Nos últimos dois anos, o número de estabelecimentos com características turísticas na Bahia foi reduzido em impressionantes 58%, de acordo com levantamento da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha), com base em dados oficiais da Junta Comercial da Bahia (Juceb). De acordo com o levantamento, no primeiro semestre de 2015 a Bahia possuía quase 59 mil estabelecimetos do tipo. Em Janeiro deste ano, o número era inferior a 26 mil. Entram na conta tanto empresas diretamente ligadas à atividade – como aqueles voltados à hospedagem (hotéis e apart-hotéis), agências de viagens e operadores turísticos – e outros serviços que se beneficiam do fluxo de visitantes, como restaurantes e bares, por exemplo. O movimento se repetiu em Salvador, principal polo turístico da Bahia, onde o número de estabelecimentos caiu de pouco mais de 18 mil para aproximadamente 7 mil.

Como entender a crise?
As explicações para uma retração desta natureza em uma atividade tão importante economicamente vão de causas mais gerais a problemas bastante específicos da Bahia. Para começo de conversa, recentemente o Brasil simplificou o processo de fechamento de empresas, de modo geral, o que deve explicar boa parte da retração. Mas vamos ao turismo. No geral, a maneira como as pessoas viajam, a trabalho ou a lazer, está mudando em todo o mundo. Isso passa por novas opções para compras de passagens, de hospedagem e até pelo incremento de novas opções de hospedagens – o que impacta em negócios “tradicionais”, digamos assim.

Problemas específicos
Some-se à conjuntura geral do turismo o fechamento do Centro de Convenções da Bahia (CCB) e a ausência de uma estratégia efetiva de campanhas promocionais do estado como destino turístico – como exemplo, vamos lembrar que a divulgação do Verão saiu perto do Carnaval este ano. Aqui pra nós, é preciso ter muita coragem para investir diante de variáveis assim: um equipamento âncora para a atividade fechado – e sem perspectiva de reabertura, ou um prazo para construção de um novo – e a falta de divulgação do destino. Pesquisas da Febha indicam que a hotelaria, termômetro do turismo, opera com ociosidade média de 57% na capital. “Nós temos uma atividade que emprega muita gente e gera muita arrecadação para o estado. Está na hora de se fazer uma avaliação e decidir se a Bahia está disposta a abrir mão disso”, ressalta o presidente da Febha, Silvio Pessoa.

A invasão digital
O presidente da Febha, Silvio Pessoa, lembra ainda o desafio que ferramentas como o Airbnb, Homeway e Windu acrescentam ao mercado turístico. “Essas empresas juntas empregam menos de 3 mil pessoas no mundo e respondem por 10% do mercado global de hospedagem”, afirma. Para o empresário o grande problema é que as ferramentas representariam uma concorrência desleal para o setor: “Não pagam impostos e tiram do negócio quem gera emprego e renda”, reclama. Dados da hotelaria nacional, por outro lado, indicam que o faturamento do setor é taxado em quase 40%.

Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Foto: Arquivo)

Tecon amplia exportação de frutas
O Terminal de Contêineres do Porto de Salvador, operado pela Wilson Sons, apresentou crescimento recorde de 112% nas exportações de uva e manga no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho foram movimentados 536 contêineres. Os principais destinos das frutas produzidas no Vale do São Francisco são Estados Unidos e Europa. “O Tecon Salvador se consolidou como primeira opção para os produtores dessa região. Ao longo do ano, nós nos reunimos com eles para mapear necessidades e buscar soluções. Hoje conseguimos, por exemplo, antecipar a chegada das frutas ao destino, garantindo que o produto ganhe mais tempo de prateleira”, ressalta Patrícia Iglesias, diretora comercial do terminal. Uma iniciativa nesse sentido foi o Workshop do Packing ao Porto, realizado em junho, em Petrolina (PE), para os produtores do Vale do São Francisco. O evento reuniu 60 pessoas e o objetivo foi esclarecer todos os pontos do transporte da fruta, da fazenda ao embarque no navio.

Cabotagem
Outro destaque do terminal foi a cabotagem, que teve alta de 18% no primeiro semestre, em relação ao igual período de 2016. Junho também registrou o segundo melhor resultado do ano. Foram movimentados 5,3 mil TEUs no período, o que representou um crescimento de 22,3%,em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre as principais cargas movimentadas estão varejo (+49%), químicos e petroquímicos (+16%) e arroz (+13%).

