Dois leilões, quem nem estão diretamente relacionados à produção de energia, serão decisivos para determinar o futuro das matrizes renováveis no Brasil. O primeiro é o Leilão de transmissão, que acontece hoje na BM&FBovespa, a partir das 8h. E o segundo, ainda sem data marcada, é o de descontratação, autorizado no fim de março e ainda sem data para acontecer. Hoje, no leilão de linhas, o governo tem a oportunidade de confirmar o sucesso do novo modelo, mais atrativo para os investidores, acredita o diretor da Maron Consultoria, Ney Maron, ex-Renova Energia. “Calcula-se uma atratividade financeira entre 15% e 20% maior que antes”, diz Maron. O resultado, destaca, é que foram oferecidas garantias para 35 lotes – o que significa que há interesse em todos eles. Já o leilão de descontratação é importante por ajustar a oferta de energia no futuro à demanda, explica o diretor da Eolus, Rafael Valverde. “O mercado não cresceu como se esperava”, explica. Segundo ele, com a descontratação, ganham o governo e empresas produtoras de energia, mas é preciso olhar para os fabricantes de equipamentos para energia solar e eólica: “Eles investiram no Brasil com base em uma demanda que pode não se confirmar”.

 


Mercado começa a acelerar
Suavemente, o mercado automotivo começa a dar os primeiros sinais de recuperação após um longo período de sucessivas quedas, que fizeram os números retrocederem aos patamares de 2007. Ainda distante dos números que impulsionaram a ampliação do parque industrial no pais, o setor, pelo menos voltou a comemorar resultados positivos. O mais recente, divulgado pela B3, empresa resultante da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip, mostra que o volume de financiamentos de veículos leves no primeiro trimestre deste ano cresceu 5,2% aqui na Bahia, em linha com o movimento verificado no mercado nacional. Em março, o aumento foi de 8,1%, na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 26,9% na comparação com fevereiro. Foram vendidas 12,9 mil unidades no mês e 35,2 mil em todo o primeiro trimestre. Ou seja, o mercado está acelerando.

NÚMEROS
46 Mil foi o total de veículos, inclusive pesados, vendidos na Bahia

22,5% das vendas a crédito na região Nordeste foram feitas na Bahia

Jazz na Graça
O Grupo Civil e a Barcino Esteve Construtora e Incorporadora, empresas com mais de 55 anos de atuação, vão lançar em conjunto o residencial Jazz, na Avenida Princesa Isabel, reunindo o melhor da Graça e da Barra. O empreendimento, com volume geral de vendas (VGV) estimado em R$ 30 milhões, será construído no terreno da tradicional sapataria Waldemar Calçados, seguindo o conceito de Boutique. O nome do empreendimento é uma homenagem ao ritmo musical norte-americano, que está completando 100 anos este ano. O edifício terá 16 pavimentos e 64 unidades. O projeto arquitetônico é assinado por Antonio Caramelo.

No horizonte

Lei da Terceirização. O empresariado baiano terá a oportunidade de discutir os impactos da nova Lei da Terceirização hoje, durante um encontro organizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), em mais uma edição do Almoço Gourmet. Os advogados Bernardo Chezzi e Rodrigo Scorza, ambos da Chezzi Law Firm, apresentam as mudanças trazidas pela lei, abordando conceitos relevantes sobre o tema, analisando ainda a terceirização como ferramenta do Planejamento Empresarial. O evento será no Restaurante Coco Bambu Bahia. Inscrições pelo telefone (71) 99289-3452 ou no e-mail: marcelo.saar@ibefbahia.org.br.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 24 DE ABRIL DE 2017)

Comments Nenhum comentário »

