{"id":18437,"date":"2019-02-13T07:59:51","date_gmt":"2019-02-13T10:59:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=18437"},"modified":"2019-02-13T17:11:13","modified_gmt":"2019-02-13T20:11:13","slug":"diversidade-camara-de-vereadores-de-salvador-tem-segundo-assessor-trans-em-470-anos-de-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/diversidade-camara-de-vereadores-de-salvador-tem-segundo-assessor-trans-em-470-anos-de-historia\/","title":{"rendered":"Diversidade: C\u00e2mara de Vereadores de Salvador tem segundo assessor trans em 470 anos de hist\u00f3ria\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Yasmin Garrido*<\/em><\/p>\n<p>\u2018Um p\u00e9 no parlamento e milhares de m\u00e3os nas ruas\u2019. Este \u00e9 o lema da equipe que atua junto com Bruno Santana, 30 anos, segundo homem trans a assessorar um parlamentar da C\u00e2mara Municipal de Salvador nos 470 anos de funda\u00e7\u00e3o da casa que abriga dos vereadores da capital baiana. Ao lado de Marcos Mendes (Psol), ele pretende deixar uma marca registrada e defender a diversidade.<\/p>\n<p>Mais do que fazer hist\u00f3ria, com o novo emprego onde tomou posse essa semana, Bruno se afasta da dif\u00edcil estat\u00edstica que outras pessoas trans e travestis enfrentam diariamente: a busca por um emprego formal.\u00a0Formado em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o assessor ingressou na vida pol\u00edtica a partir do movimento estudantil, principalmente com quest\u00f5es voltadas ao grupo LGBT.<\/p>\n<div id=\"attachment_18443\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18443\" class=\"size-large wp-image-18443\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-1024x768.jpg\" alt=\"Foto: Evandro Veiga\/CORREIO\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-195x146.jpg 195w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-50x38.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-18443\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Evandro Veiga\/CORREIO<\/p><\/div>\n<p>\u201cO fato de compor essa equipe, sendo homem trans e negro, j\u00e1 mostra a dupla a\u00e7\u00e3o afirmativa e o compromisso social do mandato de Marcos Mendes\u201d, destacou. Ainda segundo Bruno, o mandato \u00e9 coletivo. \u201cMarcos Mendes \u00e9 o representante, mas ao lado existe uma equipe plural compostas n\u00e3o somente por pessoas LGBT, mas por ativistas, sem teto, negros, negras, mulheres cis, quilombolas, ambientalistas e candomblecistas, e isso \u00e9 o que temos de mais potente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Bruno\u00a0ressalta\u00a0que tem a inten\u00e7\u00e3o de \u201cocupar o cargo, enquanto homem trans, contribuir para dar visibilidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o trans e travesti, que historicamente \u00e9 marginalidade, desumanizada e exclu\u00edda socialmente\u201d. Ele, que \u00e9 transativista, \u00e9\u00a0um dos respons\u00e1veis\u00a0por dar vida ao coletivo \u2018De transs pra frente\u2019, que tem como objetivo defender e estimular a resist\u00eancia trans e travesti.<\/p>\n<p>Bruno \u00e9, ainda, membro do Transbatukada, um movimento ativista composto por trans e travestis, al\u00e9m de fazer parte da Rede Trans Brasil.\u00a0 \u201cDe acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais ( ANTRA), o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais mata pessoas trans no mundo, nossa expectativa de vida \u00e9 de 35 anos. Apenas 2% da popula\u00e7\u00e3o trans e travesti est\u00e3o nas universidades. Expulsas da escola, da fam\u00edlia e do mercado de trabalho, vivemos \u00e0s margens de um &#8216;cis-tema&#8217; que nos patologiza, silencia, invisibiliza e nos extermina cotidianamente. Todas essas viol\u00eancias revelam a necessidade de lutarmos para construir uma sociedade que inclua todas as pessoas\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_18444\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18444\" class=\"size-large wp-image-18444\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-1024x683.jpg\" alt=\"Foto: Evandro Veiga\/CORREIO\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-219x146.jpg 219w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-50x33.