Representatividade LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais, Pan/Poli, e mais) em séries de TV populares não é sinônimo apenas de identificação. É também uma importante ferramenta de inspiração para quem tem vergonha de ser o que é, além de fazer os telespectadores entenderem um pouco da realidade das pessoas LGBTQIA+.

Por isso, listamos dez séries que têm personagens LGBTs e estão disponíveis na Netflix, maior serviço de streaming do mundo. Afinal, se tem uma coisa que Netflix sabe fazer bem são séries com diversidade em seu elenco.

1 – Special

A primeira sitcom com episódios de 15 minutos da plataforma é baseada no livro autobiográfico “I’m Special: And Other Lies We Tell Ourselves” (Sou especial: E outras mentiras que contamos a nós mesmos) de Ryan O’Connell, que interpreta o protagonista da comédia. A série conta a história de um rapaz gay com paralisia cerebral leve que, para conseguir um estágio, esconde sua deficiência dizendo ter sequelas de um atropelamento. O mais legal é que nem a orientação sexual e nem a deficiência são mostradas como ‘defeitos’ e sim com condições do personagem.

2 – EastSiders

A série conta a história de  Thom e o Cal, um casal gay de vinte e poucos anos que reside em Silver Lake — uma espécie de Santa Cecília de Los Angeles. Logo no início da trama, Jeff descobre a traição do Cal, depois de meia década de relacionamento. A superação desse trauma leva para os dois uma temporada e meia. A série vai fundo em questões existenciais que muitos casais já passaram em algum momento. Também é possível conhecer outras tramas que se desenvolvem a partir de amigos deles e de outros personagens.

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3 – Queer Eye

A consagração de Queer Eye como um dos seriados mais importantes para se debater o universo LGBT e o seu poder de transformação na sociedade veio com a vitória no Emmy em 2018. O seriado conquistou os prêmios de Melhor Casting, Melhor Edição de Fotografia e Melhor Estrutura (na subcategoria de reality show). Reboot do seriado homônimo de sucesso entre 2003 e 2007, a nova versão de Queer Eye coloca cinco jovens gays – cada um com a sua especialidade – para ajudar e transformar a vida de alguém com problemas.

Na terceira temporada, o quinteto sai de Atlanta – onde gravou os oito episódios da temporada anterior – para se aventurar em Kansas City, Missouri. A diferença é que, desta vez, os Cinco Fabulosos (como são chamados) também ajudam mulheres, inclusive lésbicas, para se encontrarem em suas vidas.

4 – Orange is the New Black

A também original Orange is the New Black – que conta a história de Piper Chapman, que foi presa por conta de tráfico de drogas e do sistema prisional dos Estados Unidos – é cheia de representatividade. Além da própria Piper, que descobre melhor sua sexualidade ao longo da trama, Alex, Big Boo, Nicky, Soso, Poussey, Suzanne, e outros personagens incontáveis retratam lésbicas e mulheres bissexuais na série.

Laverne Cox, que interpreta Sophia Burset, foi uma das primeiras mulheres trans fazendo papel de mulher trans na TV.

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5 – Sense8

Sense8 narra a história de oito estranhos – os chamados sensates – que de repente começam a “compartilhar um cérebro coletivo” (ou quase isso). Basicamente, eles compartilham sensações, pensamentos e experiências uns dos outros. O elenco tem a presença de algumas figuras conhecidas, como Naveen Andrews, o Sayid da série Lost; e Joe Pantoliano, o Cypher de Matrix.

Enquanto tecnicamente todos os sensates são pansexuais, Nomi, uma hacker ativista lésbica trans, e Amanita, sua namorada, dão aos espectadores um dos maiores casais lésbicos da TV. Lito e Hernando também merecem destaque.

6 – Grace & Frankie

A série Grace & Frankie da NetFlix traz Grace Hanson (Jane Fonda) e Frankie Bergstein (Lily Tomlin), elas têm uma vida perfeita em San Diego, se não fosse Grace ser obrigada a conviver com Frankie, esposa do sócio de seu marido. Numa noite, os esposos, Robert Hanson (Martin Sheen) e Sol Bergstein (Sam Waterston), advogados de sucesso, decidem se divorciar das esposas depois de 20 anos de encontros às escondidas e assumir o amor entre eles.

A reviravolta na terceira idade entre os dois casais traz diálogos divertidos. A história fica ainda melhor com as esposas organizando o casamento dos maridos e descobertas que unem cada vez mais esta ‘família moderna’.

7 – The Fosters

Série da ABC, The Fosters retrata o casal lésbico Lena e Stef e sua crescente família. O programa também tem o adolescente trans Cole, interpretado pelo ator trans Tom Phelan. Confira vídeo com mais motivos para assistir a série:

8 – How to Get Away With Murder

Além de professora, a advogada Annalise Keating – protagonista da série é bissexual. A trama também conta com outros personagens LGBTs: Connor Walsh, interpretado pelo Jack Falahee, é um aluno abertamente gay, num relacionamento com Oliver Hampton. A série também aborda a temática do HIV.

How to get away with murder

Bônus: Sex Education

A série da Netflix  fala falar sobre sexo para adolescentes. Também mostra as dúvidas que realmente existem e são abordadas. A peça chave da série é o personagem Eric, interpretado por Ncuti Gatwa. Gay e negro, ele foge do esteriótipo de melhor amigo, e tem sua trama explorada com devidos cuidados. O tratamento da homossexualidade, em si, fica um pouco de escanteio frente aos problemas que são ocasionados por ela na vida de Eric. Na série, os desafios vividos por adolescentes gays são expressadas de uma forma incrível através desse personagem. Além disso, o fato dele ser negro o faz ser vítima de ainda mais preconceito por estudar em uma escola predominantemente branca.

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