O revolucionário projeto Amazon, que viabilizou a implantação do Complexo Ford em Camaçari, no ano de 2001, vem enfrentando dificuldades que mostram os desafios enfrentados pela Indústria de modo geral na Bahia. A vinda da primeira grande montadora para a região Nordeste do Brasil foi viabilizada por uma série de incentivos e um modelo arrojado de Just In Time – que prevê a produção de maneira integrada para a redução de custos operacionais. Para isso, os principais fornecedores da montadora trabalham sob o mesmo teto e fornecem as peças diretamente na linha de montagem. Quando iniciou a operação, a Ford tinha 30 fornecedores sistemistas operando dentro de seu complexo. Hoje o número é de apenas 20 e a expectativa é de que mais dois deixem a linha de produção em Camaçari ainda este ano, de acordo com informações do setor. A explicação para o movimento está nas contas. Como operam dentro da fábrica, no decorrer dos anos, os trabalhadores das sistemistas pleitearam e conseguiram a equiparação salarial em relação aos funcionários da própria Ford. A mão de obra da montadora, por outro lado, lutou pela equiparação em relação aos salários pagos no Sudeste. E o resultado final é que os fornecedores da Ford que operam dentro do complexo trabalham com um custo até 40% maior que o de outras empresas do setor, segundo se diz reservadamente. Em muitos casos, tem saído mais em conta para a montadora encomendar as peças de outros estados. E o problema fica para a Bahia, que perde empregos qualificados e renda.

Missão México
O estafe da Salvador Destination está indo ao México nos próximos dias tentar trazer para Salvador um evento internacional inédito no Brasil, previsto para acontecer em 2019. Com dificuldades para captar grandes convenções e feiras, sem o Centro de Convenções, a entidade tem apostado em eventos de pequeno e médio porte. Para os próximos três anos, a Salvador Destination garimpou 90 possíveis eventos. A entidade estima que o turismo na capital baiana perde RS 200 milhões por ano sem o Centro de Convenções.

“Centro de Convenções, que é bom, só no gerúndio. ‘Conversando’, ‘estudando’, ‘pensando’ e ‘analisando’. Ação efetiva, nada”
Sílvio Pessoa, Presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBha)

Gourmetização em alta
A gourmetização chegou com tudo à maior hamburgueria do mundo. A linha Signature do McDonalds, que está atualmente em sua quarta etapa, vem rendendo bons resultados aqui no Brasil, diz o diretor de comunicação da Arcos Dourados no Brasil, David Grinberg. “Essa não é uma linha projetada para vender muito, mas posso dizer que no ano passado nós vendemos mais hambúrgueres gourmets que todas as outras hamburguerias do Brasil juntas”, conta. A explicação para o volume é simple, diz ele: “Nossos atendemos por dia mais de 2 milhões de pessoas. Qualquer produto que vendamos, por menor que seja a participação em relação ao todo, acaba sendo significativo”.

Crise no retrovisor
Assim como todo o segmento de alimentação fora de casa, o McDonalds teve que se estruturar para superar os desafios trazidos pela crise econômica. Segundo o diretor de comunicação da Arcos Dourados no Brasil, David Grinberg, a empresa precisou se adequar para mudanças no perfil de consumo das pessoas. “Com o dinheiro mais curto, a população passou a fazer mais contas e a gastar só no que consideravam indispensável. No nosso caso, notamos uma mudança no comportamento de vendas. Quem antes comprava combo e sobremesa, passou a comprar só o combo”, lembra. A boa notícia, diz ele, é que este ano a empresa já percebe uma retomada.

No horizonte

Solução encaminhada. A tensão criada em torno de mudanças na direção do Sebrae-Ba foi dissipada, pelo que dizem envolvidos no processo. Nos próximos dias, o substituto de Lauro Ramos deve ser anunciado. Tudo na mais perfeita paz.

Mercado feminino. O Mundo Verde está comemorando 20 anos na Bahia com novidade para as mulheres. A rede de produtos naturais com 390 lojas no Brasil está investindo R$ 1 milhão no lançamento da linha Elixir, focada no público feminino.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 17 DE ABRIL DE 2017)

Comments Nenhum comentário »

Puxadas pela alta de preços das commodities, pelo incremento do volume embarcado e pela baixa base de comparação, as exportações baianas cresceram 15,1% em março, na comparação com o mesmo mês em 2016.

No primeiro trimestre, as exportações atingiram US$ 1,68 bilhão, ficando 7,7% acima de igual período de 2016, de acordo com informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

A alta das exportações em março foi impulsionada pela elevação nos preços do petróleo, o que valorizou em 257% as vendas de derivados do produto produzidos no estado e evelou as vendas do segmento em 104,5%.

