Ganhador do prêmio na Alemanha, filme LGBTQ+ ‘Tinta Bruta’ será exibido em Salvador
16 de novembro de 2018
v de viado
Espetáculo V de Viado tem nova temporada no Gamboa Nova
16 de novembro de 2018

Polícia ainda não tem pistas de quem matou travesti ativista em Vitória da Conquista

rafaela

Por Mário Bittencourt (mario.bittencourt@redebahia.com.br)

As causas do assassinato da travesti Raphaela Souza, 32, morta com três tiros na cabeça, na noite de quarta-feira (14), em Vitória da Conquista, sudoeste baiano,  só começaram a ser investigadas pela polícia nesta sexta-feira (16).

Segundo pessoas próximas, a vítima do crime era usuária de drogas, mas a polícia não confirmou se este fato tem relação com o homicídio, ocorrido num conjunto habitacional no bairro Miro Cairo, dominado por traficantes.

Até o final da manhã desta sexta-feira, ainda não havia indícios de autoria ou motivação do crime. Devido ao feriadão, a polícia trabalha com equipe reduzida informou que só deve aprofundar as investigações na segunda-feira (19).

Raphaela era articuladora das causas LGBTs e coordenadora do Coletivo Finas, de travestis e transexuais. Trabalhou na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), onde dava aulas de cabeleireira à beneficiárias do Bolsa Família.

O crime chama a atenção também pelo fato de ser o segundo homicídio de travesti em uma semana em Vitória da Conquista, onde na noite do dia 7 foi morta com um tiro na cabeça a travesti Elisângela.

A vítima estava com uma colega também travesti chamada Duda, quando foi abordada na Avenida Integração (trecho urbano da BR-116) por dois homens em um veículo não identificado para fazerem um programa.

Ao chegarem na região do Anel Viário, um dos homens, que a polícia informou já ter identificado, atirou em Elisângela, enquanto o outro filmava, tendo Duda conseguido fugir no meio da confusão.

“Até o momento, não vimos relação de um crime com o outro”, disse o delegado Marcus Vinicius de Morais de Oliveira, responsável pelas investigações dos crimes.

A Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT DE Vitória da Conquista informou que vai acompanhar as investigações e que lamenta profundamente as mortes de Raphaela Souza e de Elisângela.

“Raphaela era uma das principais militantes das causas LGBT em Vitória da Conquista e, atualmente, coordenava o Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais. a coordenação está acompanhando os dois casos e acredita no trabalho sério e competente da Polícia para esclarecer os crimes”, afirmou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *