{"id":19158,"date":"2019-05-13T03:16:48","date_gmt":"2019-05-13T06:16:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=19158"},"modified":"2019-05-10T23:40:55","modified_gmt":"2019-05-11T02:40:55","slug":"aprendemos-que-o-certo-e-gostar-de-meninos-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/aprendemos-que-o-certo-e-gostar-de-meninos-diz-pesquisadora\/","title":{"rendered":"&#8216;Aprendemos que o certo \u00e9 gostar de meninos&#8217;, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p>Bacharel em Direito na Faculdade de Direito de Ribeir\u00e3o Preto, Bruna Santiago Franchini \u00e9 especializada em Pol\u00edticas P\u00fablicas e Justi\u00e7a de G\u00eanero pelo Conselho Latino-americano de Ci\u00eancias Sociais (CLACSO) e conversou com o CORREIO sobre heteronormatividade e heterossexualidade compuls\u00f3ria\u00a0. Mais abaixo, ela indica nove textos para entender melhor o assunto.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea come\u00e7ou a estudar sobre isso?<\/strong><br \/>\nEstudo teoria feminista h\u00e1 quatro anos, sendo que fiz minha monografia sobre o assunto e acabei de entregar outra para concluir minha especializa\u00e7\u00e3o. Participo da revista QG Feminista desde o in\u00edcio e o nosso principal objetivo \u00e9 tornar a produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e acad\u00eamica feminista acess\u00edvel. Por isso decidi escrever sobre a heterossexualidade compuls\u00f3ria.\u00a0\u00a0Esse nome em si j\u00e1 assusta, e a maioria dos textos sobre isso est\u00e3o em ingl\u00eas, muitos sequer t\u00eam tradu\u00e7\u00e3o oficial (muitas tradu\u00e7\u00f5es que vemos por a\u00ed foram feitas por volunt\u00e1rias que estudam o assunto).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m decidi escrever porque esse conceito foi elaborado e cunhado por feministas radicais l\u00e9sbicas, e, apesar de as l\u00e9sbicas serem com toda a certeza o grupo que mais sofre com a heterossexualidade compuls\u00f3ria &#8211; por terem sua sexualidade n\u00e3o s\u00f3 apagada e deslegitimada, como instrumentalizada e at\u00e9 erotizada -, todas as mulheres vivenciam a heterossexualidade compuls\u00f3ria ao longo de toda sua vida.<\/p>\n<p><strong>E o que \u00e9 heterossexualidade compuls\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nA ideia \u00e9 de que, num patriarcado, a heterossexualidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma orienta\u00e7\u00e3o sexual, mas uma ferramenta de controle, uma forma de manter a supremacia masculina. Por meio da hiper-romantiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es heterossexuais &#8211; tanto afetivas, amorosas, quanto sexuais -, a mulher \u00e9 levada a construir toda a sua vida em torno de homens. Ela \u00e9 ensinada a priorizar rela\u00e7\u00f5es com homens e a rejeitar rela\u00e7\u00f5es com mulheres. Faz parte da heterossexualidade compuls\u00f3ria tanto a no\u00e7\u00e3o de que a heterossexualidade \u00e9 normal e a homossexualidade\/a lesbianidade s\u00e3o desviantes, quanto a constru\u00e7\u00e3o de que &#8220;amizade entre mulheres n\u00e3o existe&#8221;, &#8220;mulheres s\u00e3o naturalmente competitivas&#8221;&#8230; tudo feito para minar as potencialidades de rela\u00e7\u00f5es entre mulheres.