Este fator também influenciou o aumento das receitas com as exportações de produtos químico e petroquímicos, que subiram 82%, alcançando US$ 148,8 milhões e a liderança da pauta no mês.

Contribuíram ainda para o bom desempenho das exportações o aumento das vendas do setor automotivo em 146,4%, principalmente para a Argentina, Chile e Colômbia, reflexo da baixa base de comparação e da recuperação da economia argentina; além do início dos embarques da safra de soja, que com preços médios 17,8% maiores que em março do ano passado, tendem a recompor as perdas do ciclo anterior, incrementando os embarques – as vendas do produto atingiram US$ 90 milhões em março, 66% acima de igual período do ano anterior.

As importações alcançaram US$ 676 milhões em março, 55,8% maiores que em março do ano passado. Foram decisivos para a alta, a reposição de intermediários pela indústria, o câmbio mais favorável para as importações e principalmente a baixa base de comparação.

A recuperação das importações no trimestre ocorre sobretudo na área de insumos para indústria química e metalúrgica, na área de fertilizantes e no setor de combustíveis. As compras bens de capital permanecem em crescimento (6% no mês e 14,4% no trimestre), incrementadas pela indústria eólica e de transporte de uso industrial.

No primeiro trimestre, a quantidade importada cresceu 69,6% em relação a igual período do ano anterior. Para as indústrias que têm fatias altas de insumos importados ou com preços ligados à variação do dólar, a valorização do real frente à moeda americana vem contribuindo para reduzir a pressão no custo de produção e inclusive, recompor margem nas operações com exportação.

Mesmo com a melhoria no cenário, a Bahia fecha o trimeste com um déficit de US$ 285,9 milhões em sua balança comercial, como resultado do crescimento maior das importações no período.

Comments Nenhum comentário »

Hari Hartmann da Camisas Polo

Hari Hartmann diz que fabrica Camisas Polo conquistou o Selo Solar

O entusiasmo e o esforço do empresário Hari Hartmann em relação ao uso de energia renovável renderam mais um prêmio para a fábrica de roupas Camisas Polo, comandada por ele. A unidade fabril instalada na Cidade Baixa se juntou ao Estádio de Pituaçu, o Projeto Tamar e o Instituto Butantã de Recife no seleto grupo de organizações na região Nordeste que possuem o Selo Solar – concedido a quem comprova o uso da energia fotovoltaica em 50% ou mais das necessidades energéticas. O consumo de energia solar na Camisas Polo varia entre 90% e 100% (depender dos horários de funcionamento). É um feito único entre pequenas indústrias do Brasil, comemora o empresário. Hoje, a fábrica conta com aproximadamente 100 placas solares, que dão conta de um consumo mensal que varia entre 3 mil megawatts (MW) e 4 MW. “Nossa economia com o projeto varia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil por mês”, destaca Hari Hartmann.

Passo a passo
Para chegar a 100%, o empresário precisou ser paciente. O projeto iniciado há três anos custou R$ 100 mil e foi implantado em etapas, conta. “Tudo começou com o apoio inicial de R$ 5 mil que recebemos do Instituto Ideal, uma instituição que promove a sustentabilidade, para implantarmos as primeiras placas”, lembra. Este projeto rendeu um prêmio de sustentabilidade, também de R$ 5 mil, concedido pela Fieb, e que foi investido em mais placas solares. Depois Hartmann negociou as placas compradas para a realização de uma feira agropecuária: “Consegui um bom desconto”, lembra. As últimas unidades foram adquiridas com desconto junto ao fabricante. “Pagamos um valor promocional porque divulgamos a tecnologia”, conta.

Linha sustentável
O consumo de energia solar é apenas mais uma das ações da Camisas Polo com foco em sustentabilidade. E a empresa continua avançando nesta área. No mês passado, ela lançou uma nova linha de camisas 100% renovável, de tecido desfibrado. O produto é fabricado com 50% de garrafas Pet recicladas e 50% de retalhos de tecidos – coisas que tradicionalmente a sociedade trata como lixo. Segundo o empresário Hari Hartmann, trata-se do único produto do tipo no país. A fábrica tem seis linhas de produtos, sendo três focadas em sustentabilidade. Além do tecido desfibrado, a unidade fabrica camisas feitas com 100% de garrafas Pet e outra com o algodão orgânico, fabricado sob rígido controle ambiental e que consome menos água.

Finalmente, obras no terreno da JAC!
O terreno que foi doado pelo governo do estado para a implantação de uma fábrica da JAC Motors finalmente será utilizado. Não pela montadora chinesa. No próximo mês, a Fieb deve iniciar as obras para a implantação do Cimatec Industrial na área onde a montadora chinesa chegou a enterrar uma cápsula do tempo com um carro dentro. Ao contrário do projeto da JAC, o Cimatec Industrial tem todo o volume de recursos necessários para a implantação, de R$ 80 milhões, garantidos e deve ser implantado sem grandes percalços. A previsão de obras é de um ano e o equipamento deve entrar em operação para dar suporte tecnológico às indústrias de energias renováveis, automobilística e aeronáutica.

“Leone, você vai acabar virando médico e eu, engenheiro” Roberto Badaró – Cientista que vai comandar o futuro Instituto de Tecnologia da Saúde (ITS), no Senai Cimatec, brincando com o diretor-executivo do centro tecnológico, Leone Peter

No horizonte

Financiamento. A Fieb planeja a criação de um fundo de investimento em projetos de inovação tecnológica. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Alban, o objetivo é utilizar os centros tecnológicos da entidade para criar uma carteira densa de projetos e apresenta-los a possíveis investidores.

(COLUNA PUBLICADA NA EDIÇÃO DE 07 DE ABRIL NO JORNAL CORREIO)

Comments Nenhum comentário »

Por Jorge Gauthier*

A estação da Lapa, em Salvador, receberá a partir de sexta-feira (10) um feirão imobiliário. Promovido pela MRV Engenharia, o feirão venderá imóveis prontos para morar, em construção ou na planta, nas regiões de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. As condições de pagamento são facilitadas, com entrada parcelada em até 36 vezes e descontos de até R$14 mil à vista. A ação de vendas seguirá até o dia 26 de março e funcionará das 8h às 20h.

Foto: Reprodução

As opções disponíveis no Feirão incluem os empreendimentos Salvador Norte, Soberano, Solar do Bosque e Solar da Costa. “Entre as facilidades está o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI grátis, entrada a partir de R$ 974 com parcelamento em até 36 vezes e parcelas a partir de R$299”, diz o gestor regional de vendas da MRV, Luis Felipe Monteiro.

O stand de vendas ofertará ainda financiamento em até 30 anos pela Caixa Econômica ou Banco do Brasil, possibilidade de utilização do FGTS e benefícios do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Mais informações sobre o Feirão e as unidades da MRV podem ser consultadas através do site www.mrv.com.br ou pelo telefone 4004-9000.

Serviço:
O que: feirão imobiliário da MRV Engenharia.
Onde: Estação da Lapa
Quando: 10 a 26 de março, das 8h às 20h

* o colunista Donaldson Gomes está de férias e retorna em abril

Comments Nenhum comentário »

Por Jorge Gauthier*

Como se diz que o ano no Brasil se inicia efetivamente após o Carnaval, a indústria do país começa 2017 com um desafio a enfrentar, que tem repercussão em toda a atividade econômica: a questão dos índices de conteúdo local na indústria do petróleo. A discussão, que pode parecer o “economês chato”, tem impactos profundos para o Brasil, para a Bahia e em particular para o Recôncavo, onde está implantado o Estaleiro Paraguaçu, da Enseada Indústria Naval (EIN). No dia 23 de fevereiro, enquanto o Brasil se preparava para tirar o pé do chão no Carnaval, o governo federal anunciou a redução em 50% na exigência de bens e serviços produzidos no Brasil em projetos de exploração e produção de petróleo. A justificativa: viabilizar investimentos no setor.

