Nina Cordorna surgiu na cena drag de Salvador no ano passado e vem se destacando com um estilo irreverente e bem colorido de fazer shows de transformismo. Ela foi dá um close em Nova Iorque, onde chegou a ficar em segundo lugar em um concurso de dublagem. Ela bateu um papo com o Me Salte e contou tudo que aprontou nos EUA e revelou que dia 30 de abril vai ter atraque da Nina na Amsterdam Pop Club.

Você fez algumas apresentações em Nova Iorque e, pelo que publicou nas redes sociais, chegou até a ficar em segundo lugar em uma apresentação. Como tem sido a receptividade do seu trabalho por aí ?
Nova Iorque é uma metrópole global onde todo tipo de cultura existe e isso não poderia ser diferente no mundo drag. Existem drags de todos os estilos e gostos! As queens estão muito acostumadas a receber turistas do mundo inteiro e a receptividade comigo foi maravilhosa! Conheci queens que me ajudaram muito como a Sasha Montgomery e a Kari Kerning. Elas me deram dicas de baladas e compras. Aqui tem shows de domingo a domingo e todos os bares gays tem frequência de drag queens. Isso é incrível porque o que não falta é espaço para performar e ainda existe a cultura do tipping, que são as famosas gorjetas enquanto você performa uma música.

O mercado de arte drag em Nova Iorque tem quais diferenças do nosso aqui de Salvador?
A arte drag é uma arte marginalizada por fazer parte da cultura LGBT. Isso não muda em Nova Iorque. Ainda é uma cidade com preconceitos e problemas sociais. Tive dificuldade de pegar taxi e alguns olhares tortos de pessoas nos espaços públicos, mas é algo que toda Drag Queen deve estar preparada.

Quando a Nina voltar pra Salvador vem trazendo muitos acessórios americanos? O que mais de referências vem nessa bagagem ?
Comprei maquiagens, perucas e acessórios, porém todo o figurino que usei foram de talentos brasileiros. Além de algumas customizações pessoais eu visto Jorge Andrade, Angélica (do bar Âncora do Marujo) e o estúdio Petrus Brand, são meus favoritos!

Já tem algum show marcado aqui em Salvador?
Eu estou gravando um documentário que fala sobre a cena Drag Queen soteropolitana além de ser responsável pelas artes da programação visual de um projeto de revitalização do antigo Beco dos Artistas, o Beco Ocupado. Isso tem tomado meu tempo, porém tenho uma performance marcada para o dia 30/04 na Amsterdam Pop Club.

Você encontrou com várias drags de Ru Paul. Qual delas você curtiu mais ?
É incrível como a cultura do reality show é ainda mais forte em Nova Iorque. As queens do reality aqui são muito acessíveis. Tive o prazer de conhecer a Thorgy Thor, Bob the Drag Queen, Acid Betty, Phi Phi O’hara, Milan, Shangela, Ms Kasha Davis, Jiggly Caliente e Darienne Lake. A queen que mais me surpreendeu foi a Milan, um amor de pessoa! Mas olha, as queens brasileiras não devem NADA para as americanas! Aqui temos uma cultura muito forte, mais consciente com as causa sociais e extremamente genuína!

Veja algumas imagens dos lacres de Nina nos EUA

 

3 de abril de 2016
Nina Cordorna em Nova Iorque - foto: Divulgação

Uma drag baiana em Nova Iorque

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