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Bruno-Santana3-113x75.jpg 113w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-18444\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Evandro Veiga\/CORREIO<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O vereador Marcos Mendes, que assumiu mandato recentemente ocupando a vaga de Hilton Coelho (Psol), que foi eleito deputado estadual, acredita que a c\u00e2mara precisa ser diversa. &#8220;\u00c9 uma obriga\u00e7\u00e3o nossa expressar a diversidade na composi\u00e7\u00e3o do nosso gabinete e garantir a oportunidade de visibilidade para todas as pessoas. Em geral, as pessoas trans ocupam os postos de trabalho mais precarizados. Ter o Bruno em nossa equipe \u00e9 reverter essa l\u00f3gica. Esperamos que outras pessoas trans possam ocupar a C\u00e2mara de Vereadores de Salvador. N\u00f3s, do Psol, estamos incentivando que outros gabinetes possam refletir essa diversidade&#8221;, destacou o edil.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia<br \/>\n<\/strong>Antes de Bruno, a CMS teve, em 2008, a elei\u00e7\u00e3o da primeira vereadora trans da capital baiana. L\u00e9o Kret teve, \u00e0 \u00e9poca, 12.861 votos e ficou em quarto lugar na disputa por uma cadeira no legislativo municipal. Veja foto da posse de L\u00e9o Kret:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/acervo\/tt_news\/pics\/%7B7E714867-0860-4FAF-9623-2D6A96A59FE6%7D_leo.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para leo kret vereadora marina silva\" \/><\/p>\n<p>Depois dela, o vereador Su\u00edca (PT) contratou Tuka Perez como assessora, em 2012. Ela, que \u00e9 mulher trans nascida no bairro de Pernambu\u00e9s, em Salvador, ficou respons\u00e1vel por cuidar das pautas relacionadas \u00e0s quest\u00f5es LGBT. \u201cEu atuava dentro da comunidade de Pernambu\u00e9s, com o movimento Linha de Frente e o vereador primeiro me convidou para comandar a primeira parada LGBT do bairro. S\u00f3 depois disso veio o convite para ser assessora\u201d, contou.<\/p>\n<p>Ela afirmou que teve, no in\u00edcio, dificuldades em incluir o nome social no crach\u00e1, mas o problema foi rapidamente resolvido. \u201cEu usava o crach\u00e1 com meu nome do registro, meu nome masculino, e isso me causava desconforto, porque muitas pessoas n\u00e3o entendiam que eu sou mulher trans\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tuka, que hoje tem 35 anos e continua lutando como ativista pelas causas LGBT, tamb\u00e9m destacou que n\u00e3o foi f\u00e1cil chegar at\u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de assessora parlamentar. \u201cAs pessoas faziam perguntas do tipo \u2018por que ela est\u00e1 ali\u2019, como se eu n\u00e3o tivesse a capacidade de ocupar o cargo. Eu sofria preconceito, mas consegui conquistar meu espa\u00e7o na C\u00e2mara e o respeito de todos\u201d, declarou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.doistercos.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/tuka.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para tuka perez\" \/><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 chegada do assessor Bruno, Tuka disse que \u201cse for para somar for\u00e7as na defesa da causa LGBT, \u00e9 uma felicidade muito grande\u201d. Ela tamb\u00e9m afirmou que a C\u00e2mara e, de certa forma, a pol\u00edtica, ainda \u00e9 um ambiente que precisa quebrar muitas barreiras do preconceito. A partir desta sexta-feira (15), Tuka Perez vai ter o nome modificado no registro, com a ajuda do mutir\u00e3o realizado pela Defensoria P\u00fablica do Estado da Bahia.<\/p>\n<p>J\u00e1 o primeiro homem trans que atuou como assessor parlamentar na C\u00e2mara Municipal de Salvador foi Vida Bruno, 44 anos, conhecido por estar \u00e0 frente dos movimentos que defendem os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBT. Ele atuou ao lado da ex-vereadora e atual deputada estadual Fab\u00edola Mansur.