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 24 DE JULHO DE 2017)

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Usuários reclamam da falta de estrutura no aeroporto de Salvador (Foto: Arisson Marinho)

O movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador no último mês de maio confirmou um triste aviso que vinha sendo dado por representantes do turismo baiano há algum tempo: a capital baiana perdeu a liderança no movimento de passageiros na região Nordeste para Recife. Por aqui, chegaram ou partiram pouco mais de 566 mil passageiros no período, enquanto a capital pernambucana registrou movimento superior a 583 mil pessoas. De um ano para o outro, a movimentação por aqui até cresceu, porém numa proporção menor que a dos vizinhos. Aqui a alta foi de 4%, enquanto os pernambucanos conseguiram um crescimento quase três vezes maior, de 11,5%.

A explicação
Quem conhece o setor diz que a conquista do hub da Azul Linhas Aéreas por Pernambuco, o ano passado, teve um papel fundamental no cenário que começa a se desenhar agora. Enquanto Salvador manteve-se estável no número de pousos e decolagens, com uma leve queda em relação ao ano passado, Recife obteve alta de 6%, passando de 5,5 mil operações em maio de 2016 para 6 mil no mesmo mês de 2017. Na comparação entre os cinco primeiros meses deste ano, a Bahia continua tendo o aeroporto mais importante do Nordeste, mas os números oficiais mostram que Pernambuco ganha espaço em alta velocidade.

Vinci se prepara para assumir operação
A Vinci Airports, empresa que ganhou a concessão para operar o Aeroporto Internacional de Salvador e assume a gestão do local em breve, alcançou significativos aumentos na movimentação de passageiros em locais que já são operados por ela no segundo trimestre deste ano. Ao todo, 37,4 milhões de pessoas utilizaram terminais operados pela Vinci no período, o que representa um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O maior crescimento foi registrado em aeroportos operados pela empresa em Portugal e Camboja, onde as altas foram de 20,6% e 30,5%, respectivamente. Mas a empresa também obteve resultados positivos no Japão (8,4%) e na França, com destaque para Lyon (5,9%) e Nantes (13,8%). A boa notícia para baianos e turistas é que a Vinci pretende apostar alto em Salvador, considerando um elevado potencial de crescimento no movimento de passageiros do aeroporto. Já passou da hora de contarmos com um aeroporto à altura da economia baiana.

Finanças
A Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP) e a Kantar IBOPE Media fizeram uma pesquisa sobre as finanças de moradores da Região Metropolitana de Salvador.

Equilíbrio
Grande parte da população da RMS se disse com as contas mais equilibradas agora do que no ano passado. Dos entrevistados, 70,2% afirmaram não gostar de ter dívidas e 67,1% afirmam gastar, atualmente, com mais cautela.

Economizar
Mais da metade das pessoas consultadas, 55,2%, concordam com a frase “eu gostaria de economizar dinheiro, mas acho difícil”; 87,4% afirmaram possuir cartão de algum banco e 61,4% têm cartão de crédito, com um gasto médio de R$ 530,00 por mês, diz a pesquisa.

No horizonte

Melhor que o esperado. O Expotech – evento que vai apresentar tecnologias, soluções e tendências para as indústrias dos segmentos de saneantes e cosméticos – surpreendeu de forma positiva os organizadores. Mais de 80 empresas de cosméticos e perfumaria e outras 150 de produtos de limpeza confirmaram presença hoje e amanhã, na Fieb.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 14 DE JULHO DE 2017)

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Restaurante do Sesc funciona no Shopping Rio-Mar, em Recife, administrado pelo Grupo JCPM (Foto: Divulgação)

De um lado um projeto do Salvador Shopping, em parceria com o Sesc-Ba, que promete oferecer aos comerciários do centro de compras alimentos de qualidade a preços acessíveis, além de um espaço de convivência. Do outro, os lojistas da praça de alimentação, representados pela Abrasel-Ba, entidade que representa bares e restaurantes – que temem a perda de vendas no Salvador Shooping por conta da iniciativa. No meio disso tudo, trabalhadores que hoje precisam optar por levar quentinhas para o trabalho, consumir os produtos do mercado informal, ou complementar os tickets em torno de R$ 9,40 que recebem para comer na praça de alimentação, onde o gasto médio é de R$ 40, segundo a administração do Salvador Shopping.

