O livro de Lúcia Correia Lima

O livro de Lúcia Correia Lima

Lucia Correia Lima em Paris Foto Miguel Silveira   Miguel Silveira

A fotógrafa, jornalista e minha amiga Lucia Correa Lima lança dia 14 de dezembro (quarta feira) no Espaço Cultural A Boca (Santo Antonio Além do Carmo) a partir das 17h, seu livro Mandinga em Manhattan. O prefácio é do jornalista Gustavo Falcon, Leia abaixo:

“Lúcia Correia Lima conhece por dentro o mundo da capoeira. Não é nenhuma ariokô. E tem intimidade com a sua técnica e sua linguagem. Está nisso desde muito, talvez há mais tempo mesmo que no jornalismo, meio onde se destacou com uma das principais profissionais da chamada imprensa alternativa do Brasil nos anos 70 e posteriormente como presença marcante no fotojornalismo baiano.

 

Nomes, fatos, testemunhos e muita informação sobre esse salto internacional da capoeira estão aqui devidamente documentados por Lúcia, de forma espontânea, quase ao modo de uma conversa na roda. Livre das amarras acadêmicas e entregue à sua lida de escuta, Lúcia se revela mandingueira antenada, pesquisadora determinada e dona de um estilo característico, muito de acordo, aliás, com sua própria personalidade.

 

Mais uma vez, as mulheres surpreendem refletindo sobre tema até há pouco fundamentalmente masculino. Isso mostra que a sensibilidade feminina contribui e muito para o exercício racional da reflexão. Essa é, em parte, a principal contribuição deste livro: a de trazer a público os seletos depoimentos daqueles que vivem na pele a experiência da mundialização da capoeira, desempenhando em outros países a sacerdotal missão do ensino, da formação de discípulos, do discurso gestual dos corpos em movimento que a todos seduz e encanta.

A originalidade deste livro reside no registro dessa diáspora às avessas e sem martírios. Orgulho dos baianos e brasileiros, a capoeira agora é que nem o samba e a bossa-nova, aliás, de raiz bem baiana, apesar da sua formação carioquíssima: um patrimônio mundial. Mandinga em Manhattan cristaliza esse fenômeno. Isso comprova que Lúcia sabe jogar. Então, viva a roda e viva-se a mandinga”.

CAPA MANDINGA EM MANHATTAN LIVRO 2