O problema? Pode ser a pá de cal na indústria nacional. O Movimento Produz Brasil, que congrega entidades ligadas à indústria do país, inclusive a Fieb, estima a perda de 1 milhão de empregos com a mudança – em um país onde o desemprego passa dos 12 milhões. Aqui na Bahia, onde o poder público e entidades empresariais lutam pela retomada das operações no Estaleiro Paraguaçu – que recebeu R$ 3 bilhões em investimentos e chegou a empregar quase 8 mil – depende da definição do conteúdo local, avaliou o presidente Fernando Barbosa, em conversa com o Farol Econômico, antes da definição da mudança. “Existem alguns exageros na regra atual, mas nem tanto, nem tão pouco. Em todo o mundo existem mecanismos de proteção à indústria de petróleo”, destacou.

Folia fora de Salvador
Não foi só em Salvador que o Carnaval trouxe ocupação expressiva em hotéis. O Cana Brava All Inclusive Resort, em Ilhéus, no Sul da Bahia, anunciou a marca de 95% na taxa de ocupação,o que significa um incremento de 21% em relação aos números da folia no ano passado. O bom desempenho do empreendimento representa um crescimento de 15% no faturamento no período. “Mesmo contando com um cenário econômico atípico, em 2016 não descuidamos dos investimentos em infraestrutura e serviços. Também ampliamos a possiblidade de parcelamento das diárias em até 10 vezes, com gratuidade para até duas crianças menores de 12 anos, condições muito bem recebidas pelo mercado”, comemora Rafael Espírito Santo, diretor comercial.

Desceu redondo
A Skol, uma das principais patrocinadoras do Carnaval de Salvador, aproveitou a festa para intensificar sua marca principalmente da versão tradicional da cerveja que envelopou a decoração das ações da cervejaria no circuito. Segundo Felipe Bratfisch, gerente regional de Comunicação da Ambev, a folia foi uma possibilidade de reforçar a marca na cidade. “O Palco Skol (Farol da Barra) foi um exemplo disso, democrático, com diversos artistas e uma programação esticada”.

Cuidando das finanças
O CEO da Life Finanças Pessoais, André Novaes, participa junto com o sócio baiano, Thiago Sampaio, do primeiro encontro regional da empresa, que acontece hoje e amanhã na sede de Salvador.  “Neste primeiro encontro regional, os planejadores financeiros da Bahia, Ceará, Sergipe, Minas Gerais e Espírito Santo, vão discutir cases, soluções e trocar experiências para melhorar ainda mais o atendimento aos nossos clientes”, comenta Thiago Sampaio.  A Life Finanças Pessoais é uma empresa de planejamento financeiro, que auxilia pessoas e famílias a planejarem e obterem mais qualidade de vida.  Eles planejam para esse ano um crescimento de 30%.

*O colunista Donaldson Gomes está de férias e retorna em abril 

Comments Nenhum comentário »

A crise enfrentada pela empresa Postal Saúde, criada em abril de 2013 para gerir o plano de saúde da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está prejudicando os mais de 110 mil funcionários da empresa estatal, além de clínicas e hospitais credenciados em todo o Brasil. Só na Bahia, 28 estabelecimentos credenciados já suspenderam o atendimento – boa parte em função dos atrasos. A situação causa problemas graves para os colaboradores muitas vezes obrigados a buscar alternativas em locais distantes. E isso sem contar os problemas no interior, onde as opções são mais restritas. Segundo um levantamento feito com alguns fornecedores ouvidos pelo Farol Econômico, a dívida da Postal Saúde na Bahia ultrapassa R$ 1,5 milhão. A lista de fornecedores que suspenderam o atendimento aqui na Bahia, disponível no site do plano, mostra que as datas em que os atendimentos deixaram de ser feitos se concentram entre outubro do ano passado e janeiro deste ano. Pelo jeito os fornecedores perderam a paciência. E não parece ser coincidência. O Postal Saúde dá sinais de que vai deixar os funcionários da estatal na mão. Procurada, a assessoria de imprensa dos Correios não retornou até o fechamento desta edição.

Crise sem fim
É triste ver os Correios, há muitos anos a empresa mais respeitada do Brasil, agonizar. No ano passado, a empresa teve prejuízo de R$ 2 bilhões, segundo informações do jornal Valor, divulgadas em janeiro. O balanço oficial não foi divulgado ainda. Em 2015, o resultado foi parecido. A direção da empresa planeja uma série de ações, que inclui um plano de demissões voluntárias e aumentos nos preços de serviços.

