Costa do Sauipe (Foto: Arquivo CORREIO)

O prejuízo no complexo da Costa do Sauipe, no Litoral Norte da Bahia, deixou de ser novidade há algum tempo. No ano passado, o rombo foi de R$ 29,2 milhões e a empresa, controlada pela Previ, acumula um déficit de R$ 187,5 milhões, desde o início da operação. Apesar dos esforços internos, o complexo hoteleiro, assim como todo o turismo brasileiro, foi tragado pela crise no ano passado, reconhece o presidente da Sauipe SA, Guilherme Sidnei Martini, em carta aos acionistas. Segundo ele, o cenário político reduziu a demanda de viagens corporativas e praticamente congelou o setor de eventos. O desemprego alto e o crédito caro inibiram gastos dos consumidores. Isso sem contar o custo das passagens, que subiu, complementa.

Sauipe
Guilherme Sidnei Martini, destaca mudanças na operação de Sauipe, como o processo de reposicionamento de mercado, alteração no regime de hotéis, o que deu mais competitividade à empresa no segmento econômico, entre outras ações. Apesar de tudo isso, em 2016 a receita líquida de R$ 199 milhões representou um aumento de 4% comparado ao ano anterior, enquanto os custos e despesas combinados variaram 7%. O resultado foi um aumento no prejuízo, de R$ 23,2 milhões em 2015, para R$ 29,2 no ano passado. Segundo Martini, a taxa de ocupação média cresceu 1,5% e a receita média por apartamento disponível, 17,5%. “Acreditamos que 2017 será um ano com boas notícias vindo da economia do país, com a estabilização do real, diminuição do desemprego, da inflação e dos juros”, avalia.

Um brinde à Economia Verde
A fábrica de cervejas da Ambev em Camaçari comemorou o Dia Internacional da Reciclagem, na última quarta, em grande estilo. O nível de reciclagem ou reutilização de resíduos no local é de 99,56%. Ou seja, praticamente não produz lixo. Produtos como o bagaço de malte e levedura, por exemplo, são destinados à produção de ração animal. Rótulos de garrafas, papelões, metais e vidros são reciclados por cooperativas parceiras. Só no ano passado, iniciativa garantiu à empresa um incremento de receita de R$ 115,4 milhões. Esse valor aumentou 15% entre 2013 e 2016. “Com esta prática, comprovamos a nossa preocupação com a natureza. Utilizamos o princípio básico de reciclar ou reutilizar os subprodutos, com isso a gente evita uma superlotação dos aterros sanitários, reforçando assim a nossa responsabilidade com o planeta”, afirma Alessandra Reis, gerente de Meio Ambiente da Cervejaria da Ambev em Camaçari .

No horizonte

Viva a indústria. A FIEB vai comemorar na próxima quinta-feira o Dia da Indústria, a partir das 18 h. A programação inclui o lançamento do livro Indústria na Bahia, contando a história da economia baiana, divulgação da Agenda Legislativa e a inauguração da exposição Espaço da Indústria. Tudo isso na sede da Fieb, no Stiep.

Cimatec Industrial. Tudo pronto para o lançamento da pedra fundamental do Cimatec Industrial, em Camaçari. A data mais provável para o evento é o dia 9 de junho. O complexo, voltado para o desenvolvimento de pesquisa e inovação na indústria, será implantado no terreno que tinha sido doado anteriormente à montadora JAC Motors. Ah, saciando a curiosidade dos leitores: sim, a cápsula do tempo com o carro da JAC continua enterrada lá.

Plataforma aérea da AuraBrasil (Foto: Divulgação)

Comitê internacional. A AuraBrasil, uma das principais empresas de locação de plataformas aéreas do país, passa a integrar o Comitê da Federação Internacional de Plataformas Aéreas – International Powered Access Federation (Ipaf), ao lado de empresas como Mills, Rental Master e JLG. Como parte das responsabilidades, a empresa do Grupo LM vai trabalhar em conjunto com outras empresas em ações para promover a segurança na utilização dos equipamentos no país.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 22 DE MAIO DE 2017)

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Os aportes de recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) cresceram 13,9% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com informações do Ministério da Integração Nacional.

