O Rio ficou mais baiano com o tombamento do Terreiro de Candomblé de Joãozinho da Gomeia

O Rio ficou mais baiano com o tombamento do Terreiro de Candomblé de Joãozinho da Gomeia

Homenageado pela Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval 2020 quando a escola foi vice-campeã, o Babalorixá baiano Joãozinho da Gomeia que morou muitos anos Rio de Janeiro teve o seu famoso terreiro de candomblé tombado. Com isso, a memória de um dos lugares mais simbólicos das religiões afro-brasileiras no estado do Rio de Janeiro será preservada. Em tempo: Joãozinho nasceu em Inhambupe  em 27 de março de 1914  e morreu São Paulo em 19 de março de 1971)

“A Lei sancionada pelo governador em exercício Cláudio Castro, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (23), determina o tombamento do Terreiro da Gomeia, em Duque de Caxias. A medida impede ocupação do espaço onde, entre 1951 e 1971, aconteceram os cultos celebrados pelo baiano João Alves Torres Filho, o Joãozinho da Gomeia. Um dos pioneiros do candomblé no Sudeste, ele foi um dos pais de santos mais importantes do país. No terreiro em Caxias, recebeu visitas ilustres, como da rainha Elizabeth II e dos presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitscheck”.

O mais bonito de toda essa história é que  projeto é da deputada estadual Mônica Fransico (PSOL), que é pastora evangélica. O governador é católico. A Alerj também aprovou projeto da Mônica instituindo o Dia Estadual de Conscientização contra o Racismo Religioso em 27 de março, nascimento de Pai Joãozinho. Falta sancionar. O prazo é 29/04. De vez em quando ainda dá para sonhar com um Brasil melhor: menos preconceituoso, menos racista, menos homofico. E Viva Joãzinho da Gomeia. Viva? Quem está comemorando bastante é a colega jornalista Flavia Oliveira da Globonews uma carioca baianíssima.