{"id":15149,"date":"2018-04-19T13:01:38","date_gmt":"2018-04-19T16:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=15149"},"modified":"2018-04-19T14:41:08","modified_gmt":"2018-04-19T17:41:08","slug":"essa-historia-e-minha-cristiane-schwinden-a-mulher-por-tras-do-projeto-lettera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/essa-historia-e-minha-cristiane-schwinden-a-mulher-por-tras-do-projeto-lettera\/","title":{"rendered":"\u201cEssa hist\u00f3ria \u00e9 minha\u201d: Cristiane Schwinden, a mulher por tr\u00e1s do Projeto Lettera"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13793\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro.jpg\" alt=\"topo_meSalte_cheiroCouro\" width=\"940\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro.jpg 940w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro-300x32.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro-768x82.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro-260x28.jpg 260w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro-50x5.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/topo_meSalte_cheiroCouro-150x16.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/>Por Clarissa Pacheco (clarissa.pacheco@redebahia.com.br)<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">(Quase) tudo ficou pronto em 36 horas. Mas ainda faltavam as leitoras \u2013 e as hist\u00f3rias. Poucas horas depois, j\u00e1 eram 60 usu\u00e1rias cadastradas e tr\u00eas produ\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. A ideia de criar um portal onde mulheres l\u00e9sbicas pudessem ler e escrever hist\u00f3rias que as representasse n\u00e3o foi exatamente original. A webdesigner Cristiane Schwinden, 37 anos, catarinense que trocou Floripa por Salvador h\u00e1 11 anos para viver com a esposa, tamb\u00e9m fazia parte do antigo ABCLes, que saiu do ar, da noite para o dia, h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cVeio a necessidade urgente de um outro site similar surgir no mercado\u201d, conta Cristiane. E foi assim, \u00e0s pressas, que o Projeto Lettera (<a href=\"http:\/\/projetolettera.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/projetolettera.com.br<\/a>) nasceu em 4 de setembro de 2015. Hoje, cinco anos depois, Cris \u00e9 respons\u00e1vel por desenvolver e melhorar o site, assegurar \u2013 com ajuda de alguns grupos no WhatsApp \u2013 que conte\u00fado ofensivo n\u00e3o fique no ar e que n\u00e3o haja hist\u00f3rias plagiadas. \u00c9 tamb\u00e9m de onde parte o incentivo para que muitas outras escrevam. \u201cHoje, uma das meninas consegue viver s\u00f3 da literatura\u201d, conta, orgulhosa.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia (UFBA), ela \u00e9 quem garante o acesso gratuito, todos os dias, a mais de mil hist\u00f3rias postadas, sendo acompanhadas por quase 5 mil membros \u2013 entre mulheres e alguns, ainda poucos, homens. Em breve, eles ter\u00e3o uma vers\u00e3o pr\u00f3pria do Lettera \u2013 vai se chamar Gaylit.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cTem alguns meninos que escrevem hist\u00f3rias e \u00e0s vezes me perguntam se pode. U\u00e9, pode, desde que n\u00e3o seja conte\u00fado ofensivo, que n\u00e3o seja fetichizado, n\u00e3o tem problema. O que eu n\u00e3o permito \u00e9 a presen\u00e7a de homens cis no grupo do Facebook, porque ali \u00e9 um lugar pra gente se sentir segura em falar\u201d, explica Cristiane.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Se s\u00e3o homens ou mulheres, importa dizer que, em mar\u00e7o deste ano, o Lettera alcan\u00e7ou 10 milh\u00f5es de visitas, com uma m\u00e9dia de 11 mil di\u00e1rias. E o site, desenvolvido por uma catarinense adotada pela Bahia, tem cerca de 40% de usu\u00e1rias de S\u00e3o Paulo. \u00c9 l\u00e1, tamb\u00e9m, que s\u00e3o ambientadas boa parte das hist\u00f3rias.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Temas como feminismo, religi\u00e3o \u2013 como o candombl\u00e9 \u2013, relacionamento entre aluna e professora, diferen\u00e7a de idade, hist\u00f3rias de m\u00e9dicas, advogadas e at\u00e9 jornalistas est\u00e3o no repert\u00f3rio. \u201cTeve at\u00e9 uma pol\u00eamica de um relacionamento entre uma tia e uma sobrinha\u201d, conta. Hist\u00f3rias de relacionamentos abusivos em geral n\u00e3o ficam no ar. \u201cJ\u00e1 aconteceu de as leitoras comentarem numa hist\u00f3ria de agress\u00e3o e perguntaram se a autora achava isso normal. Ela disse que sim, ou seja, nem ela tinha no\u00e7\u00e3o do relacionamento abusivo entre mulheres\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15151\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-1024x768.jpg\" alt=\"escritora\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-195x146.jpg 195w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-50x38.