Foram investidos R$ 2 bilhões em recursos do FNE no período.

Nos segmentos urbanos, especialmente indústria, turismo, comércio, serviços e infraestrutura, a ampliação na região foi ainda maior, chegando a 49,6% – de R$ 746 milhões para R$ 1,1 bi.

– Os Fundos Constitucionais, em função de seus atrativos, vêm dando uma contribuição significativa na melhoria dos indicadores. Os números de 2017 mostram que há uma retomada da confiança do empresariado no crescimento da economia – afirma o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, em nota.

Nacionalmente, as linhas de financiamento administradas pela Integração Nacional cresceram 37,6%, totalizando R$ 5,28 bilhões em créditos aprovados para projetos privados nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.

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A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, e o Grupo GPA, maior empresa varejista do Brasil, vão reciclar 60 toneladas de plástico por ano para produzir as novas embalagens do tira-manchas Qualitá, marca exclusiva comercializada nas redes Extra e Pão de Açúcar de todo o país.
A parceria faz parte da plataforma Wecycle, criada pela petroquímica, para valorização de resíduos plásticos na cadeia produtiva e integra o programa de logística reversa do GPA, o Novo de Novo.

A iniciativa vai utilizar os materiais descartados nas Estações instaladas em hiper e supermercados do GPA (redes Extra e Pão de Açúcar), que são doados para cooperativas parcerias do Programa.

Depois de separado, o plástico é enviado a uma recicladora que fabrica a resina composta de 70% de material reciclado e 30% de polietileno virgem.

A resina é então vendida para o transformador de plástico, que irá produzir a embalagem do produto e realizar o envase.

Todo o volume de tira-manchas Qualitá vendido no Brasil – cerca de 10 mil potes por mês – terá embalagens fabricadas com a resina reciclada.

– A parceria é a concretização de nosso objetivo de desenvolver, em parceria com a cadeia, soluções customizadas para reciclagem e novas aplicações do plástico pós-consumo – diz Américo Bartilotti, diretor de Polietileno da Braskem.

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O brasileiro passa em média 153 dias trabalhando para pagar impostos. Isso nos coloca no mesmo patamar que países nórdicos, onde o cidadão recebe do Estado, saúde, educação, segurança e infraestrutura de qualidade. Ou seja, entrega ao governo parte de sua renda, mas sabe que não vai precisar se preocupar com as despesas mais básicas. Aqui não é assim. Entrega-se 33,4%, entre obrigações federais, estaduais e municipais, mas ainda é preciso gastar com saúde, educação, pedir a Deus para conseguir retornar aos nossos lares em segurança, além de penar com as péssimas condições de infraestrutura. Entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “Não acredito em uma redução na carga tributária, precisamos cobrar que o país gaste melhor”, avalia o especialista em Direito Tributário, Daniel Castillo, membro da Associação de Jovens Empreendedores (AJE), que promove entre 20 e 27 o Feirão do Imposto.

…e difícil de pagar
Como se fosse pouco, além de o brasileiro penar com uma carga de tributos em padrões nórdicos, o modelo ainda é injusto – incide sobre o consumo e pesa mais sobre quem ganha menos – e complexo. Difícil de entender e de pagar. No ano passado, os empreendedores do país gastaram 2,6 mil horas para ficar em dia com as obrigações fiscais. Neste caso, não há paralelo no mundo, afirma Daniel Castillo. Temos obrigações federais, estaduais e municipais. Cada um dos 5,2 mil municípios tem a sua regra para o ISS, cada uma das 27 unidades da Federação tem regras próprias para cobrança do ICMS. Se uma empresa opera em dois, precisa se adequar a cada um deles.

