{"id":11131,"date":"2017-06-06T11:09:22","date_gmt":"2017-06-06T14:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=11131"},"modified":"2017-06-06T11:11:30","modified_gmt":"2017-06-06T14:11:30","slug":"de-transs-pra-frente-completa-um-ano-e-tensiona-a-normalidade-dos-generos-na-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/de-transs-pra-frente-completa-um-ano-e-tensiona-a-normalidade-dos-generos-na-sociedade\/","title":{"rendered":"De Transs Pra Frente completa um ano e tensiona a normalidade dos g\u00eaneros na sociedade"},"content":{"rendered":"<p>A perspectiva do g\u00eanero como produto da cultura j\u00e1 integra a agenda dos movimentos feministas desde a d\u00e9cada de 40. Nos \u00faltimos anos, o assunto tem se tornado pauta nos ativismos LGBTs, particularmente pelo debate acerca das identidades trans e travestis. Esta 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do De Transs Pra Frente, que acontece nesta quarta-feira (7) e comemora o anivers\u00e1rio de um ano do evento, pretende aprofundar o assunto, quando questiona a identidade de g\u00eanero de quem n\u00e3o \u00e9 trans, nem travesti. Ser\u00e1 que nascemos mesmo homens ou mulheres?<\/p>\n<p>O evento come\u00e7a \u00e0s 18h, com a performance \u201cEmoldurada\u201d, da artista Jenny M\u00fcller, que usa a musicalidade para retratar as viol\u00eancias sofridas por pessoas trans e travestis, e segue com a mesa \u201cTensionando a Cisgeneridade\u201d. O debate ser\u00e1 mediado por Diego Nascimento, ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef; e contar\u00e1 com as convidadas Line Pereira, fot\u00f3grafa, feminista negra interseccional e pesquisadora em g\u00eanero; Fran Dem\u00e9trio, professora adjunta da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), doutora em Sa\u00fade Coletiva pelo ISC\/UFBA e coordenadora e pesquisadora do LABTrans\/UFRB\/CNPq; e Diego Alc\u00e2ntara, integrante do coletivo Casa Monxtra, formada em artes c\u00eanicas pela Ufba, drag, figurinista, que encontra nas artes integradas uma forma de unir as linguagens a favor de seu discurso &#8220;desgenerado&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11132\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-1024x682.jpg\" alt=\"De transs\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-219x146.jpg 219w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-50x33.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs-113x75.jpg 113w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/De-transs.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>O termo cis ou cisgeneridade surgiu entre os movimentos trans h\u00e1 alguns anos, com o objetivo de destacar que os homens e mulheres ditos \u201cnormais\u201d tamb\u00e9m t\u00eam identidade de g\u00eanero, e que normas sociais e culturais produzem, sutilmente e atrav\u00e9s de viol\u00eancias, a suposta normalidade dentro da qual mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias n\u00e3o podem existir. Desta maneira, ser homem ou mulher cis significa estar em alinhamento (em diferentes formas e graus) com padr\u00f5es de g\u00eanero socialmente legitimados\/respeitados.<\/p>\n<p>Diego Nascimento pontua que linguagem \u00e9 poder e quando as coisas n\u00e3o s\u00e3o nomeadas, se estabelecem padr\u00f5es excludentes. \u201cEnt\u00e3o assim, como a gente nomeia transgeneridade pra fazer dela uma marca\u00e7\u00e3o, a gente tamb\u00e9m precisa nomear a cisgeneridade, para n\u00e3o cair no \u201cnormal\u201d e no diferente. Compreende, assim, as duas como possibilidades de se vivenciar o g\u00eanero\u201d, completa.<\/p>\n<p>O debate ainda ampliar\u00e1 a discuss\u00e3o sobre os pap\u00e9is de g\u00eanero na cultura sexista, a transfobia e outras viol\u00eancias de g\u00eanero, e a cisgeneridade como uma identidade pol\u00edtica. A noite \u00e9 aberta para pessoas cis, trans e travestis e segue com o formato de Pague Quanto Puder.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\nO qu\u00ea: 1 ano do De Transs Pra Frente, com a mesa Tensionando a Cisgeneridade.<br \/>\nQuando: 7 de junho.<br \/>\nOnde: Teatro Greg\u00f3rio de Mattos.<br \/>\nQuanto: Pague Quanto Puder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perspectiva do g\u00eanero como produto da cultura j\u00e1 integra a agenda dos movimentos feministas desde a d\u00e9cada de 40. 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