{"id":21397,"date":"2020-06-25T10:40:11","date_gmt":"2020-06-25T13:40:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=21397"},"modified":"2020-06-25T10:40:13","modified_gmt":"2020-06-25T13:40:13","slug":"flicade-festa-literaria-online-dedicada-a-comunidade-lgbtqia-acontece-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/flicade-festa-literaria-online-dedicada-a-comunidade-lgbtqia-acontece-nas-redes-sociais\/","title":{"rendered":"Flicad\u00ea: festa liter\u00e1ria online dedicada \u00e0 comunidade LGBTQIA+ acontece nas redes sociais"},"content":{"rendered":"\n<p>Representatividade. Essa \u00e9 a palavra mais lembrada pelos participantes do Flicad\u00ea, festa liter\u00e1ria online dedicada \u00e0 comunidade LGBTQIA+, que acontece at\u00e9 domingo (28), no YouTube, Instagram e Twitter. O evento ocorre no m\u00eas do Orgulho LGBT e seu nome faz men\u00e7\u00e3o ao perfil Cad\u00ea LGBT, que est\u00e1 em diversas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O escritor baiano Deko Lipe, 34 anos, \u00e9 um dos organizadores da festa liter\u00e1ria com a colega mineira Maria Freitas e ressalta sua import\u00e2ncia: \u201cAinda existe uma invisibiliza\u00e7\u00e3o das pessoas LGBTQIA+ na literatura. No m\u00e1ximo, chegamos \u00e0 letra &#8216;B&#8217; [bissexuais] da sigla. Precisamos furar bolhas, entrar em determinados ambientes. Ent\u00e3o, teremos uma mesa trans e outra para falar sobre corpos n\u00e3o padr\u00e3o. Nessa segunda mesa, vai-se falar sobre os corpos gordos, que n\u00e3o costumam ser protagonistas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das mesas vai debater a literatura trans. A conversa, no s\u00e1bado, \u00e0s 20h30, ter\u00e1 presen\u00e7a do escritor Bruno Santana, 32, homem trans negro, pesquisador e autor de artigos acad\u00eamicos. Ele tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da representatividade: \u201cRepresentatividade \u00e9 poder ser protagonista da sua viv\u00eancia, da sua hist\u00f3ria. \u00c9 ter voz e visibilidade. N\u00e3o quero que pessoas cis, por exemplo, falem sobre minha viv\u00eancia trans. O lugar de fala \u00e9 de quem vivencia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 domingo, ser\u00e3o realizadas nove sess\u00f5es de debates, sobre outros temas, como a rela\u00e7\u00e3o entre o mercado editorial e o p\u00fablico LGBTQIA+ e a import\u00e2ncia da influ\u00eancia digital para esse grupo. <\/p>\n\n\n\n<p> A escritora Lorena Ribeiro, 28 anos, vai falar sobre a import\u00e2ncia da representatividade LGBTQIA+ nos blogs e nas redes sociais. \u201cCostumo participar de debates sobre representatividade negra na literatura, mas pela primeira vez vou participar de uma discuss\u00e3o sobre representatividade LGBT. Sobre as duas quest\u00f5es, penso o mesmo: ambas s\u00e3o uma forma de fortalecer o leitor e de permitir que ele se reconhe\u00e7a num personagem de uma hist\u00f3ria que lhe agrada e isso \u00e9 importante para a autoestima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Lorena ressalta tamb\u00e9m que eventos como o Flicad\u00ea fortalecem a rede de escritores. Para isso, acontecer\u00e3o, al\u00e9m dos debates, promo\u00e7\u00f5es de livros, lan\u00e7amentos, e-books gratuitos para download e sorteios. Tudo poder\u00e1 ser acompanhado no Twitter @cadelgbt e no Instagram @flicade. As mesas ser\u00e3o transmitidas no canal Cad\u00eaLGBT, no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p>A mineira Cidinha da Silva, 53, autora dos livros Kuami e Um Exu em Nova York, fala sobre a import\u00e2ncia do Flicad\u00ea acontecer no m\u00eas do Orgulho LGBT: \u201cJunho \u00e9 um momento do ano em que as discuss\u00f5es sobre a LGBTfobia e seus efeitos nefastos s\u00e3o intensificadas e \u00e9 muito salutar que isso aconte\u00e7a tamb\u00e9m na literatura, especialmente na Flicad\u00ea, que apresentar\u00e1 ao p\u00fablico abrangente a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria polif\u00f4nica e poliss\u00eamica de v\u00e1rias\/os de n\u00f3s\u201d. Cidinha falar\u00e1 sobre a tem\u00e1tica LGBT na literatura infantil, no dia 28, \u00e0s 16h.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os autores participantes do evento fa\u00e7am parte da comunidade LGBT, Deko Lipe afirma que o p\u00fablico n\u00e3o deve se restringir a esse grupo: \u201cPrincipalmente neste m\u00eas, h\u00e1 uma grande busca pelos t\u00edtulos LGBTQIA+, porque v\u00e1rios instagrams e bolgues falam sobre esse protagonismo. N\u00f3s n\u00e3o escrevemos apenas para pessoas LGBT, mas para todos. Eu cresci e vivo num meio onde 98% das pessoas s\u00e3o h\u00e9teros e elas consomem o que escrevo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Flicad\u00ea*<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, 25<\/p>\n\n\n\n<p>9h Sarau durante todo o dia. Os interessados publicam em suas pr\u00f3prias redes, marcando #SarauFlicad\u00ea no Twitter e @flicade no Instagram. Os textos e v\u00eddeos escolhidos ser\u00e3o repu- blicados nos perfis do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sexta, 26<\/p>\n\n\n\n<p>16h  Literatura LGBTQIA+  e o mercado editorial<\/p>\n\n\n\n<p>19h  A import\u00e2ncia da publica\u00e7\u00e3o independente para autores LGBTQIA+<\/p>\n\n\n\n<p>20h30  Corpos n\u00e3o-padr\u00e3o  na narrativa LGBTQIA+<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e1bado, 27<\/p>\n\n\n\n<p>16h  A import\u00e2ncia da influ\u00eancia digital para a literatura LGBTQIA+<\/p>\n\n\n\n<p>19h  Da publica\u00e7\u00e3o indie at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o por editoras<\/p>\n\n\n\n<p>20h30  Literatura Trans e Poesia<\/p>\n\n\n\n<p>Domingo, 28<\/p>\n\n\n\n<p>16h  Literatura infantil LGBTQIA+<br>\n19h  O protagonismo LGBTQIA+ na fic\u00e7\u00e3o especulativa<\/p>\n\n\n\n<p>20h30  Escreviv\u00eancias de   mulheres LGBTQIA+<\/p>\n\n\n\n<p>*As mesas s\u00e3o transmitidas no canal Cad\u00eaLGBT no YouTube. Outros eventos acontecer\u00e3o no Twitter @cadelgbt e no Instagram @flicade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representatividade. 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