Feirão tem descontos de até 56%
O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 20, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.

No horizonte
Contra o mosquito. As inscrições para o Braskem Labs foram prorrogadas até o dia 24. Interessados em participar do programa de aceleração de empresas devem acessar o site www.braskemlabs.com. Serão selecionadas dez empresas com ideias inovadoras baseadas na química ou no plástico, e duas no combate ao Aedes Aegypti.

* A lista de serviços com descontos e as datas foram atualizadas pelos organizadores.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 15 DE MAIO)

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Em reunião nesta sexta-feira (12), a Diretoria Executiva da Codeba aprovou o repasse dos seus dividendos do exercício de 2016 aos acionistas, a União (majoritário) e o Governo da Bahia.
– Será efetuado o pagamento de R$ 5,2 milhões, que contribuirá para reduzir o déficit público e reforçar o caixa do governo – disse o presidente da Codeba, Pedro Dantas.

A Companhia encerrou o exercício com uma receita bruta de R$ 148,5 milhões, superando o recorde do ano anterior.

Deste total, R$ 131,7 milhões foram oriundos dos serviços de exploração, administração dos portos e das receitas de aplicações financeiras.

O restante, R$ 16,7 milhões, de arrendamentos e aluguéis de áreas.

O diretor Administrativo Financeiro, Erianísio Borges, explicou que os incentivos nas tarifas de armazenagem nos Portos de Salvador, Ilhéus e Aratu-Candeias, para atrair novas cargas em larga escala, os aluguéis e arrendamentos levaram a um crescimento da receita, gerando o lucro líquido de R$ 17,2 milhões, no exercício de 2016.

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Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Foto: Arquivo)

 

Considerada pelo setor varejista baiano a terceira data mais importante, o Dia das Mães está movimentando o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Salvador. Produtos eletrônicos e de informática, segmentos apontados entre os mais procurados para a ocasião têm chegado com mais frequência. Estes segmentos representam 5% das importações de janeiro a março e foram responsáveis por um incremento de 40% na movimentação, em comparação com os três meses do ano anterior. No trimestre, foram movimentados 539 contêineres, 153 a mais que o mesmo período de 2016. As três das principais importadoras de produtos de varejo no segmento registraram alta de 14% no primeiro trimestre, pelo Tecon, na comparação com o mesmo período do ano passado. As mamães merecem.

Vitrine para empresas
As secretarias de Desenvolvimento (SDE) e de Administração (Saeb) estão lançando uma Central de Negócios para facilitar a busca de fornecedores por empresas que estão em processo de implantação no estado. A custo “quase zero”, vão disponibilizar para quem está chegando o cadastro com os 25 mil fornecedores habilitados a participarem de licitações públicas no estado. Uma mão na roda para quem está chegando e conhece pouco, ou nada, o mercado, mas muito útil também para os fornecedores, que vão ganhar mais uma vitrine de negócios. O projeto deve ser publicado esta semana no Diário Oficial. “É mais uns instrumento para incentivar a instalação de novas empresas na Bahia, além de proporcionar a criação de um círculo virtuoso que movimenta a economia”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner.

Negócios em cena
O NordesteLab, do Laboratório Audiovisual, vem a Salvador entre os dias 31 de maio e 2 de junho, no no Goethe Institut/ICBA, com a oferta de master classes e rodadas de negócios. Segundo os organizadores do evento, o NordesteLab é o terceiro evento mais importante do país em negócios relacionados à produção de TV e cinema. No ano passado, o volume de negócios gerados no evento teve aumento de 40%, passando de R$ 2 milhões em 2015 para R$ 2,8 milhões no ano passado – com produções de todo o Nordeste, mas principalmente, baianas. Segundo estudos da Agência Nacional de Cinema (Ancine), as atividades econômicas do setor audiovisual injetaram R$ 24,5 bilhões na economia em 2014. As inscrições no NordesteLab devem ser realizadas até o dia 15 de maio, ou até o preenchimento das vagas, no site www.labaudiovisual.com.br.

