{"id":21433,"date":"2020-07-02T20:19:49","date_gmt":"2020-07-02T23:19:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=21433"},"modified":"2020-07-02T20:20:08","modified_gmt":"2020-07-02T23:20:08","slug":"pesquisa-revela-que-preocupacao-com-diversidade-gera-lucro-as-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/pesquisa-revela-que-preocupacao-com-diversidade-gera-lucro-as-empresas\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela que preocupa\u00e7\u00e3o com diversidade gera lucro \u00e0s empresas"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento aponta que tr\u00eas a cada quatro mulheres, negros e pessoas das periferias, das classes C, D e E relatam que sofreram discrimina\u00e7\u00e3o e constrangimento em com\u00e9rcios, apesar de juntos representarem 80% das inten\u00e7\u00f5es de compra no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o da pesquisa O mercado da maioria: periferia e diversidade como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio, realizada pelo Instituto Locomotiva para a Central \u00danica das Favelas (CUFA), divulgada na 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Data Favela.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, 79% disseram que j\u00e1 passaram por situa\u00e7\u00f5es como: ser seguido ou revistado por seguran\u00e7as do estabelecimento; n\u00e3o ser atendido porque a equipe achou que n\u00e3o tinha dinheiro; ouvir de algu\u00e9m que aquele estabelecimento n\u00e3o era para ele; ser injustamente acusado de roubo; e, ser confundido com um funcion\u00e1rio. Os dado considera tamb\u00e9m pessoas com defici\u00eancia e homossexuais. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21434\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-300x179.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-768x459.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-244x146.jpg 244w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-50x30.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568-125x75.jpg 125w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mascaras_rj_uso_obrigatorio_0424202568.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Popula\u00e7\u00e3o usa m\u00e1scaras nas ruas do Rio de Janeiro, desde ontem (23) a prefeitura tornou o uso obrigat\u00f3rio atrav\u00e9s de decreto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi feita com 1.534 brasileiros maiores de 16 anos entre os dias 26 e 28 de junho em 72 cidades de todos os estados. \u201cAquilo que homens, brancos, da elite chamam de minoria, s\u00e3o na verdade, a grande maioria do mercado consumidor do Brasil\u201d, diz o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. <\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que, entre aqueles que nos pr\u00f3ximos 12 meses pretendem comprar um carro, por exemplo, 23% s\u00e3o das classes C, D e E; 20% mulheres e 26%, negros. As porcentagens s\u00e3o mais ou menos semelhantes para outros produtos, como notebooks, cujos compradores s\u00e3o 34% das classes C, D e E; 30%, mulheres; e, 39%, negros. Em m\u00e9dia, somados, esses grupos concentram mais de 80% da inten\u00e7\u00e3o de compra do pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>O preconceito com essas pessoas \u00e9 refor\u00e7ado, segundo o levantamento, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o e nas publicidades, que n\u00e3o refletem a maioria dos consumidores. Isso \u00e9 percebido pela maior parte dos brasileiros, 83%, que considera que os meios de comunica\u00e7\u00e3o reproduzem o racismo, de acordo com o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Meirelles ressalta que o mercado perde quando n\u00e3o olha para esses grupos ditos minorias. Um dos mitos que \u00e9 desmentido na pesquisa \u00e9 de que os consumidores da periferia buscam reproduzir os comportamentos da elite tradicional. \u201cEles costumam dizer que a elite joga dinheiro fora\u201d, diz e acrescenta: \u201cO aspiracional da periferia \u00e9 o vizinho que deu certo\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Ignorar a diversidade, de acordo com os resultados, \u201catrapalha os lucros\u201d, diz o estudo. Quase a totalidade dos entrevistados, 98%, disse que n\u00e3o compraria marcas que de alguma forma n\u00e3o respeitassem a diversidade; 89% disseram que n\u00e3o aceitam calados qualquer tipo de preconceito na comunica\u00e7\u00e3o; e 84% afirmam que preferem marcas que promovam e apoiem iniciativas em prol de maior diversidade racial.   <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercado da maioria <br><\/strong> Muito desse preconceito e da falta de diversidade \u00e9, segundo Meirelles, percebido nas periferias. \u201cA favela como espa\u00e7o geogr\u00e1fico das desigualdades do nosso pa\u00eds sente como ningu\u00e9m os problemas da falta de igualdade e de oportunidades, os problemas do preconceito e da aus\u00eancia de uma vis\u00e3o mais ampla sobre a necessidade de diversidade do nosso pa\u00eds\u201d. Dos 210 milh\u00f5es de brasileiros, 165 milh\u00f5es de brasileiros, s\u00e3o das classes C, D e E, moradores da periferia. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa favela, a maioria das pessoas s\u00e3o empreendedoras. S\u00f3 precisam ser enxergadas. Enquanto todos n\u00f3s n\u00e3o estivermos ajudando uns aos outros, isso n\u00e3o vai mudar\u201d, ressalta o presidente da JR Diesel, Geraldo Rufino, que diz que, na empresa dele, a maioria dos funcion\u00e1rios \u00e9 negra. \u201cS\u00e3o induzidos a n\u00e3o acreditar neles. At\u00e9 para empreender acham que n\u00e3o d\u00e1. Eu aprendi que d\u00e1. \u00c9 preciso elevar a autoestima, dar oportunidade igual\u201d, diz. <\/p>\n\n\n\n<p>O preconceito est\u00e1 tamb\u00e9m, de acordo com o estudo, no ambiente de trabalho. Dois a cada tr\u00eas entrevistados conhecem algu\u00e9m que j\u00e1 sofreu preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o, algum tipo de humilha\u00e7\u00e3o ou deboche em seu ambiente de trabalho. A principal causa, relatada por 69%, \u00e9 pela cor ou ra\u00e7a; seguida por orienta\u00e7\u00e3o sexual, relatada por 47%; e, por ser gordo, por 45%. Ser pobre ou morador de periferia aparece como a quarta causa de humilha\u00e7\u00f5es e discrimina\u00e7\u00e3o mais frequente, descrita por 43%.    <\/p>\n\n\n\n<p>Para o economista Arm\u00ednio Fraga, ex-presidente do Banco Central, a desigualdade precisa ser enfrentada para que o Brasil possa se desenvolver. Ele defende programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia, mas ressalta que \u00e9 preciso \u201cir muito al\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 suficiente que a pessoa passe a linha da pobreza, tem que ter o caminho mais aberto, que d\u00ea chance a todos. O que temos que fazer \u00e9 gerar oportunidades para as pessoas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><br>A diretora e representante da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Noleto, defende a educa\u00e7\u00e3o como um caminho importante. \u201cTemos exemplos de pa\u00edses que se transformaram profundamente com investimento maci\u00e7o em educa\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cN\u00f3s, como humanidade, precisamos sim cuidar uns dos outros, estar atentos, ter empatia e exercer a possibilidade m\u00faltipla que nossa diversidade oferece, lembrando que reside a\u00ed a nossa for\u00e7a coletiva. Quanto mais diversos somos, mas fortes somos e mais possibilidades m\u00faltiplas n\u00f3s temos\u201d, acrescenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ag\u00eancia Brasil Levantamento aponta que tr\u00eas a cada quatro mulheres, negros e pessoas das periferias, das classes C, D e E relatam que sofreram discrimina\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80,11],"tags":[175],"class_list":["post-21433","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-home","category-me-informo","tag-diversidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21433"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21435,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21433\/revisions\/21435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}