<\/p>\n<p>Esse conceito tamb\u00e9m explica o processo por meio do qual somos socializadas: a heterossexualidade compuls\u00f3ria n\u00e3o dita s\u00f3 que o &#8216;normal&#8217; \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o pelo sexo oposto, mas pelos pap\u00e9is sociais que cada sexo desempenha. Ent\u00e3o esse conceito explica que, num patriarcado, n\u00e3o basta uma mulher gostar de um homem e se relacionar com ele: \u00e9 necess\u00e1rio que cada um desempenhe determinado papel nessa din\u00e2mica de casal. Ou seja: a mulher ser submissa, dominada, emocionalmente dependente, cuidadora; e o homem ser o provedor, o que &#8220;pega mas n\u00e3o se apega&#8221;, o &#8216;m\u00e1sculo&#8217;, garanh\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-19174\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-19174\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1.jpg\" alt=\"Vida_1205_obrigahetero2 (1)\" width=\"1106\" height=\"646\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1.jpg 1106w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-300x175.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-768x449.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-250x146.jpg 250w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-50x29.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero2-1-128x75.jpg 128w\" sizes=\"auto, (max-width: 1106px) 100vw, 1106px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essa ideia de preserva\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sociais de sexo tamb\u00e9m se manifesta quando vemos na sociedade a rejei\u00e7\u00e3o a pessoas que se negam a desempenhar tais pap\u00e9is. Sabe aquela hist\u00f3ria de que &#8216;tudo bem ser gay, mas ser afeminado \u00e9 demais&#8217;? A rejei\u00e7\u00e3o social \u00e0 sapat\u00e3o &#8216;butch&#8217;? Porque por tr\u00e1s da compulsoriedade da heterossexualidade est\u00e1 a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sociais de sexo (o g\u00eanero, em outras palavras), porque tais pap\u00e9is s\u00e3o essenciais pra manuten\u00e7\u00e3o da ordem social patriarcal.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 mulheres sofrem com essa imposi\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o. Afinal, homofobia tamb\u00e9m afeta homens gays e pessoas bissexuais de forma geral. Mas esse conceito da heterossexualidade compuls\u00f3ria foi elaborado especificamente pra explicar uma viv\u00eancia feminina, e, mais ainda, a viv\u00eancia l\u00e9sbica.<\/p>\n<p><strong>Qual a diferen\u00e7a entre heteronormatividade e heterossexualidade compuls\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nA heteronormatividade, como a palavra em si diz, tem mais a ver com a no\u00e7\u00e3o de que existe uma norma pra determinados comportamentos e din\u00e2micas sociais &#8211; e essa norma \u00e9 a heterossexualidade, a rela\u00e7\u00e3o heterossexual. A ideia de &#8216;heterossexualidade compuls\u00f3ria&#8217; tem a ver com uma an\u00e1lise das estruturas de poder que criam e se beneficiam da heterossexualidade enquanto institui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, enquanto ferramenta de manuten\u00e7\u00e3o de determinada ordem social, como eu disse.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises propostas pelas feministas radicais l\u00e9sbicas e que podem ser exploradas com base no conceito de heterossexualidade compuls\u00f3ria t\u00eam tudo a ver com pap\u00e9is sociais de sexo e essas ideias de que existem &#8220;coisas de menina\/mulher&#8221; e &#8220;coisas de menino\/homem&#8221;, j\u00e1 que a heterossexualidade compuls\u00f3ria visa justamente refor\u00e7ar que existe um lugar a ser ocupado, um papel a ser desempenhado por cada um.