<\/p>\n<p>Vida Bruno, que nasceu em uma fam\u00edlia com 18 filhos, de origem humilde, ingressou na Universidade Cat\u00f3lica do Salvador, em 1998, para o curso de bacharelado e licenciatura em Hist\u00f3ria. \u201cFoi a universidade que me permitiu ter contato com o movimento estudantil e me possibilitou fazer parte do grupo de cria\u00e7\u00e3o da \u2018Bolsa Ucsal\u2019, que beneficia alunos de baixa renda\u201d, contou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-UzIrnkwpRFo\/Vx91saR9ZVI\/AAAAAAAAjTs\/TQQA9UkNZtQ6maUsjLvGYNCVstqDPP3DACLcB\/s1600\/vida%2Bbruno.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para vida bruno lgbt\" \/><\/p>\n<p>Foi a partir da atua\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica estudantil, que Vida Bruno decidiu se candidatar a vereador, nas elei\u00e7\u00f5es de 2012. \u201cN\u00e3o tive problema em lan\u00e7ar a candidatura com meu nome social\u201d, disse. Com a derrota nas urnas, surgiu o convite de Fab\u00edola Mansur para que ele fizesse parte da equipe dela, principalmente na defesa dos direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBT.<\/p>\n<p>\u201cNa C\u00e2mara, n\u00f3s fomos discutindo internamente as formas de atua\u00e7\u00e3o e posicionamento pol\u00edtico e social. Como homem trans dento da Casas Legislativa, muito mais importante do que a luta em si, \u00e9 o m\u00e9todo que voc\u00ea usa. Ent\u00e3o, eu escolhi o caminho pedag\u00f3gico, por meio de uma cultura de trazer o esclarecimento de quest\u00f5es referentes ao p\u00fablico LGBT\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Vida Bruno, que hoje \u00e9 um dos gestores do Centro Municipal de Refer\u00eancia LGBT, \u201ctudo aquilo que \u00e9 desconhecido, \u00e9 coberto por um preconceito\u201d. Por isso, o papel nele na CMS se deu em torno dos movimentos e a\u00e7\u00f5es voltados para educar a popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s quest\u00f5es LGBT. \u201cA gente precisa manter o chip da popula\u00e7\u00e3o atualizado com o s\u00e9culo XXI\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Vida Bruno tamb\u00e9m mencionou que as dificuldades da popula\u00e7\u00e3o LGBT, na maioria das vezes, come\u00e7a dentro de casa e se estende para a sociedade. \u201cPrimeiro tem a quest\u00e3o da escolaridade, j\u00e1 que grande parte da comunidade mais afetada pelo preconceito tem baixo grau de instru\u00e7\u00e3o\u201d. Mas, para ele, o que mais dificulta a inser\u00e7\u00e3o no mercado formal ainda \u00e9 o preconceito.<\/p>\n<p>\u201cTodos somos merecedores de ocupar todo e qualquer espa\u00e7o que estiver em nossos sonhos e ter um futuro mais justo e seguro. Para isso, \u00e9 fundamental discutirmos pol\u00edticas para inclus\u00e3o social e a quebra do preconceito dentro da sociedade, evitando a informalidade da popula\u00e7\u00e3o LGBT\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A assessoria da CMS afirmou que o setor de Recursos Humanos da Casa n\u00e3o disp\u00f5e de informa\u00e7\u00f5es sobre a identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios e parlamentares, n\u00e3o podendo afirmar se, al\u00e9m destes, outros membros da comunidade LGBT passaram pelo legislativo municipal.<\/p>\n<p><strong>Vida de risco\u00a0<\/strong><br \/>\nNos \u00faltimos 10 anos, o Brasil teve um aumento de 125% nos registros de mortes de pessoas LGBT. Apenas em 2018, foram 420 mortes, n\u00famero que s\u00f3 fica atr\u00e1s de 2017, quando o n\u00famero de casos chegou a 445, o recorde do pa\u00eds. Os n\u00fameros s\u00e3o do Grupo Gay da Bahia e alimenta o banco de dados h\u00e1 39 anos.<\/p>\n<p>Em 2018, das 420 mortes, 76% foram homic\u00eddios, enquanto 24% se referem a registros de suic\u00eddio. Os n\u00fameros, de acordo com o GGB, colocam o Brasil no topo do ranking dos pa\u00edses quando o assunto \u00e9 crimes contra as minorias sexuais. Deste total, foram 191 mortes de gays, 164 de trans, 52 de l\u00e9sbicas, 8 de bissexuais e 5 de homossexuais (mortos por serem confundidos com LGBT).<\/p>\n<p>Os estados que notificaram o maior n\u00famero de homic\u00eddios e suic\u00eddios de LGBT em 2018, em termos absolutos, foram S\u00e3o Paulo, com 58 v\u00edtimas, Minas Gerais, com 36, Bahia e Alagoas, com 35 cada, e o Rio de Janeiro, 32 mortes. No lado oposto do ranking, com os menores \u00edndices est\u00e3o Amap\u00e1, com 1 morte, Acre e Roraima, com 2 cada.