A dona da festa
Além de patrocinar o Carnaval de Salvador, a Ambev contabiliza o apoio a 20 blocos e 13 camarotes na maior festa da cidade este ano. “A Skol quer quebrar os padrões e surpreender o consumidor brasileiro. Vamos, em cada canto do Brasil fazer diferente, sair literalmente no nosso quadrado. Faremos o maior carnaval que o país já viu”, afirma Ricardo Leite, gerente regional de marketing da Ambev. Além da capital baiana, a Skol terá ativações grandes em 37 cidades brasileiras. A cerveja Patrocina o carnaval de São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Recife e Olinda. Em todo o país são cerca de 650 blocos e mais de 1 mil trios. Além disso, cerca de 38 mil ambulantes foram credenciados e treinados, inclusive aqui em Salvador. Se os patrocínios, no geral, estão escassos este ano, a culpa não é da Ambev, como se poder ver.

Setor florestal volta a liderar exportações
Mais uma vez, o setor florestal se colocou no lugar mais alto do pódio no que diz respeito às exportações da Bahia. Em 2016, o estado exportou US$ 6,8 bilhões e o setor participou com US$ 1,2 bilhão, equivalente a 18%, de acordo com dados da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). O diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, ressalta que o setor continua com possibilidade de crescimento em termos de exportações e investimentos. “Isso ocorre porque o setor recebe alavancagem de cinco diferentes setores que utilizam madeira plantada em seus processos produtivos: papel e celulose; construção civil; mineração; energia de biomassa; e painéis, pisos e laminados. Estes setores terão recuperação com a expectativa de volta do crescimento do Brasil”, explica.

No horizonte

Aviso de férias. Na próxima segunda-feira, o Farol Econômico dá lugar às luzes do Carnaval. A coluna e o blog retornam depois da folia, sob o comando do jornalista Jorge Gauthier. O faroleiro aqui vai entrar de férias e retorna ao posto em abril.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 20 DE FEVEREIRO DE 2017)

Comments Nenhum comentário »

Principais investimentos anunciados foram na área de energia (Foto: Alberto Coutinho GovBa)

No mesmo ano em que a crise econômica vivenciada pelo Brasil se apresentou de maneira mais aguda – agravada por instabilidade política, crise fiscal, de confiança, etc –, a Bahia ampliou em mais de dez vezes o volume de investimentos privados anunciados. Foram anunciados em 2016 US$ 5,2 bilhões, de acordo com dados da Rede Nacional de Informações sobre Investimentos (Renai), mantida pelo Ministério do Desenvolvimento. No ano anterior, o volume foi pouco superior a US$ 467 milhões. Antes disso, o estado vinha mantendo uma média de US$ 2 bilhões por ano. Mais da metade do anunciado no ano passado – US$ 2,9 bilhões – é de projetos na área de energia renovável, com empresas como a Enel Green Powel e a EngieTractebel Energia (antiga GDF Suez). Mas tem novidades em outras áreas, como o projeto de US$ 1 bilhão da Agribrasil, para produzir leite no Oeste da Bahia, ou o de US$ 200 milhões da CPX, para produzir cimento em Lajedinho – tudo noticiado em primeira mão nesta coluna. Além de projetos de expansão no Extremo Sul da Bahia, na área de papel e celulose. O superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, diz que a crise explica a discrepância entre os dois anos. “Muita gente ficou esperando a situação melhorar em 2015, mas percebeu que no mercado não dá para ficar parado”, diz ele. E na área de energia, explica Guimarães, parte das informações foram passadas no fim de 2015 e acabaram entrando como 2016. Uma ponderação importante é que nem todo investimento que se anuncia é concretizado.

Podia ser melhor
O desempenho da Bahia na área atração de investimentos em energia renovável poderia ser bem melhor, principalmente em relação à matriz solar, acredita o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, não fossem alguns entraves. Um deles: diversos produtos usados para a geração fotovoltaica recebem taxação maior quando fabricados no Brasil, do que os importados, diz ele. O problema seria resolvido colocando-se os produtos no Programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores (Padis), que reduziria em torno de 30% o custo dos materiais, estima. “O governo federal está com medo de perder uma receita que nem tem, porque do jeito que está as empresas não se instalam”, lamenta. Uma que está de malas prontas para a Bahia, mas aguarda definição é a Global. São R$ 250 milhões em investimentos previstos.