Em Recife, o Restaurante do Sesc, no Shopping Rio-Mar, do Grupo JCPM, fornece 1,4 mil refeições por dia (Foto: Divulgação)

O projeto
Com um investimento total estimado em R$ 7 milhões, o Restaurante do Sesc no Salvador Shopping vai oferecer aos comerciários do local uma área de 1,5 mil metros quadrados, entre a área de alimentação e convivência, com todo o conforto que turma merece. Inicialmente, devem ser oferecidas 1,5 mil refeições por dia, entre almoço e janta, mas a capacidade do empreendimento é para até 3,5 mil refeições. Tudo com acompanhamento nutricional. O Grupo JCPM, que administra o shopping, convidou um grupo de jornalistas na última semana para conhecer uma unidade semelhante do restaurante no Shopping Rio-Mar, em Recife, em funcionamento há quatro anos. A praça de alimentação lá vive lotada.

Problema conceitual, diz a Abrasel
Os empresários que operam estabelecimentos na praça de alimentação no Salvador Shopping se queixam que o restaurante vai representar uma concorrência desleal para eles, ainda que o espaço atenda exclusivamente para os comerciários do centro de compras. “A grande discussão é conceitual”, diz o presidente-executivo da Abrasel-Ba, Luiz Henrique Amaral. A entidade que ele representa conseguiu uma liminar contra o projeto. Segundo Amaral, o restaurante vai utilizar subsídios do Salvador e do Sesc para fragilizar os comerciantes da praça de alimentação. Ele diz não conseguir entender por que o restaurante não está sendo montado na Casa do Comércio, “a 100 metros do Shopping”, ou por que não se combina o subsídio que será dado ao restaurante para os restaurantes do local. “Se os empresários do shopping tivessem os subsídios que serão dados para o restaurante, seria possível fornecer a alimentação pelo preço que será cobrada lá”, pondera.

Não é bem assim…
O diretor regional do Grupo JCPM, Fernando Rocha, explica que a intenção do Restaurante do Sesc é apenas de dar conforto e garantir a segurança alimentar dos trabalhadores no local. Segundo ele, o público que será atendido no espaço não tem condições de utilizar regularmente a praça de alimentação. “Nós sabemos que o ticket médio na praça de alimentação do shopping é de R$ 40. Quem recebe R$ 9,40 de ticket não tem condições de comer todos os dias na praça de alimentação”, argumenta. O vice-presidente da Fecomércio-Ba, Kelsor Fernandes, lembra que o acesso ao restaurante será exlcusivo aos trabalhadores do shopping. “A preocupação é exclusivamente com o bem estar dos comerciários. O Sesc jamais agiria para prejudicar o empresário”, garante.

Surpresa
Em um bate-papo informal com o grupo de jornalistas, o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, contou que a ideia dos restaurantes para os lojistas dos shoppings nasceu quando ele constatou que a turma ficava perambulando pelo estacionamento do shopping na hora do almoço, sem um local apropriado para se alimentarem. Ele também registrou a surpresa diante da reação dos empresários baianos. Em Recife e Fortaleza, a turma bateu palmas, lembrou. Aqui, não.

No horizonte

Terminal de Passageiros. Foi assinado no último dia 4, o contrato de arrendamento do Terminal Marítimo do Porto de Salvador, que garante ao Consórcio Novo Terminal Marítimo de Salvador (Contermas) a gestão do espaço pelos próximos 25 anos. O grupo venceu a licitação, com outorga de R$ 8,5 milhões.O Terminal Marítimo do Porto de Salvador foi construído com recursos federais, em um investimento de aproximadamente R$ 40 milhões. Além da estrutura moderna para embarque e desembarque de passageiros em trânsito nos cruzeiros, o espaço de 8 mil metros quadrados (área construída) é utilizado ainda como local de eventos culturais, musicais, feiras, dentre outros.

Saneantes & Cosméticos. Tendências de mercado, novas tecnologias e lançamentos dos setores de saneantes e cosméticos serão apresentados no ExpoTech Saneantes & Cosméticos, evento promovido pelo Sindisabões – BA e o Sindcosmetic-BA. O evento deve reunir mais de 230 empresas dos dois segmentos, na Fieb, nos dias 17 e 18 de julho. O ExpoTech Saneantes & Cosméticos conta com apoio da FIEB, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Banco do Nordeste.

