Por Laura Fernandes

Aperto, cheiro de suor e cerveja, pessoas fantasiadas, solas de sapato perdidas no chão, uma briga só para constar, becos lotados e camarotes improvisados: apartamentos, bares, restaurantes e muros garantiram a vista privilegiada. Era Carnaval em Ondina em pleno 29 de abril.

“Eu tenho um Carnaval só meu, porra!”, vibrou a cantora Ivete Sangalo, 45, sem papas na língua, para comemorar seu retorno aos palcos depois de dar à luz às gêmeas Marina e Helena, há menos de três meses. “Salvador, mainha tá de volta! Eu queria chegar já descendo a madeira. Não imaginam o prazer que é estar de volta”, vibrou, tendo como resposta do público, em coro: “Ôooo, a rainha voltou!”.

Teve gente que chorou pra ver Ivete, gente que comemorou o aniversário, gente que faltou o aniversário da filha, ou veio de longe só para ver o show da artista que cantou durante três horas de Ondina ao Farol, uma hora a mais que o prometido. “Comemoramos ontem!”, gargalhou a pedagoga baiana Manuela Guimarães, 40, que, no dia do aniversário da filha, estava sozinha em plena pipoca, vestida de mulher-maravilha. “Ontem fui mãe, hoje sou fã!”, justificou, rindo.

Hits de todas as fases da carreira de Ivete fizeram a trilha do percurso que também contou com sucessos da axé music e até do pagode, como Popa da Bunda e Toda Boa, interpretados com o cantor Márcio Victor. “Eu quase pari quando vi ele vestido de grávida no Carnaval. No meio do percurso, o peito virou bunda, a bunda virou peito”, disse Ivete, arrancando uma gargalhada do cantor. “Foi coisa de irmão”, justificou Márcio, rindo. “Tô toda comprimida, porque ainda tem uma pochete aqui. E os peitos estão enormes já, enchendo [de leite]. Mas não tem nada, não, em casa a gente ‘esvazeia’”, brincou Ivete.

Foi nesse clima bem-humorado que aconteceu seu Carnaval. Ivete até tentou, mas não conseguiu fugir da folia em 2018. “Meu filho perguntou: mãe, quantas pessoas devem ter aí? Não sei, mas o amor é grande. Antes de você nascer, mamãe já tinha esse amor aí!”, disse Ivete, surpresa com o tamanho da pipoca.

“Aí, quando chego aqui no Farol, cheio como nunca vi na vida em todos os carnavais, fico envaidecida mesmo! Vem uma vozinha e diz: ‘Tá vendo que valeu a pena?’ O melhor caminho que tomei foi cantar axé. Não interessa se faz sucesso, mas quando canto pra vocês é muito forte”, agradeceu Ivete.

 

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