Os painéis continuam chegando
As importações no Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Salvador tiveram uma alta de 40% em janeiro, impulsionadas pela movimentação de painéis fotovoltaicos, o que reforça a importância que a energia solar tem atualmente na economia do estado. A diretora comercial do Tecon, Patrícia Iglesias, ressalta a importância dos produtos para o Tecon. “A energia renovável, que foi muito importante em 2016, dá sinais de que vai continuar em alta agora em 2017”, aponta. A cabotagem (entre portos do mesmo país) teve alta de 15% e as exportações tiveram queda, apesar da alta na movimentação de polímeros, de 54% e 113%, respectivamente.

Varejo baiano encolhe 12% em 2016
O varejo baiano encerrou 2016 com uma queda de 12% no faturamento real, de acordo com dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), obtidos com exclusividade pelo Farol Econômico. Em dezembro, a queda foi de 7,6%, segundo a pesquisa feita pela Fecomércio-Ba. Se os números estão desanimadores, a análise da equipe econômica da federação é que, pelo menos, eles foram se tornando cada vez menos ruins no decorrer do ano. O único segmento que fechou no azul foi o de Farmácias e perfumarias (com saúde não se brinca). E a maior queda, de 24,6%, aconteceu justamente no segmento de concessionárias de veículos, que dependem de boas condições econômicas – crédito, empregos, confiança e por aí vai. no varejo de Salvador, a situação foi parecida no geral – queda de 11% –, mas a queda nas vendas de veículos foi menor que no restante do estado, de 9%. Por outro lado, o comércio de móveis e decoração e a venda de eletrodomésticos registraram as maiores quedas, de 25% e 24,6%, respectivamente. “O ritmo de perda melhorou ao final de 2016 e indica perspectivas melhores para 2017. Mas uma recuperação total das perdas só deve ocorrer ao longo de alguns anos”, estima o economista Fábio Pina, consultor econômico da Fecomércio-Ba

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 13 DE FEVEREIRO DE 2017)

Comments Nenhum comentário »

Colheita de milho

Imagem de colheita de milho na região Oeste da Bahia (Foto: Divulgação)

Após uma safra marcada pela seca intensa, o Oeste baiano se prepara para um aumento de 41% na produção de soja, principal cultura da região. A safra 2016/2017 deve render aos produtores baianos 4,5 milhões de toneladas, contra as 3,2 milhões que foram colhidas no período 2015/2016. E o melhor, o resultado vem acompanhado por um proporcional aumento de produtividade, que passou de 35 sacas por hectare (sc/ha) para 50 sc/ha, de acordo com dados preliminares divulgados pela Agroconsult, responsável pela principal expedição técnica privada para monitoramento da safra de grãos no Brasil. O levantamento mostra ainda ótimas perspectivas para a produção de milho na Bahia. Neste caso, a alta prevista é de 57%, com a produção chegando a 1,89 milhão de hectare, com aumento de 39% na produtividade e de 13% na área plantada. O milho deve render 77 sc/ha, prevê a Agroconsult. Tanto no caso da soja quanto do milho, a Bahia deve apresentar um desempenho bem melhor que a média nacional. A expectativa da consultoria é que a produção de soja cresça 8,5% no Brasil, enquanto a de milho avance 17%. Lembrando que os péssimos resultados da safra passada reduziram bastante a base de comparação. A Agroconsult pretende confirmar as expectativas em visitas às principais áreas produtoras do país, no chamado Rally da Safra. A turma deve chegar por aqui no final de março.

