sempre, s\u00f3 por serem mulheres; e homens, ap\u00f3s\nrevelarem sua sexualidade, o que soa como \u201cabrir m\u00e3o\u201d do privil\u00e9gio hetero (e\ncabe aqui uma ressalva \u00e0s dores das mulheres, e, em destaque, da comunidade\nl\u00e9sbica e a urg\u00eancia de suas pautas).<\/p>\n\n\n\n<p>E mesmo que n\u00e3o houvesse toda essa mazela social, ainda assim, com\ncerteza, alguns (talvez muitos) homens ainda sentiriam vontade de manter esse\ntipo de rela\u00e7\u00e3o. Talvez por fetiche, at\u00e9. E a pergunta emerge: s\u00e3o raros os\nrelatos de heterossexuais que transam\/transaram em banheiros? Essas hist\u00f3rias\ns\u00e3o contadas aos montes, por exemplo, nos v\u00eddeos de \u201ceu nunca\u201d DOS FAMOSOS. E\npor que, quando com eles, essa pr\u00e1tica \u00e9 t\u00e3o <em>cool<\/em> e divertida? Considerando\nesta \u201cr\u00e9gua de pudor usual\u201d, seria um desvio \u2013 at\u00e9 \u2013 mais \u201cgrave\u201d, visto que\nhomens no mesmo espa\u00e7o aproveitam a \u201coportunidade\u201d criada, mas heteros para\npraticar o que fetichizam precisam premeditar e criar a oportunidade. A\npromiscuidade hetero tem que ser posta em quest\u00e3o, pois esse conceito \u2013 de\nimoralidade \u2013 tem dois pesos e duas medidas, j\u00e1 que se um homem e uma mulher desconhecidos\ndecidirem se beijar publicamente por mero querer n\u00e3o receber\u00e3o a mesma senten\u00e7a\nde casais n\u00e3o heteros que o fa\u00e7am. Isto \u00e9 apenas um dos tantos privil\u00e9gios\nheteros denunciados pelos LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reflex\u00e3o no m\u00ednimo curiosa: as narrativas criadas por homens heteros,\npor exemplo, quando fazem oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos banheiros adequados por\npessoas transexuais, usam o estupro como pseudoargumento. N\u00e3o \u00e9 reveladora a\nforma que estes homens entendem o banheiro como um ambiente para al\u00e9m das\nnecessidades fisiol\u00f3gicas? N\u00e3o \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o (qui\u00e7\u00e1 uma confiss\u00e3o) de que\neles enxergam o momento da mic\u00e7\u00e3o como prop\u00edcio ao ataque? N\u00e3o \u00e9 inata ou\nexclusiva aos homens gays a conduta invasiva ou agressiva, inclusive no \u00e2mbito\nsexual, mas os homens heterossexuais \u00e9 que protagonizam a esmagadora maioria\ndos comportamentos excessivos e violentos. Voc\u00ea pode reprovar os olhares,\nrepudiar os gestos, deixar evidente o seu desconforto (e tem esse direito) caso\nseja assediado&#8230; tem tamb\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de deixar de abandonar os mict\u00f3rios e usar\nsomente os boxes. Se essa \u00faltima alternativa parece absurda \u2013 mudar um h\u00e1bito\npor conta do mau comportamento alheio \u2013, a ponto de gerar resist\u00eancia, sugiro\nque essas mesmas obje\u00e7\u00f5es ganhem for\u00e7a no combate ao ass\u00e9dio contra as mulheres,\nque h\u00e1 muito tem de alterar suas rotinas (desde as vestimentas e suas posi\u00e7\u00f5es\nem transporte p\u00fablicos, at\u00e9 o hor\u00e1rio que podem transitar sozinhas) a fim de\nn\u00e3o serem assediadas por homens heterossexuais em qualquer espa\u00e7o p\u00fablico (e\nprivado). Tudo isso exp\u00f5e a desigualdade e a parcialidade deste debate.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 extremamente importante tamb\u00e9m que gays se libertem desta miss\u00e3o de\nvida de se provarem melhores do que os acusam ser, dignos da aprova\u00e7\u00e3o alheia,\nmerecedores do m\u00ednimo respeito social por cumprir suas exig\u00eancias morais que\nesbarram na hipocrisia. Tentar humilhar outro gay, recha\u00e7ando-o pelo que se\naponta como imoralidade sexual pode ser t\u00e3o crist\u00e3o quanto a prega\u00e7\u00e3o do inferno\naos LGBTQIA+, e dessa \u00faltima prerrogativa nem os mais santos dos nossos haver\u00e1\n\u2013 segundo eles \u2013 de se salvar. Ent\u00e3o, por que juntar-se \u00e0queles que s\u00e3o os seus\nalgozes? Para sentir-se menos culpado, menos sujo, menos transgressor? Nada te\nfar\u00e1 mais leve sen\u00e3o a autoaceita\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o desse fardo de \u201cser menos\nofensivo\u201d aos que lhe cercam. Que cada um d\u00ea conta de si e, quando inevit\u00e1vel o\nposicionamento, seja prefer\u00edvel o apoio \u00e0 ruptura ego\u00edsta.