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora-100x75.jpg 100w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/escritora.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>\u2018Essa hist\u00f3ria \u00e9 legal\u2019<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A pr\u00f3pria Cristiane \u00e9 escritora. Escreve desde 2005 e tem quatro livros dispon\u00edveis online (<a href=\"http:\/\/schwinden.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/schwinden.com.br<\/a>). Come\u00e7ou lendo e postando em comunidades do Okut. Mas o primeiro texto publicado em comunidades como o Lettera foi em 2012. Antes disso, Cris postava com um pseud\u00f4nimo, at\u00e9 que teve uma hist\u00f3ria sua \u2018encontrada\u2019 por uma amiga. \u201cFoi engra\u00e7ado, porque uma amiga minha viu uma hist\u00f3ria minha num site, leu, gostou e me indicou, perguntou se eu conhecia. E eu disse: conhe\u00e7o, \u00e9 minha!\u201d, lembra, aos risos.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">N\u00e3o parou mais. Al\u00e9m de romances completos, escreve contos. \u201cEu me inspiro muito em s\u00e9ries, filmes. Eu tenho um caderno onde vou anotando as ideias, fa\u00e7o um esquema da hist\u00f3ria. \u00c0s vezes eu sonho com alguma coisa e penso: isso pode virar uma hist\u00f3ria\u201d, explica a webdesigner, que quer ter uma hist\u00f3ria publicada em HQ e tamb\u00e9m planeja um encontro de leitoras e autoras na Bahia.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Mas, por enquanto, a meta \u00e9 publicar um romance j\u00e1 pronto pelo pr\u00f3prio selo. A Lettera vai virar editora. Por enquanto, Cris diz n\u00e3o pensar em lucro. \u201cRent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9. \u00c9 por amor \u00e0 literatura, pelo prazer de colocar o livro em m\u00e3os\u201d, diz. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma revista online, a L\u00e9ssica \u2013 a primeira edi\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel (<a href=\"http:\/\/projetolettera.com.br\/revista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/projetolettera.com.br\/revista<\/a>), com entrevista com autoras, lan\u00e7amentos, artigos, contos. \u201c\u00c9 legal as meninas se sentirem representadas, verem a sua hist\u00f3ria contada\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>Troca<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">No site, que tamb\u00e9m est\u00e1 sendo reformulado, h\u00e1 livros inteiros postados. Alguns j\u00e1 estavam prontos quando foram disponibilizados. \u00c9 uma forma de a autora \u2018testar\u2019 a aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Em alguns casos, o livro \u00e9, depois, retirado do ar para ser publicado por uma editora. Em outras situa\u00e7\u00f5es, as hist\u00f3rias v\u00e3o sendo postadas e nascem conforme a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cTem autoras que aceitam as sugest\u00f5es das leitoras e a hist\u00f3ria vai se formando. Outras n\u00e3o, mas essa troca \u00e9 importante\u201d, diz. Os coment\u00e1rios s\u00e3o espont\u00e2neos, mas h\u00e1 vantagens e acompanhar as hist\u00f3rias: d\u00e1 para participar de sorteios de livros, vale-presentes, inclusive de livrarias. Como o site \u00e9 gratuito, ele precisa de doa\u00e7\u00f5es para se manter. Quem doa tamb\u00e9m participa de sorteios.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Com mais de mil autoras cadastradas, claro, as forma\u00e7\u00f5es s\u00e3o das mais variadas. H\u00e1 jornalistas, m\u00e9dicas, advogadas&#8230; \u201c\u00c9 legal que a gente conta com consultoria quando vai contar uma hist\u00f3ria com termos muito jur\u00eddicos ou termos m\u00e9dicos\u201d, conta Cris. Se ela tem alguma hist\u00f3ria em mente? \u201cAgora, eu estou pensando em contar a hist\u00f3ria de uma jornalista!\u201d, promete.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><em>Cr\u00e9dito das fotos: Lorena Cova\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Clarissa Pacheco (clarissa.pacheco@redebahia.com.br) (Quase) tudo ficou pronto em 36 horas. Mas ainda faltavam as leitoras \u2013 e as hist\u00f3rias. Poucas horas depois, j\u00e1 eram 60 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15150,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[80,9],"tags":[],"class_list":["post-15149","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-home","category-me-orgulho","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15149"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15153,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15149\/revisions\/15153"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}