O Brasil é redondo
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O arquiteto que projeta para o céu
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Arquiteta italiana, veio para o Brasil na década de 40, mas fica primeiramente morando em São Paulo. Ela só vem à Bahia no fim dos anos 50 para lecionar na Faculdade de Arquitetura da UFBA, a convite de Diógenes Rebouças, que também era professor da instituição na época. Pouco depois, na década de 60, ela é convidada para dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e restaura o conjunto arquitetônico do Solar da Unhão, no Dois de Julho, para onde o Museu seria transferido. Ela traz elementos da pré-fabricação, onde se destacam as intervenções em casarões pela capital baiana, como a Casa do Olodum, no Pelourinho. Uma de suas principais características é o diálogo entre o antigo e o novo, buscando uma continuidade na estética e história para não haver uma ruptura entre o passado e o presente, sem se esquecer do papel social.

Lina e Rosa: elas também construíram Salvador

Por Elaine Araújo e Pedro Vilas Boas

Lina Bo Bardi e Rosa Grena Kliass foram responsáveis por obras primorosas em Salvador. Alguns podem não saber, mas os projetos de Lina deram vida e forma a diversos dos prédios do Centro Histórico de Salvador. Já a principal obra de Rosa Grena Kliass na cidade foi a idealização e execução do Parque Metropolitano do Abaeté, que é um dos pontos turísticos e cartão postal do bairro que inspirou músicos como Dorival Caymmi e poetas como Vinicius de Moraes, em Itapuã.

Achilina di Enrico Bo, conhecida como Lina Bo, era reconhecida internacionalmente. Nascida em Prati di Castello, em Roma, Lina veio para Salvador em 1958. Aqui ela dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) onde projetou a restauração do Solar do Unhão. A arquiteta também foi responsável pela revitalização da Casa do Benin, da Casa do Olodum, da Ladeira da Misericórdia, do Teatro Gregório de Matos e do Belvedere da Sé, além da fundação Pierre Verger, todos no Centro Histórico da Cidade. “Lina percebeu que

havia um movimento cultural muito grande em Salvador. Ela viu aí uma ponte para fazer algo mais ligado à cultura. Sua primeira obra foi a casa do Chame-Chame, hoje demolida”, comentou a arquiteta e professora Carla Zollinger. Já Rosa Grena Kliass, formou-se em uma turma com apenas duas mulheres nos anos 80, ela foi considerada a primeira mulher paisagista do Brasil. No início da carreira enfrentou problemas com a falta de demanda e de material bibliográfico referente ao paisagismo. Aos poucos ela inseriu em seus projetos jardins internos e externos e assim foi conquistando seu espaço, dando vida à diversos espaços como o Largo dos Mendes, na cidade de São Roque, em São Paulo, que foi sua primeira obra.