{"id":16970,"date":"2018-09-20T07:32:31","date_gmt":"2018-09-20T10:32:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=16970"},"modified":"2018-09-20T07:41:05","modified_gmt":"2018-09-20T10:41:05","slug":"saiba-como-fazer-massagem-tantrica-com-um-casal-ajudou-tratar-a-minha-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/saiba-como-fazer-massagem-tantrica-com-um-casal-ajudou-tratar-a-minha-alma\/","title":{"rendered":"Saiba como fazer massagem t\u00e2ntrica com um casal ajudou tratar a minha alma"},"content":{"rendered":"<p>Demorei\u00a020 dias para conseguir finalizar esse texto. A primeira vez que fiz uma massagem t\u00e2ntrica, <a href=\"http:\/\/http\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/sobre-orgasmos-secos-e-tudo-que-senti-fazendo-massagem-tantrica-pela-primeira-vez\/\" target=\"_blank\">com Rajan<\/a>, vivi sensa\u00e7\u00f5es orgasm\u00e1ticas \u00fanicas em minha vida. No dia 31 de agosto, voltei ao mesmo apartamento no Rio Vermelho para fazer uma nova sess\u00e3o: a quatro m\u00e3os.\u00a0Os terapeutas\u00a0Satta Prem e Jorge Mahaprabhu, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCIPWxSUsFjBiUmtfmo6oFIQ\/featured\" target=\"_blank\">do canal no youtube TantrAmor,<\/a>\u00a0 me convidaram para sentir uma nova experi\u00eancia.<\/p>\n<p>De cora\u00e7\u00e3o aberto me despi de tens\u00f5es e me permiti uma nova viv\u00eancia. Afinal, pela primeira vez na vida adulta, uma mulher tocaria o meu corpo nu (e ainda acompanhada pelo seu marido). N\u00e3o, n\u00e3o tem nada de sacanagem nisso. Muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com o tom de voz. Ofegante com a subida das escadas at\u00e9 chegar no apartamento fui acolhido por Satta. Sentei-me no pufe do quarto e comecei a conversar com ambos. Falamos sobre\u00a0a primeira massagem t\u00e2ntrica que fiz, o que eu senti e como foram as sensa\u00e7\u00f5es. Logo de imediato eles me explicaram que cada sess\u00e3o trazia uma viv\u00eancia diferente.<\/p>\n<p>Deitei-me no colchonete azul. As luzes foram apagadas. Olhos fechados e o som de mantras come\u00e7ou a entrar nos meus ouvidos. Os toques m\u00faltiplos pareciam n\u00e3o fazer nenhuma rea\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no corpo. O tempo passava e na cabe\u00e7a, de olhos fechados, tentava identificar onde as m\u00e3os masculinas e femininas tocavam meu corpo. N\u00e3o dava para perceber.<\/p>\n<p>Aos poucos cada parte do meu corpo come\u00e7ou a ser estimulada. Toques sens\u00edveis, leves e sempre seguidos por vozes que se misturavam de lado a lado com as can\u00e7\u00f5es que ecoavam do pequeno som. Mesmo tendo sido avisado que seria uma experi\u00eancia diferente eu acabava buscando na mente as mesmas sensa\u00e7\u00f5es que senti na primeira vez. Em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Os orgasmos secos apareceram, mas de outra maneira. Em outros locais do meu corpo. Nunca imaginei sentir orgasmos com uma mulher tocando meu corpo. Mas aconteceu. Foi diferente. Foi estranho. Foi uma mistura de prazer com a sensa\u00e7\u00e3o de que &#8216;minhas caixinhas dos medos&#8217; estava sendo aberta. Os dois me tocavam ao mesmo tempo e eu come\u00e7ava a perder o controle do meu corpo e dos meus pensamentos.<\/p>\n<p>Eu havia acabado de sair da sess\u00e3o com minha psic\u00f3loga onde tinha falado bastante sobre meus medos e dores da alma. Sim, a alma d\u00f3i. E h\u00e1 dores t\u00e3o lancinantes que parecem serem intermin\u00e1veis. Essas dores ficaram mais fortes. Sentia meu corpo queimar a cada peda\u00e7o de unha dos dois que passava pelo meu corpo.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguia controlar nenhuma das sensa\u00e7\u00f5es. Eram risos leves que n\u00e3o conseguiam se transformar em gargalhadas. Eram l\u00e1grimas finas e sutis que n\u00e3o conseguiam desaguar. Era uma dor que queimava, mas n\u00e3o tinha como sair do meu corpo.<\/p>\n<p>Quando eles j\u00e1 exploravam a regi\u00e3o genital (<a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia\/nid\/massagem\/\" target=\"_blank\">entenda mais aqui sobre o tantra em reportagem de Rafaela Fleur<\/a>) eu j\u00e1 queimava sem ter controle da minha pele. Minha alma come\u00e7ou a arder. Sentia cada vibra\u00e7\u00e3o presa sem escapar dos meus poros. Quando m\u00e3os tocavam minha genital em dire\u00e7\u00e3o ao meu peito eu vivenciava a mesma sensa\u00e7\u00e3o de quando me afoguei no mar de Piat\u00e3 em 2006. Sensa\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel. A dificuldade de controlar a respira\u00e7\u00e3o ardia e queimava. N\u00e3o passava. N\u00e3o conseguia pedir ajuda. N\u00e3o conseguia falar. Meus olhos tremiam.