Refis em Camaçari. Os contribuintes de Camaçari já podem negociar com a Prefeitura o parcelamento de suas dívidas em até 40 meses, com descontos de juros e multas. O Refis do município foi sancionado pelo prefeito Antonio Elinaldo. Com o programa, o Município espera arrecadar cerca de R$ 50 milhões. Poderão requerer o benefício pessoas físicas e jurídicas que tiverem débitos inscritos ou não em Dívida Ativa. Os interessados podem aderir ao Refis pelo site da Secretaria da Fazenda de Camaçari  encaminhado requerimento à Sefaz a partir do mês de agosto próximo até o dia 30 de outubro.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 10 DE JULHO DE 2017)

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Além da seca que dizimou a produção de cana na região Nordeste, os produtores de álcool etílico no Brasil vem sofrendo com a forte concorrência do produto fabricado nos Estados Unidos, à base de milho. No primeiro trimestre deste ano, as importações do produto tiveram incremento de quase seis vezes, alcançado os 721 mil metros cúbicos, com base em dados oficiais. O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado da Bahia (Sindaçúcar-BA) diz que o cenário é bastante prejudicial para a indústria nacional e defende a retomada de um imposto de importação para o produto. A tributação que existia foi retirada em 2010, quanto o governo brasileiro brigava pela liberalização do comércio de etanol, pressionando os EUA a removerem suas tarifas de importação – estratégia que aparentemente não resultou em conquistas para as empresas brasileiras do setor.

Concorrente subsidiado
O presidente do Sindaçúcar-BA, Luiz Carlos Queiroga, diz que o atual cenário gera prejuízo aos produtores locais. “Não há como competir com os preços praticados pelos EUA, que têm excedente de etanol de milho e ainda recebem subsídio do governo americano”, explica. Para enfrentar a situação, o Ministério da Agricultura recomendou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) que o Brasil adote um imposto de importação para o etanol. A medida atende a um pedido de usinas brasileiras. Atualmente, 99,71% do etanol importando pelo Brasil vêm dos Estados Unidos. Os produtores lembram ainda que a defesa do etanol nacional é importante para ajudar o Brasil a alcançar os compromissos ambientais assumidos no acordo de Paris. Uma coisa que é difícil de entender é como o país do Proálcool e seus carros flex conseguiu esfacelar uma cadeia produtiva tão promissora.

106 mil metros cúbicos foram produzidos pela Bahia no ano passado

52 % foi a queda na produção, na comparação entre 2015 e 2016

 

Simon Wallace e Mike Petersen durante visita à Fazenda Leite Verde (Foto: Divulgação)

In loco
O enviado Especial para Assuntos de Comércio em Agricultura, Mike Petersen, esteve na Bahia no final de maio para conhecer a Fazenda Leite Verde, em Jaborandi, no Oeste da Bahia, onde é produzido o Leitíssimo. Petersen e Simon Wallace, da Leite Verde, concederam uma entrevista exclusiva para o Farol Econômico sobre a aplicação do método de produção neozelandês no Brasil e o mercado brasileiro de leite. Leia aqui.

Senac no interior
Na próxima quarta-feira, o presidente da Fecomércio-Ba, Carlos Andrade, inaugura a o Núcleo de Educação Profissional em Barreiras. O espaço tem capacidade para 2 mil alunos por ano e terá foco em Gestão e Negócios, Tecnologia Educacional, Idiomas e Informática. Esta é a terceira inauguração do Senac no interior este ano – as primeiras foram em Santo Amaro e Alagoinhas. Ainda está prevista uma inauguração em Ilheus.