<\/p>\n\n\n\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um texto em favor dos banheir\u00f5es, mas \u2013 e espero que saibam\ninterpretar \u2013 sobre os preju\u00edzos de n\u00e3o atacar o \u201cinimigo real\u201d e os malef\u00edcios\ndo enfretamento das consequ\u00eancias em detrimento das in\u00fameras causas. Esse tipo\nde situa\u00e7\u00e3o tem se intensificado, sim, na maioria das vezes de modo absolutamente\ndesrespeitoso e hostil. Se isso precisa ser controlado, que seja&#8230; que hajam\nvistorias, inspe\u00e7\u00f5es, supervis\u00f5es nos espa\u00e7os. Mas, acima de tudo, que aconte\u00e7a\na liberta\u00e7\u00e3o dos nossos corpos; que haja a descriminaliza\u00e7\u00e3o moral do nosso\nsexo e do nosso afeto tamb\u00e9m; que, de uma vez por todas, ocorra a nossa\nretirada da marginalidade para a qual somos empurrados, enquanto nos esmagam.\nEnquanto for arriscado existir nos holofotes, o anonimato do delito ser\u00e1 um\nescape, uma fuga. Esses gestos inapropriados s\u00e3o inc\u00f4modos, mas se toda essa\ndesigualdade n\u00e3o incomoda muito mais, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 com o \u201ctodo\u201d que os \u201cju\u00edzes\u201d\nest\u00e3o preocupados, mas apenas com seu conveniente bem-estar individual.<\/p>\n\n\n\n<p>A homofobia \u2013 e todo tipo de PREconceito \u2013 est\u00e1 sempre \u00e0 espreita,\nreduzindo e esvaziando debates urgentes e necess\u00e1rios&#8230; que suas opini\u00f5es sem\nfundamento n\u00e3o contribuam para essa conjuntura t\u00e3o cruel; que o seu moralismo\nn\u00e3o seja mais ut\u00f3pico do que o seu senso de realidade seja fat\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Alan di Assis (<\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/alandiassis\/\"><em>@alandiassis<\/em><\/a><em>) escreveu esse texto de forma colaborativa para o Me Salte. Ele \u00e9 jornalista, artista, ativista, pesquisador e produtor de conte\u00fado das rela\u00e7\u00f5es entre homoafetividade e protestantismo\/evangelho<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22470\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-150x150.jpeg 150w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-300x300.jpeg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-768x768.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-146x146.jpeg 146w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-50x50.jpeg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-80x80.jpeg 80w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-75x75.jpeg 75w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17-85x85.jpeg 85w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-09-at-16.13.17.jpeg 1138w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alan di Assis* Se o seu moralismo \u00e9 mais ut\u00f3pico do que o seu senso de realidade \u00e9 fat\u00eddico, ent\u00e3o, talvez voc\u00ea deva ler esse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,80],"tags":[2179,2178],"class_list":["post-22469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-farofa-digital","category-home","tag-alan-di-assis","tag-banheirao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22469"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22469\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22471,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22469\/revisions\/22471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}