<\/p>\n<p>At\u00e9 que a dor virou uma bola de fogo. De olhos fechados eu via uma imensa bola de fogo diante de mim. Era como se a lua cheia tivesse sido incendiada. Os dois continuavam tocando meu corpo com \u00f3leos transparentes que deslisavam em cada p\u00ealo do meu corpo. A boca estava seca. N\u00e3o conseguia manter a respira\u00e7\u00e3o pausada. Era forte. A bola queimava e come\u00e7ava a escurecer.<\/p>\n<p>A bola de fogo se transformou aos poucos em uma bola negra. O brilho virou escurid\u00e3o. Feixes de luz azul come\u00e7aram a entrar na bola. Eu tentava abrir meus olhos. Em v\u00e3o! N\u00e3o tinha dom\u00ednio sobre meu corpo. Na bola os feixes de luz come\u00e7aram a formar rostos, gestos e situa\u00e7\u00f5es. Eram meus medos. Eram as dores da minha alma. Sim. As dores ganharam forma. Viram rostos. Elas se materializaram. N\u00e3o podia toc\u00e1-las.Tentava, mas n\u00e3o conseguia.<\/p>\n<blockquote><p>Minha caixa de Pandora de medos foi aberta. Estavam todos ali diante dos meus olhos. Era uma bola azul e preta (parecia um mang\u00e1) que se misturava na minha mente. Os medos saiam da minha alma. Passavam pela minha cabe\u00e7a e iam para essa bola. Foi angustiante e libertador. Ver ali diante dos meus olhos fechados aquilo que me machucava, feria e fazia sofrer. Nunca senti uma dor assim. N\u00e3o era uma dor do corpo era da alma. Senti minha alma sangrar.<\/p><\/blockquote>\n<p>Parecia que n\u00e3o sairia daquele momento nunca. Parecia que as dores eram maiores. Elas pareciam me dominar. Mas, em um certo momento, um toque mais forte tocou meu\u00a0chakra card\u00edaco. Foi um impulso como se meu cora\u00e7\u00e3o estivesse sendo reanimado por param\u00e9dicos. Meus bra\u00e7os, involuntariamente, se ergueram. Ganharam for\u00e7as para dissipar a bola. Sim. Eu consegui limpar os medos. Eles pareciam sol\u00faveis. A bola de medos se transformou em positividades. Novas formas e cores vieram diante dos meus olhos &#8211; que ainda n\u00e3o tinham for\u00e7as para serem abertos.<\/p>\n<p>Sentia um vazio. \u00c9 como se todos os medos tivessem sumido. \u00c9 como se alma tivesse sido purificada.\u00a0Fiquei est\u00e1tico. Im\u00f3vel. Sem rea\u00e7\u00f5es diante de tudo. N\u00e3o conseguia &#8216;voltar a mim&#8217;. Mas tremia. Vinha um riso leve. A sensa\u00e7\u00e3o de ter visto todos aqueles medos diante de mim e ter o poder de expurg\u00e1-los mostrou que eu conseguiria fazer isso na vida real. A met\u00e1fora daquele momento passou a me guiar desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Mahaprabhu precisou me oferecer \u00e1gua.\u00a0Satta precisou me acolher. Precisava acordar e voltar para a realidade. Ao levantar do colchonete a voz n\u00e3o vinha. N\u00e3o conseguia me reconectar com o universo real. Queria voltar a ter o poder de expurgar meus medos com as m\u00e3os. Queria voltar a curar minha alma de forma mais simples.<\/p>\n<p>Precisei tomar uma ducha gelada at\u00e9 acordar fisicamente naquele momento. Precisei de abra\u00e7os de acolhimento dos dois terapeutas. Talvez nem eles soubessem naquele momento o que havia acontecido comigo. A caixa de Pandora havia sido aberta, revirada e liberada.<\/p>\n<p>A massagem ajudou a tratar as feridas da minha alma. \u00c9 fato que desde ent\u00e3o muitas dores continuaram e at\u00e9 voltaram. Mas elas regressaram na forma de uma cicatriz. S\u00e3o marcas amargas. Elas aferroaram a minha alma. S\u00e3o feridas que deixam marcas e aprendizados. S\u00e3o momentos, situa\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias que dilaceraram o corpo e fizeram registros impublic\u00e1veis na minha alma. S\u00e3o cicatrizes doloridas, mas que sei que tenho o poder de control\u00e1-las.<\/p>\n<p>Ter a percep\u00e7\u00e3o desses medos, dores e ang\u00fastias diante dos meus olhos me fez passar os \u00faltimos dias bastante reflexivo. Passei a ver meus medos de outra forma. Passei a ver minhas ang\u00fastias e pesares de outra forma. A massagem t\u00e2ntrica me deu impulso para tomar decis\u00f5es importantes: doloridas, dif\u00edceis, mas necess\u00e1rias para que alma pudesse ser curada aos poucos.<\/p>\n<p>As dores ganharam outras formas. A dor do adeus, a dor da decep\u00e7\u00e3o, a dor da tristeza, a dor da vida, a dor da saudade, a dor da aus\u00eancia, a dor da frustra\u00e7\u00e3o, a dor do amor&#8230;.Come\u00e7aram a formar cicatrizes. Sim, as cicatrizes ardem e queimam. Mas agora tenho a percep\u00e7\u00e3o que a luz se transformar\u00e1 em alento ao sabor do tempo. Uma hora virar\u00e1 calma e paz. E s\u00f3 depende de uma pessoa: <strong>eu.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demorei\u00a020 dias para conseguir finalizar esse texto. A primeira vez que fiz uma massagem t\u00e2ntrica, com Rajan, vivi sensa\u00e7\u00f5es orgasm\u00e1ticas \u00fanicas em minha vida. 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