No Horizonte

No crachá. Conformidade e transparência se tornaram tão importante para a Odebrecht pós-Lava Jato que os crachás dos funcionários agora trazem os uma a de dez passos contra a corrupção. “É algo que nós colaboradores passamos a colocar no peito”, diz um funcionário.

Passeando. O empresário Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors do Brasil, parece gostar de verdade da Bahia. Vez por outra é visto por aqui. Na última sexta-feira, participou de um almoço animado no Barbacoa. A prometida fábrica aqui na Bahia, que é bom, nada.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 08 DE MAIO DE 2017)

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As melhorias no ambiente macroeconômico neste início de 2017 foram insuficientes para alterar o cenário de sucessivas quedas no faturamento do comércio baiano. A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista na Bahia (PCCV), da Fecomércio-Ba, divulgada com exclusividade no Farol Econômico, mostra que o varejo baiano ainda vai demorar para refletir as quedas recentes na taxa básica de juros, da inflação, além dos aumentos na confiança dos consumidores e na atividade industrial. Em fevereiro, o faturamento do setor atingiu R$ 3,9 bilhões – o que representa uma queda em todas as bases de comparações apresentadas pela PCCV. Na comparação com o mesmo período em 2016, a retração foi de 14,3%. Em relação a janeiro de 2017, queda de 9,8% – isso mostra que a curva ainda é descendente. Com tudo isso, a redução acumulada no faturamento deste ano é de 13,5%, em relação ao primeiro bimestre do ano passado. As únicas atividades a apresentarem desempenhos positivos, foram as de Autopeças e acessórios e a de Farmácias e perfumarias, com altas de 7,3% e 2,9%, respectivamente. No polo contrário, as Concessionárias de veículos, com perdas de 23,2%, e as Lojas de departamentos, com menos 20,4%, foram as mais prejudicadas. “Já são três anos de queda das vendas no Varejo da Bahia, um resultado um pouco pior do que a média do Brasil, que também está vendo o consumo cair”, pontua o consultor econômico da Fecomércio-Ba, Fabio Pina. “Esses dados ensejam atenção ao desempenho futuro do varejo e parecem colocar um novo desafio de sobrevivência aos bravos empresários do Comércio no país e, em especial, na Bahia”, avalia.

Só na próxima década
Mesmo com um início de 2017 ruim, o assessor econômico da Fecomércio-Ba, Fabio Pina, avalia que ainda é cedo para cravar mais um ano de fiasco nas vendas do varejo brasileiro. O economista acredita que o ingresso dos recursos do FGTS no mercado, cujos efeitos devem ser percebidos nas próximas pesquisas trazem a “esperança de leve melhoria”. Mas, a princípio, só isso. “Após dois anos em que a queda de faturamento do varejo em todo o Brasil atingiu R$ 600 bilhões no período, não serão os recursos inativos do FGTS, cerca de R$ 45 bilhões, que vão fazer retomar a atividade aos patamares de 2013/2014”, pondera. Pina acredita que a recuperação será lenta e que, provavelmente, o país e a Bahia somente voltarão ao padrão de consumo de antes da crise na próxima década.

Até os óculos
Os últimos tempos foram tão difíceis que fizeram o consumidor abrir mão de investir até em artigos considerados indispensáveis, como os óculos. No último ano, o setor óptico baiano, que engloba todo o tipo de correção visual, faturou aproximadamente R$ 765 milhões, o que representou uma perda de 6,7% em relação ao ano de 2015. A queda foi idêntica à nacional, onde o faturamento foi de R$ 19,6 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abioptica). O presidente da entidade, Bento Alcoforado, conta que as dificuldades no setor se iniciaram em 2014. “Até 2013, crescíamos a dois dígitos”, lembra. Segundo ele, o segmento tinha uma média de expansão de 18% ao ano. Com a crise, veio a falta de confiança e a retração de investimentos. O consumo se retraiu. “Quem usa óculos acha que pode segurar mais um tempo o velho. E quem não usa, às vezes nem sabe que precisa”, analisa. A boa notícia é que o cenário já está mudando, comemora Bento. Desde o final de 2016, o faturamento vem se recuperando. Entre os dias 24 e 27, o setor realiza a feira ExpoAbioptica, em São Paulo, que apresenta as principais novidades do setor. E a esperança de Bento é que o evento marque definitivamente o retorno dos óculos e lentes para as listas de compras.

