{"id":10298,"date":"2017-04-12T16:57:19","date_gmt":"2017-04-12T19:57:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/?p=10298"},"modified":"2017-04-12T16:57:19","modified_gmt":"2017-04-12T19:57:19","slug":"jogadores-lgbts-criam-time-de-futebol-em-sao-paulo-conheca-o-unicorns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/mesalte\/jogadores-lgbts-criam-time-de-futebol-em-sao-paulo-conheca-o-unicorns\/","title":{"rendered":"Jogadores LGBTs criam time de futebol em S\u00e3o Paulo; conhe\u00e7a o Unicorns"},"content":{"rendered":"<p>Em quase dois anos de exist\u00eancia, o Unicorns Futebol Clube, equipe amadora de S\u00e3o Paulo formada apenas por pessoas LBGTs, teve apenas uma grande crise. Foi quando um dos integrantes se chateou com o desempenho de um dos colega e disse que \u201cfutebol \u00e9 coisa para macho\u201d.\u00a0Para o grupo, n\u00e3o \u00e9. \u00c9 esporte para qualquer um. Com cerca de 50 integrantes, o grupo defende valores distintos: 1) n\u00e3o precisa ser bom de bola, basta querer se divertir; 2) dar oportunidade e incentivo para gays que gostam de futebol, mas foram e s\u00e3o exclu\u00eddos do esporte na escola ou em seus ambiente de trabalho; 3) ocupar um espa\u00e7o social ainda basicamente dominado por homens heterossexuais.<\/p>\n<p>Para defender tudo isso, os \u201cunic\u00f3rnios\u201d, como se chamam uns aos outros os jogadores, n\u00e3o se privam de jogar em uma quadra rodeada de outras instala\u00e7\u00f5es tomadas por times formados possivelmente por maioria h\u00e9tero, no Ipiranga (zona sul de S\u00e3o Paulo). Eles tamb\u00e9m n\u00e3o se policiam e trocam beijos a todo o tempo, exibem chuteiras estilizadas em cores reluzentes e soltam seus \u201carrasou veado!\u201d ou \u201c voc\u00ea foi maravilhosa, bicha\u201d, quando algu\u00e9m faz um gol ou uma grande jogada, embora estere\u00f3tipos n\u00e3o caibam no time.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10300\" src=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns.jpg\" alt=\"Unicorns\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns.jpg 960w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns-195x146.jpg 195w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns-50x38.jpg 50w, https:\/\/blogs.correio24h.com.br\/mesalte\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Unicorns-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p><strong>Sem traumas <\/strong><br \/>\n\u201cDemos um basta ao trauma de ser o \u00faltimo escolhido no time da escola, no bullying que sofremos por n\u00e3o jogarmos bem. O que predomina aqui \u00e9 o esp\u00edrito do unic\u00f3rnio, que remete \u00e0 divers\u00e3o, a essa coisa nada a ver com um time convencional\u201d, diz Bruno Hist, 29, diretor de arte. Na \u00faltima quarta-feira (5), quando a reportagem acompanhou um dos treinos, seis novatos, com quase nenhuma experi\u00eancia de jogo, entraram em quadra. Um deles era o engenheiro de produ\u00e7\u00e3o Rafael Marini, 28.<\/p>\n<p>\u201cHoje em dia, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que impe\u00e7am um gay de jogar entre h\u00e9teros, mas sempre fica aquele clima de indireta sobre voc\u00ea, uma brincadeira pejorativa, uma piada, principalmente se fizer algo errado. Por isso achei essa iniciativa do time muito legal e saud\u00e1vel\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Eduardo Guzzardi, 32, um dos goleiros do Unicorns, representa bem o esp\u00edrito de que muita habilidade em campo n\u00e3o \u00e9 fundamental ao time. Suas sa\u00eddas para a defesa eram um tanto ex\u00f3ticas, mas, vez ou outra, resolviam. \u201cN\u00e3o precisa ter um tipo f\u00edsico espec\u00edfico para jogar. O nosso prop\u00f3sito \u00e9 a divers\u00e3o. Estamos abertos para todo o p\u00fablico LGBT, inclusive se algu\u00e9m quiser jogar de salto alto, ningu\u00e9m vai impedir\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Urs\u00f5es <\/strong><br \/>\nO Unicorns j\u00e1 conta com torcida e f\u00e3s. Maridos e namorados dos jogadores tamb\u00e9m frequentam os treinamentos e jogos semanalmente. Eles se autoapelidaram de \u201cbearleaders\u201d, uma mistura de \u201ccheerleader\u201d, l\u00edderes de torcidas de times americanos com ursos, um tipo espec\u00edfico dentro da comunidade LGBTs, que s\u00e3o pessoas mais parrudas, fortes ou barbudas.<\/p>\n<p>O gerente financeiro Daniel Lovizzaro, 36, n\u00e3o perde nenhuma partida do marido, o advogado Rodrigo Nascimento, 27. Ele entende a forma\u00e7\u00e3o do time como uma \u201cconquista de gera\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cAs novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam ou n\u00e3o v\u00e3o ter mais barreiras de g\u00eanero. Isso ajuda a entender porque n\u00e3o enfrentamos grandes problemas aqui neste universo que \u00e9 basicamente de h\u00e9teros. \u00c0s vezes alguns olham feio, fazem uma piadinha, mas nada fora dos limites. Sermos muitos tamb\u00e9m ajuda. Quem vai encarar todas n\u00f3s?\u201d, brinca. O<\/p>\n<p>sucesso da equipe tem sido t\u00e3o grande que j\u00e1 h\u00e1 conversas com times LGBTs da Argentina e do M\u00e9xico para, no futuro, tentarem fazer uma Copa Am\u00e9rica Gay. \u201cTivemos uma experi\u00eancia ruim de jogar contra um time h\u00e9tero certa vez. O problema \u00e9 que eles ficaram tensos e agressivos porque seria, na cabe\u00e7a deles, uma vergonha perder para gays. O clima n\u00e3o foi bom e gerou uma rivalidade boba. Ent\u00e3o, por enquanto, jogamos entre n\u00f3s\u201d, conta o advogado Filipe Marquezin, 31, l\u00edder do grupo. Ele diz em gargalhadas que a \u00fanica exig\u00eancia que o Unicorns faz de seu atletas \u00e9 \u201cn\u00e3o falar mal da Madonna\u201d. A p\u00e1gina para se inscrever e jogar no time \u00e9 facebook.com\/unicornsoficial.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Funicornsoficial%2Fvideos%2F1141738659197681%2F&amp;show_text=0&amp;width=560\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Texto:\u00a0Ag\u00eancia Estado\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quase dois anos de exist\u00eancia, o Unicorns Futebol Clube, equipe amadora de S\u00e3o Paulo formada apenas por pessoas LBGTs, teve apenas uma grande crise. 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