{"id":11655,"date":"2017-07-11T07:14:43","date_gmt":"2017-07-11T10:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=11655"},"modified":"2017-07-11T07:18:29","modified_gmt":"2017-07-11T10:18:29","slug":"jornalista-e-apresentador-da-tv-bahia-estreia-na-literatura-e-lanca-livro-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/jornalista-e-apresentador-da-tv-bahia-estreia-na-literatura-e-lanca-livro-em-salvador\/","title":{"rendered":"Jornalista e apresentador da TV Bahia estreia na literatura e lan\u00e7a livro em Salvador"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Roberto Midlej, do CORREIO<\/em><\/p>\n<p>O jornalista baiano Ricardo Ishmael, 35 anos, que apresenta o Jornal da Manh\u00e3 na TV Bahia, viveu a inf\u00e2ncia em Serrinha, no sert\u00e3o do estado. Sua m\u00e3e, Julia, era dona de um bar na cidade e era muito conhecida pela habilidade como aromatizava as cacha\u00e7as que vendia com ervas e ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Muito curioso, ainda crian\u00e7a, Ishmael j\u00e1 demonstrava certa voca\u00e7\u00e3o para a futura profiss\u00e3o e ficava atento \u00e0s conversas dos frequentadores daquelas mesas. Foi l\u00e1 que um dia ouviu a hist\u00f3ria de uma personagem que, at\u00e9 hoje, n\u00e3o se sabe se \u00e9 lenda ou se realmente existiu: Rita Quebra-Cama, famosa por ser a iniciadora sexual de muitos jovens na cidade de Pinda\u00ed, na divisa da Bahia com Minas.<\/p>\n<p>Hoje, j\u00e1 passados cerca de 25 anos desde que Ishmael ouviu falar pela primeira vez daquela mulher, eis que ela inspirou o t\u00edtulo do primeiro livro do jornalista, O Curioso Destino de Rita Quebra-Cama e Outros Contos, que ser\u00e1 relan\u00e7ado hoje, \u00e0s 19h, na Livraria Cultura do Salvador Shopping.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tradi\u00e7\u00e3o x moderno<\/strong><br \/>\n\u201cDepois que me formei em jornalismo, fui atr\u00e1s da hist\u00f3ria dela e descobri que ela realmente existiu, embora talvez haja algo de lenda em torno das hist\u00f3rias. E eu gosto tanto do nome dela que ele, por si s\u00f3, j\u00e1 renderia uma hist\u00f3ria\u201d, revela Ishmael.<\/p>\n<p>No conto que d\u00e1 t\u00edtulo ao livro, Queila Regina \u00e9 uma mulher muito religiosa e de uma fam\u00edlia tradicional. Filha do prefeito da cidade, tudo que ela quer \u00e9 casar com um homem de bem e ser uma boa dona de casa. Mas um dia ela vai consultar uma conhecida vidente que l\u00ea, num copo d\u2019\u00e1gua, o futuro das pessoas. \u201cMas l\u00e1 ela se surpreende quando a vidente lhe diz que seu futuro \u00e9 outro\u201d, diz Ishmael, que, nessa hist\u00f3ria, faz refer\u00eancias a outro elemento que marcou sua inf\u00e2ncia: os circos mambembes que passavam pelo interior.<\/p>\n<p>Todos os contos do livro est\u00e3o ligados, direta ou indiretamente, ao universo sertanejo baiano. Numa outra hist\u00f3ria, A Pessoa \u00c9 para o que Nasce, um av\u00f4 e um neto entram em conflito depois que o jovem, que foi morar na cidade, retorna para a ro\u00e7a com novos h\u00e1bitos. \u201c\u00c9 uma alegoria para falar do embate entre a tradi\u00e7\u00e3o e o moderno. Gosto de criar esses choques, essas tens\u00f5es entre os personagens\u201d, diz o autor.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um toque de realismo fant\u00e1stico num outro conto, Beato Concei\u00e7\u00e3o. \u201cNessa hist\u00f3ria, eu me inspiro naqueles milagreiros, as figuras messi\u00e2nicas do sert\u00e3o\u201d, diz Ishamel. O tal Beato Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 convocado pela popula\u00e7\u00e3o de uma cidade para realizar o milagre da chuva na cidade que est\u00e1 \u00e0 beira do colapso por causa da seca. Mas, para trazer a chuva, ele imp\u00f5e uma condi\u00e7\u00e3o: que o povo abra m\u00e3o de seus bens mais luxuosos e os ceda aos que n\u00e3o t\u00eam. Surge a\u00ed uma nova situa\u00e7\u00e3o de conflito narrada pelo autor.<\/p>\n<p><strong>Bom leitor<\/strong><br \/>\nNascido em Serrinha e filho de uma fam\u00edlia humilde &#8211; seu pai \u00e9 marceneiro prestes a se aposentar -, Ishmael n\u00e3o tinha muito acesso a livros e a biblioteca municipal era prec\u00e1ria. Na escola, quase n\u00e3o havia livros para consulta. O jeito era recorrer a uma tia que morava perto dele, que recebia livros dos filhos que moravam em Salvador.<\/p>\n<p>Foi ali que Ishmael teve contato com os autores que mais o inspiram, como Jorge Amado (1912-2001), Guimar\u00e3es Rosa (1908-1967), Graciliano Ramos (1892-1953) e Jos\u00e9 Lins do R\u00eago (1901-1957). \u201cAos 13 anos, j\u00e1 havia lido tudo de Jorge Amado e at\u00e9 Grande Sert\u00e3o Veredas\u201d, lembra-se.<\/p>\n<p>Amante tamb\u00e9m da poesia, Ishmael conseguiu na sua estreia liter\u00e1ria o aval de uma de suas poetas favoritas: Mabel Velloso, que assina a orelha do livro. \u201cEla disse que havia gostado muito dos textos e temos uma rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua de bem- querer\u201d, diz o autor. As ilustra\u00e7\u00f5es do livro s\u00e3o de Juraci D\u00f3rea e o texto da contracapa \u00e9 de Xangai, muito \u00edntimo do universo do sert\u00e3o.<\/p>\n<p>Ishmael vai lan\u00e7ar, em breve, o livro no Rio e depois pretende ir a S\u00e3o Paulo. E j\u00e1 faz planos para dar continuidade \u00e0 carreira de escritor, afinal uma outra editora j\u00e1 manifestou interesse numa nova publica\u00e7\u00e3o. \u201cMas, dessa vez, pretendo escrever um romance. Estreei com contos apenas para ganhar f\u00f4lego\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Roberto Midlej, do CORREIO O jornalista baiano Ricardo Ishmael, 35 anos, que apresenta o Jornal da Manh\u00e3 na TV Bahia, viveu a inf\u00e2ncia em Serrinha, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,80],"tags":[1094],"class_list":["post-11655","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-farofa-digital","category-home","tag-ricardo-ishmael","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11656,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11655\/revisions\/11656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}