No Horizonte

Virando a página. Após os acordos de leniência no Brasil, EUA e Suíça, e a implantação de um programa de combate à corrupção em qualquer de suas formas, a Odebrecht está concentrada no retorno às suas atividades normais, como acesso a crédito, credenciamento para participação em novas concorrências e possibilidade de oferta de empregos. O grupo continua avançando positivamente na reestruturação de seus negócios. A hora é de virar a página.

Líquido precioso. A Ambev, dona de marcas como Skol, Stella Artois, Budweiser e Guaraná Antarctica, reduziu em 43% o consumo de água na produção de bebidas em 14 anos. A empresa bateu em 2015 a meta global para 2017, de usar no máximo 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasado. No último ano, a cervejaria chegou a 3,04 litros. A redução, em comparação a 2015, foi de 4,1%. A evolução se dá com o trabalho em diversas frentes, com treinamentos dos funcionários, campanhas internas de conscientização, utilização dos melhores equipamentos e tecnologias disponíveis, padronização de processos, ações de reaproveitamento de água e estabelecimento de metas individuais e coletivas.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 1º DE MAIO DE 2017)

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Dois leilões, quem nem estão diretamente relacionados à produção de energia, serão decisivos para determinar o futuro das matrizes renováveis no Brasil. O primeiro é o Leilão de transmissão, que acontece hoje na BM&FBovespa, a partir das 8h. E o segundo, ainda sem data marcada, é o de descontratação, autorizado no fim de março e ainda sem data para acontecer. Hoje, no leilão de linhas, o governo tem a oportunidade de confirmar o sucesso do novo modelo, mais atrativo para os investidores, acredita o diretor da Maron Consultoria, Ney Maron, ex-Renova Energia. “Calcula-se uma atratividade financeira entre 15% e 20% maior que antes”, diz Maron. O resultado, destaca, é que foram oferecidas garantias para 35 lotes – o que significa que há interesse em todos eles. Já o leilão de descontratação é importante por ajustar a oferta de energia no futuro à demanda, explica o diretor da Eolus, Rafael Valverde. “O mercado não cresceu como se esperava”, explica. Segundo ele, com a descontratação, ganham o governo e empresas produtoras de energia, mas é preciso olhar para os fabricantes de equipamentos para energia solar e eólica: “Eles investiram no Brasil com base em uma demanda que pode não se confirmar”.

 


Mercado começa a acelerar
Suavemente, o mercado automotivo começa a dar os primeiros sinais de recuperação após um longo período de sucessivas quedas, que fizeram os números retrocederem aos patamares de 2007. Ainda distante dos números que impulsionaram a ampliação do parque industrial no pais, o setor, pelo menos voltou a comemorar resultados positivos. O mais recente, divulgado pela B3, empresa resultante da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip, mostra que o volume de financiamentos de veículos leves no primeiro trimestre deste ano cresceu 5,2% aqui na Bahia, em linha com o movimento verificado no mercado nacional. Em março, o aumento foi de 8,1%, na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 26,9% na comparação com fevereiro. Foram vendidas 12,9 mil unidades no mês e 35,2 mil em todo o primeiro trimestre. Ou seja, o mercado está acelerando.