<\/p>\n<p>Muitas mulheres descobrem que s\u00e3o l\u00e9sbicas ou bissexuais s\u00f3 muitos anos depois do primeiro contato sexual por conta disso: porque somos ensinadas desde muito cedo que o certo \u00e9 gostar de meninos, e que os meninos s\u00f3 v\u00e3o gostar de n\u00f3s de volta se usarmos rosa, se formos gentis e educadas, se n\u00e3o formos barulhentas, se usarmos vestido&#8230; \u00e9 um choque quando descobrimos que existe a possibilidade de se atrair, de se relacionar, de se formar la\u00e7os com uma pessoa do mesmo sexo que a gente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero.jpg\" rel=\"attachment wp-att-19168\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-19168\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero.jpg\" alt=\"Vida_1205_obrigahetero\" width=\"989\" height=\"689\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero.jpg 989w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero-300x209.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero-768x535.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero-210x146.jpg 210w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero-50x35.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Vida_1205_obrigahetero-108x75.jpg 108w\" sizes=\"auto, (max-width: 989px) 100vw, 989px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O conceito tamb\u00e9m nos ajuda a entender por que a din\u00e2mica do feminino\/masculino \u00e9 presente mesmo em casais gays\/l\u00e9sbicos (num casal gay, um cara mais &#8220;masculino&#8221; e um cara mais &#8220;feminino&#8221;; num casal l\u00e9sbico, uma mulher mais &#8220;feminilizada&#8221; e uma mais &#8220;butch&#8221;) &#8211; e, quando n\u00e3o est\u00e1 presente, a sociedade acha estranho, porque esperamos que haja um p\u00f3lo masculino e um p\u00f3lo feminino.<\/p>\n<p><strong>Enquanto mulher h\u00e9tero, voc\u00ea\u00a0 sofreu muito com isso tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nEu sofri com isso no limite do que uma mulher heterossexual pode sofrer, sabe? Fazendo um balan\u00e7o, eu vejo o quanto eu me submeti a relacionamentos muito abusivos por conta dessa ideia de que &#8220;mulheres t\u00eam que lutar pelo relacionamento&#8221;, &#8220;mulheres t\u00eam que ensinar homens como se relacionar&#8221;, &#8220;tem que ter paci\u00eancia&#8221;, &#8220;homem \u00e9 assim mesmo&#8221;. Eu fui ensinada a colocar meu amor pr\u00f3prio, meu orgulho, minha autoestima e meus limites de lado pra agradar homens. Eu fui ensinada a mudar minha apar\u00eancia e minha personalidade pra ficar mais agrad\u00e1vel pra homens.<\/p>\n<p>Num contexto mais pessoal, eu digo que j\u00e1 sofri muito com isso de precisar me diminuir, me apagar, me ofuscar pra n\u00e3o &#8220;assustar&#8221; homens, sejam eles &#8220;potenciais&#8221; (pretendentes) ou j\u00e1 parceiros. Sabe aquela coisa de que mulher inteligente assusta? Mulher decidida assusta? Masculinidade \u00e9 uma coisa muito fr\u00e1gil, e como eu sempre fui muito curiosa, cr\u00edtica e estudiosa, passei muitos anos da minha vida me fazendo de burra e de desentendida pra que o cara pudesse se sentir &#8220;grande&#8221; do meu lado. Acho que isso foi o que mais me marcou.<\/p>\n<p><strong>Isso refletiu tamb\u00e9m na sua rela\u00e7\u00e3o com outras mulheres?<\/strong><br \/>\nA minha rela\u00e7\u00e3o com mulheres, de forma geral, tamb\u00e9m foi muito afetada pela heterossexualidade compuls\u00f3ria. Como eu disse, faz parte da nossa socializa\u00e7\u00e3o para a heterossexualidade aprendermos que &#8220;mulheres n\u00e3o s\u00e3o amigas de verdade&#8221;, que a amizade verdadeira s\u00f3 existe entre homens, e que mulheres n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis, s\u00e3o trai\u00e7oeiras&#8230; ent\u00e3o eu passei muitos anos acreditando nisso, e focando em fazer amizades com homens. S\u00f3 que por mais legal que um cara seja, nunca vai ser a mesma coisa que uma amizade entre mulheres.