 

Alta em todo o Matopiba

Nas previsões da Agroconsult por estado, toda a fronteira agrícola do Matopiba, que além da Bahia inclui o Maranhão, Tocantins e o Piauí deve esperar uma ótima safra. O aumento médio de produtividade nos quatro estados será de 81%, graças ao retorno das chuvas na região. No Piauí, por exemplo, a produção pode chegar a 1,6 milhão de tonelada na safra 2016/2017, o que representa um crescimento de 144% em comparação com a temporada anterior. No Maranhão, a previsão é de que sejam colhidas 2,3 milhões de toneladas, com alta de 87%. No Tocantins, a colheita de soja deve chegar a de 2,6 milhões de toneladas, sendo que a estimativa indica produção 52% superior à safra anterior.  O Matopiba também deve registrar a maior recuperação de produtividade. No Piauí, o desempenho da soja vai mais do que dobrar, passando de 19 sacas por hectare (sc/ha) para 44. No Maranhão, a alta será de 78% e em Tocantins, de 53%. Quando se olha para as fazendas dos vizinhos do Matopiba, os números maravilhosos da nota acima já nem parecem mais tão bons.

 

A novela da Abengoa

Agora a notícia ruim para a turma do Oeste. A novela das linhas de transmissão à cargo da Abengoa, paradas após a falência da empresa, ainda deve se prolongar bastante. Em passagem pela Bahia no último dia 27, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho explicou que o distrato entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a espanhola Abengoa está parado por uma decisão da Justiça Federal no Rio. “Estamos fazendo gestões junto à AGU para que possamos derrubar essa liminar e a Aneel decrete a caducidade das áreas, a propriedade volte ao governo e façamos um novo leilão”, disse. Até lá, o jeito é esperar. Recapitulando: a Abengoa é responsável por construir um linhão, fundamental para aumentar a quantidade de energia disponível no Oeste baiano.

 

No horizonte

Desconto farmácia. Em ano de crise, os segurados da Bradesco Saúde encontraram no Desconto Farmácia, oferecido pela empresa uma oportunidade para economizar. Mais de 725 mil beneficiados usaram o benefício, que totalizou R$ 70 milhões em descontos no ano passado. A alta, em relação a 2015, foi de 43%. Em média, foram R$ 30 em descontos por medicamentos.
Liquida. A Rede, uma das patrocinadoras da Liquida Salvador, está apostando na megapromoção que envolve mais de 6,5 mil pontos de vendas em Salvador e Região Metropolitana, para alavancar as operações em fevereiro. A Liquida começou na última sexta e prossegue até o dia 13.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 06 DE FEVEREIRO DE 2017)

Comments Nenhum comentário »

Via de acesso ao Polo de Camaçari (Foto: Arquivo CORREIO)

O governo do estado retrocedeu no reajuste da polêmica taxa pelo metro quadrado (m²) em distritos industriais administrados pela Sudic.

No final de 2016, o governo do estado reajustou em 11,1% a taxa referente à prestação de serviços nos locais, que passou a valer R$ 0,10 por m².

Após negociações com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o estado publicou na última quarta-feira (dia 01) o Decreto nº 17.380, retornando a taxa ao valor anterior (R$ 0,09/m2).

Também retornaram as regras que estabeleciam limites de pagamento, como: teto mensal de R$ 50 mil para empresas no Distrito Industrial de Camaçari ou no CIA; de R$ 10 mil para as instaladas no Centro Industrial de Subaé; e de até R$ 5 mil para a dos demais distritos geridos pela Sudic.

Desde que saiu o decreto anterior, aumentando a taxa, no final de dezembro, a área de Relações Governamentais da FIEB questionou o aumento, levando em conta, principalmente, o percentual acima da inflação e o momento de crise da economia nacional.

– O governo teve sensibilidade para acolher nossa argumentação e reviu a taxa – afirmou o diretor executivo da FIEB, Vladson Menezes.

Desde que foi instituída, a cobrança foi bastante questionada pelo setor produtivo baiano, primeiro porque os valores inicialmente propostos eram considerados impagáveis e, depois dos ajustes, por representar um fator de custo extra que pode tornar o estado menos atrativo para investidores (tanto novos quanto os que já estão por aqui).

 

Comments Nenhum comentário »


Warning: readfile(../ga.txt): failed to open stream: No such file or directory in /home/correiodb/correio24horas.com.br/blogs/farol-economico/wp-content/themes/mandigo/footer.php on line 356