NÚMEROS
46 Mil foi o total de veículos, inclusive pesados, vendidos na Bahia

22,5% das vendas a crédito na região Nordeste foram feitas na Bahia

Jazz na Graça
O Grupo Civil e a Barcino Esteve Construtora e Incorporadora, empresas com mais de 55 anos de atuação, vão lançar em conjunto o residencial Jazz, na Avenida Princesa Isabel, reunindo o melhor da Graça e da Barra. O empreendimento, com volume geral de vendas (VGV) estimado em R$ 30 milhões, será construído no terreno da tradicional sapataria Waldemar Calçados, seguindo o conceito de Boutique. O nome do empreendimento é uma homenagem ao ritmo musical norte-americano, que está completando 100 anos este ano. O edifício terá 16 pavimentos e 64 unidades. O projeto arquitetônico é assinado por Antonio Caramelo.

No horizonte

Lei da Terceirização. O empresariado baiano terá a oportunidade de discutir os impactos da nova Lei da Terceirização hoje, durante um encontro organizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), em mais uma edição do Almoço Gourmet. Os advogados Bernardo Chezzi e Rodrigo Scorza, ambos da Chezzi Law Firm, apresentam as mudanças trazidas pela lei, abordando conceitos relevantes sobre o tema, analisando ainda a terceirização como ferramenta do Planejamento Empresarial. O evento será no Restaurante Coco Bambu Bahia. Inscrições pelo telefone (71) 99289-3452 ou no e-mail: marcelo.saar@ibefbahia.org.br.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 24 DE ABRIL DE 2017)

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O revolucionário projeto Amazon, que viabilizou a implantação do Complexo Ford em Camaçari, no ano de 2001, vem enfrentando dificuldades que mostram os desafios enfrentados pela Indústria de modo geral na Bahia. A vinda da primeira grande montadora para a região Nordeste do Brasil foi viabilizada por uma série de incentivos e um modelo arrojado de Just In Time – que prevê a produção de maneira integrada para a redução de custos operacionais. Para isso, os principais fornecedores da montadora trabalham sob o mesmo teto e fornecem as peças diretamente na linha de montagem. Quando iniciou a operação, a Ford tinha 30 fornecedores sistemistas operando dentro de seu complexo. Hoje o número é de apenas 20 e a expectativa é de que mais dois deixem a linha de produção em Camaçari ainda este ano, de acordo com informações do setor. A explicação para o movimento está nas contas. Como operam dentro da fábrica, no decorrer dos anos, os trabalhadores das sistemistas pleitearam e conseguiram a equiparação salarial em relação aos funcionários da própria Ford. A mão de obra da montadora, por outro lado, lutou pela equiparação em relação aos salários pagos no Sudeste. E o resultado final é que os fornecedores da Ford que operam dentro do complexo trabalham com um custo até 40% maior que o de outras empresas do setor, segundo se diz reservadamente. Em muitos casos, tem saído mais em conta para a montadora encomendar as peças de outros estados. E o problema fica para a Bahia, que perde empregos qualificados e renda.

Missão México
O estafe da Salvador Destination está indo ao México nos próximos dias tentar trazer para Salvador um evento internacional inédito no Brasil, previsto para acontecer em 2019. Com dificuldades para captar grandes convenções e feiras, sem o Centro de Convenções, a entidade tem apostado em eventos de pequeno e médio porte. Para os próximos três anos, a Salvador Destination garimpou 90 possíveis eventos. A entidade estima que o turismo na capital baiana perde RS 200 milhões por ano sem o Centro de Convenções.

“Centro de Convenções, que é bom, só no gerúndio. ‘Conversando’, ‘estudando’, ‘pensando’ e ‘analisando’. Ação efetiva, nada”
Sílvio Pessoa, Presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBha)

Gourmetização em alta
A gourmetização chegou com tudo à maior hamburgueria do mundo. A linha Signature do McDonalds, que está atualmente em sua quarta etapa, vem rendendo bons resultados aqui no Brasil, diz o diretor de comunicação da Arcos Dourados no Brasil, David Grinberg. “Essa não é uma linha projetada para vender muito, mas posso dizer que no ano passado nós vendemos mais hambúrgueres gourmets que todas as outras hamburguerias do Brasil juntas”, conta. A explicação para o volume é simple, diz ele: “Nossos atendemos por dia mais de 2 milhões de pessoas. Qualquer produto que vendamos, por menor que seja a participação em relação ao todo, acaba sendo significativo”.

