O cotidiano do povo preto nos contos de Nelson Maca

O cotidiano do povo preto nos contos de Nelson Maca

Professor e militante Nelson Maca, 55 anos, lança no dia 10 de dezembro, seu novo livro Relatos da Guerra Preta ou Bahia Baixa Estação. Será no Terreiro de Jesus, das 10h às 17h.  Da morte violenta às humilhações nas batidas policiais; a busca por uma internação num hospital, por um enterro digno ou pela reintegração social. Estas e outras tensões do cotidiano do povo preto de Salvador permeiam os 19 contos do novo trabalho do escritor.

 As histórias são inspiradas em relatos ouvidos e presenciados pelo autor em suas incursões pela cidade. Textos como Passagem do Meio, Farinha do Desprezo, Carterada, Saidêra e Tá na UTI Graças a Deus que, de diferentes maneiras, retratam a luta pela sobrevivência da população negra como um ato bélico numa experiência de cidadania desde sempre inconclusa. Marcelino Freire assina o texto de apresentação do livro. O texto da orelha é do escritor mexicano Alejandro Reyes e o posfácio da professora baiana Ana Carla Portela.

 “Procuro me inserir no debate literário em torno da negritude cotidiana, principalmente na luta do povo negro pela sobrevivência em pleno século XXI. Essa batalha cotidiana para se manter vivo é o que chamo de Guerra Preta”, afirma Maca. Um dos mecanismos que ele utiliza para isso é figurar como narrador e também personagem de alguns contos.

 Relatos da Guerra Preta ou Bahia Baixa Estação estampa em sua capa a  tela Espanto, da pintora Ayeola Moore, de Guadalupe. A arte da capa é do designer Welon Santos e a diagramação e arte geral de Francisco Benevides e Andrew César. O livro é a terceira publicação do autor e do selo Blackitude. O livro custa  R$ 40 + taxa de entrega ou postagem.

Foto: Léo Ornelas