<\/p>\n<p>Depois que eu comecei a estudar teoria feminista radical e mergulhar de cabe\u00e7a no movimento, eu passei a centrar toda a minha vida em torno de mulheres. Reavaliei minhas amizades, minha rela\u00e7\u00e3o com minha m\u00e3e, e at\u00e9 quem produzia os produtos que eu consumia &#8211; desde teoria acad\u00eamica e obras de arte (como cinema e literatura) at\u00e9 bens do dia a dia, mesmo. Fazer esse &#8220;giro&#8221; na minha vida s\u00f3 foi poss\u00edvel porque eu entendi o quanto a heterossexualidade compuls\u00f3ria havia deixado marcas profundas na minha vida.<\/p>\n<h2><strong>Nove textos para entender a heterossexualidade compuls\u00f3ria e a heteronormatividade<\/strong><\/h2>\n<div>1\u00a0\u25cf <a href=\"https:\/\/periodicos.ufrn.br\/bagoas\/article\/view\/2309\/1742\" target=\"_blank\">Heterossexualidade Compuls\u00f3ria\u00a0e Exist\u00eancia L\u00e9sbica, de Adrienne Rich<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>2 \u25cf <a href=\"https:\/\/medium.com\/qg-feminista\/lesbianismo-politico-rebatendo-o-mito-955c504cea73\" target=\"_blank\">Lesbianismo pol\u00edtico &#8211; rebatendo o mito, de Radical Lesbian Feminists<\/a><\/div>\n<p>3 \u25cf <a href=\"https:\/\/medium.com\/qg-feminista\/lesbianismo-pol%C3%ADtico-defini%C3%A7%C3%B5es-e-aplica%C3%A7%C3%B5es-ba2c39bbaf9d\" target=\"_blank\">O que \u00e9 lesbianismo pol\u00edtico?, de Sapataria Radical<\/a><\/p>\n<p>4 \u25cf <a href=\"https:\/\/medium.com\/qg-feminista\/sequelas-da-heterossexualidade-6cc600307565\" target=\"_blank\">Sequelas da heterossexualidade, de Sapataria Radical<\/a><\/p>\n<p>5 \u25cf <a href=\"https:\/\/medium.com\/qg-feminista\/heterossexualidade-compuls%C3%B3ria-lesbofobia-e-resist%C3%AAncia-56915992bdd2\" target=\"_blank\">Heterossexualidade Compuls\u00f3ria, Lesbofobia e Resist\u00eancia, de Sapataria Radical<\/a><\/p>\n<p>6 \u25cf <a href=\"http:\/\/www.tanianavarroswain.com.br\/brasil\/rich.htm\" target=\"_blank\">Desfazendo o \u201cnatural\u201d: a heterossexualidade compuls\u00f3ria e o continuum lesbiano, de Tania Navarro-Swain<\/a><\/p>\n<p>7 \u25cf <a href=\"http:\/\/www.tanianavarroswain.com.br\/chapitres\/bresil\/normal%20abjeto.htm\" target=\"_blank\">O normal e o \u201cabjeto\u201d: a heterossexualidade compuls\u00f3ria e o destino biol\u00f3gico das mulheres, de Tania Navarro-Swain<\/a><\/p>\n<p>8 \u25cf <a href=\"https:\/\/julesfalquet.files.wordpress.com\/2013\/06\/art-port-romper-o-tabu-da-heterosexualidade.pdf\" target=\"_blank\">Romper o tabu da heterossexualidade: contribui\u00e7\u00f5es da lesbianidade como movimento social e teoria pol\u00edtica, de Jules Falquet<\/a><\/p>\n<p>9 \u25cf <a href=\"https:\/\/we.riseup.net\/assets\/162603\/Wittig,%20Monique%20O%20pensamento%20Hetero_pdf.pdf\" target=\"_blank\">O pensamento heterossexual, de Monique Wittig<\/a><\/p>\n<p><strong>Gostou? Acompanhe, todas as segundas-feiras de maio, novas mat\u00e9rias sobre o tema aqui no Me Salte no especial LGBT O QU\u00ca?.\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/LGBTOQUE\/\">Clique aqui.<\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bacharel em Direito na Faculdade de Direito de Ribeir\u00e3o Preto, Bruna Santiago Franchini \u00e9 especializada em Pol\u00edticas P\u00fablicas e Justi\u00e7a de G\u00eanero pelo Conselho Latino-americano de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":19159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[901,80,1830],"tags":[1846,1851],"class_list":["post-19158","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-home","category-lgbt-o-que","tag-heteronormatividade","tag-heterossexualidade-compulsoria","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19158"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19177,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19158\/revisions\/19177"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}