<\/p>\n<p>J\u00e1 no rol das mortes de pessoas trans, os registros mostram que 81 v\u00edtimas eram travestis, 72 mulheres transexuais, 6 homens trans, 2 drag queens, 2 pessoas n\u00e3o-bin\u00e1rias e 1 transformista. Mas, se for feita uma an\u00e1lise proporcional entre o n\u00famero de gays no pa\u00eds e a quantidade de pessoas trans, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o risco de uma pessoa trans ser assassinada \u00e9 17 vezes maior do que um gay.<\/p>\n<p><strong>Perfil das v\u00edtimas<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia, das mortes de LGBT registradas em 2018 no pa\u00eds, a faixa et\u00e1ria predominante \u00e9 entre 18 e 25 anos, representando 29% das v\u00edtimas. Do total, 77% das mortes foram de pessoas com at\u00e9 40 anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor das v\u00edtimas de LGBTfobia, 213 eram brancas (58,4%), 107 pardos (29,3%) e 45 pretos (12,3%). Quanto \u00e0 categoria sexol\u00f3gica, a popula\u00e7\u00e3o transexuais e travestis negras lideram o ranking nacional das v\u00edtimas, representando 47% das mortes, seguidas por gays (48%) e l\u00e9sbicas (28%).<\/p>\n<p>Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira: \u201cser travesti j\u00e1 \u00e9 um agravante de periculosidade dentro da intoler\u00e2ncia heteronormativa e machista dominante em nossa sociedade, e mesmo quando um gay \u00e9 morto devido \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica ou latroc\u00ednio, \u00e9 v\u00edtima do mesmo machismo cultural que leva as mulheres a serem espancadas e perder a vida pelas m\u00e3os de seus companheiros, como diz o ditado: viado \u00e9 mulher tem mais \u00e9 que morrer!\u201d.<\/p>\n<p><strong>Nome social<\/strong><\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a reconhecer somente em mar\u00e7o do ano passado o direito de transexuais e travestis utilizarem o nome social. A mudan\u00e7a acontece, porque antes, para a atualiza\u00e7\u00e3o dos documentos, era necess\u00e1rio laudo m\u00e9dico comprobat\u00f3rio da condi\u00e7\u00e3o de trans ou a cirurgia de mudan\u00e7a de sexo.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (13), o STF vai votar a cria\u00e7\u00e3o de uma lei espec\u00edfica que criminalize a homofobia, assim como acontece, hoje, com o racismo e a intoler\u00e2ncia religiosa. Se aprovada, a cria\u00e7\u00e3o da norma caber\u00e1 ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Estado da Bahia vai realizar, nesta sexta-feira (15), um mutir\u00e3o para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o trans que deseja adotar o nome social e a altera\u00e7\u00e3o do g\u00eanero nos documentos. A unidade m\u00f3vel vai ser instalada na Esta\u00e7\u00e3o da Lapa e os atendimento, que s\u00e3o por ordem de chegada, acontecem entre 10h e 13h.<\/p>\n<p>Apenas pessoas a partir de 18 anos podem participar do Mutir\u00e3o de Retifica\u00e7\u00e3o de Nome e G\u00eanero. \u00c9 necess\u00e1rio comparecer ao local com RG, CPF, comprovante de resid\u00eancia, certid\u00e3o de nascimento, certid\u00e3o dos quatro cart\u00f3rios de protestos e t\u00edtulos e documentos, certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral, certid\u00e3o da Justi\u00e7a Federal (C\u00edvel, Criminal e Execu\u00e7\u00e3o Penal), Certid\u00e3o da Justi\u00e7a Estadual (C\u00edvel, Criminal e Execu\u00e7\u00e3o Penal).<\/p>\n<p>E, nesta quarta-feira (13), vai acontecer o Sine Bahia M\u00f3vel LGBT, que oferece servi\u00e7os intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra ao p\u00fablico LGBT, emiss\u00e3o de carteira de trabalho, inscri\u00e7\u00e3o para cursos de qualifica\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o do nome social na CTPS. A a\u00e7\u00e3o acontece no Casar\u00e3o da Diversidade, no Pelourinho, entre 9h e 15h. \u00e9 imprescind\u00edvel apresentar carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de escolaridade e resid\u00eancia.<\/p>\n<p><em>*com supervis\u00e3o do chefe de reportagem Jorge Gauthier<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Yasmin Garrido* \u2018Um p\u00e9 no parlamento e milhares de m\u00e3os nas ruas\u2019. 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