Crise no retrovisor
Assim como todo o segmento de alimentação fora de casa, o McDonalds teve que se estruturar para superar os desafios trazidos pela crise econômica. Segundo o diretor de comunicação da Arcos Dourados no Brasil, David Grinberg, a empresa precisou se adequar para mudanças no perfil de consumo das pessoas. “Com o dinheiro mais curto, a população passou a fazer mais contas e a gastar só no que consideravam indispensável. No nosso caso, notamos uma mudança no comportamento de vendas. Quem antes comprava combo e sobremesa, passou a comprar só o combo”, lembra. A boa notícia, diz ele, é que este ano a empresa já percebe uma retomada.

No horizonte

Solução encaminhada. A tensão criada em torno de mudanças na direção do Sebrae-Ba foi dissipada, pelo que dizem envolvidos no processo. Nos próximos dias, o substituto de Lauro Ramos deve ser anunciado. Tudo na mais perfeita paz.

Mercado feminino. O Mundo Verde está comemorando 20 anos na Bahia com novidade para as mulheres. A rede de produtos naturais com 390 lojas no Brasil está investindo R$ 1 milhão no lançamento da linha Elixir, focada no público feminino.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 17 DE ABRIL DE 2017)

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Puxadas pela alta de preços das commodities, pelo incremento do volume embarcado e pela baixa base de comparação, as exportações baianas cresceram 15,1% em março, na comparação com o mesmo mês em 2016.

No primeiro trimestre, as exportações atingiram US$ 1,68 bilhão, ficando 7,7% acima de igual período de 2016, de acordo com informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

A alta das exportações em março foi impulsionada pela elevação nos preços do petróleo, o que valorizou em 257% as vendas de derivados do produto produzidos no estado e evelou as vendas do segmento em 104,5%.

Este fator também influenciou o aumento das receitas com as exportações de produtos químico e petroquímicos, que subiram 82%, alcançando US$ 148,8 milhões e a liderança da pauta no mês.

Contribuíram ainda para o bom desempenho das exportações o aumento das vendas do setor automotivo em 146,4%, principalmente para a Argentina, Chile e Colômbia, reflexo da baixa base de comparação e da recuperação da economia argentina; além do início dos embarques da safra de soja, que com preços médios 17,8% maiores que em março do ano passado, tendem a recompor as perdas do ciclo anterior, incrementando os embarques – as vendas do produto atingiram US$ 90 milhões em março, 66% acima de igual período do ano anterior.

As importações alcançaram US$ 676 milhões em março, 55,8% maiores que em março do ano passado. Foram decisivos para a alta, a reposição de intermediários pela indústria, o câmbio mais favorável para as importações e principalmente a baixa base de comparação.

A recuperação das importações no trimestre ocorre sobretudo na área de insumos para indústria química e metalúrgica, na área de fertilizantes e no setor de combustíveis. As compras bens de capital permanecem em crescimento (6% no mês e 14,4% no trimestre), incrementadas pela indústria eólica e de transporte de uso industrial.

No primeiro trimestre, a quantidade importada cresceu 69,6% em relação a igual período do ano anterior. Para as indústrias que têm fatias altas de insumos importados ou com preços ligados à variação do dólar, a valorização do real frente à moeda americana vem contribuindo para reduzir a pressão no custo de produção e inclusive, recompor margem nas operações com exportação.

Mesmo com a melhoria no cenário, a Bahia fecha o trimeste com um déficit de US$ 285,9 milhões em sua balança comercial, como resultado do crescimento maior das importações no período.

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