No horizonte

Empreendedorismo. A Semana Global de Empreendedorismo acontece este ano na Casa do Comércio, entre 6 e 11 de novembro. O evento tem inscrições gratuitas e é realizado pela a Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (Aje Bahia) e Federação das Empresas Juniores do Estado da Bahia (UNIJr-BA), em parceria com o Sebrae e apoio da Rede Bahia.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 03 DE JULHO DE 2017)

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Trabalho de ordenha na Fazenda Leite Verde (Foto: Divulgação)

Trabalho de ordenha na Fazenda Leite Verde (Foto: Divulgação)

O enviado Especial para Assuntos de Comércio em Agricultura da Neozelândia, Mike Petersen, esteve na Bahia no final de maio para conhecer a Fazenda Leite Verde, em Jaborandi, no Oeste da Bahia, onde é produzido o Leitíssimo. Petersen e Simon Wallace, da Leitíssimo, concederam uma entrevista exclusiva para o Farol Econômico sobre o método de produção neozelandês e o mercado brasileiro. Considerado o melhor país do mundo para se fazer negócios, a Nova Zelândia é hoje o maior exportador mundial de laticínios e carne ovina, além de importante provedor de carne bovina, lã, kiwi, maçãs e frutos do mar. A nação de 4,7 milhões de habitantes alimenta mais de 40 milhões de pessoas, em 100 países.

Simon Wallace e Mike Petersen durante visita à Fazenda Leite Verde (Foto: Divulgação)

O que explica o sucesso das tecnologias de produção de leite neozelandesas no Brasil?
MIKE PETERSEN – As tecnologias neozelandesas são desenvolvidas para facilitar a vida do produtor rural, primando por simplificar processos e otimizar os recursos da propriedade. No caso das cercas elétricas, por exemplo, elas possibilitam ao produtor rotacionar os pastos de maneira simples, e de forma que seja otimizada tanto a área como as próprias pastagens. Há muitas tecnologias ligadas à automação. Apesar de ainda ser pouco utilizado no Brasil, o sistema de ordenha rotatório permite que uma pessoa ordenhe 400 animais no período de 1 hora. Isso para o dia-a-dia do campo significa muito.

Só para comparação, em um sistema linear, que é o popular no Brasil, pode-se dizer que esse mesmo número de animais necessitaria de pelo menos o dobro ou triplo de tempo, e de 03 a 04 pessoas trabalhando. Assim, as vantagens das tecnologias neozelandesas em termos de ganho de eficiência e otimização de recursos explicam seu crescente sucesso no Brasil.

Quais são as semelhanças e as diferenças entre as técnicas utilizadas no Brasil e na Nova Zelândia?
MIKE PETERSEN – A principal diferença entre a Nova Zelândia e o Brasil é, sem dúvida o clima. Assim, as técnicas vão divergir em relação a esse tema. As pastagens, por exemplo, são de natureza diferente. Na Nova Zelândia se utilizam espécies adaptadas ao clima temperado, enquanto no Brasil o foco maior são nas forrageiras tropicais, e isso levará a diferentes manejos dos pastos. No entanto, há no Brasil muitas áreas de clima sub-tropical onde as pastagens temperadas se desenvolvem muito bem, e até exemplos como o da Leite Verde, que plantam em determinados período do ano as gramas temperadas, e que obtém excelentes índices de produção.

Outra diferença importante entre os modelos de produção nos dois países são os tamanhos de rebanho em uma mesma área de terra. Em geral, na Nova Zelândia os rebanhos têm mais de 300 vacas em lactação, enquanto no Brasil uma grande maioria de propriedades ainda têm poucos animais e baixos índices de produção por área.

Entendemos que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer na busca de fazendas mais eficientes em termos de produção por área. Isso tem muita relação com a melhoria dos sistemas de pastagens e também com o investimento de genética dos animais, para que melhor possam aproveitar os alimentos ingeridos, além de outras características.

E em relação ao ambiente de negócios, quais seriam as semelhanças e as diferenças?
MIKE PETERSEN – Na Nova Zelândia é muito simples se fazer negócios, tanto para as empresas como para os produtores, e os sistemas de pagamento são bastante claros. Como a maioria das empresas lácteas são cooperativas, em geral o sistema de pagamento ao produtor é bastante transparente. Além disso, os produtores são pagos pelos sólidos totais no leite, em função de a Nova Zelândia ser um exportador nato de produtos lácteos. Isso estimula que o produtor trabalhe dentro de um mesmo objetivo da indústria.

No Brasil, as empresas pagam por litro de leite produzido e por sólidos, o que acaba gerando uma certa inconsistência de mercado, porque o produtor não tem um direcionamento do que focar em termos de estratégia da propriedade. Esse é um trabalho que as empresas de lácteos devem definir melhor, até para poder direcionar melhor o que querem de seus produtores e alcançarem maior fidelização e também remunerarem melhor os produtores.

O setor de leite no Brasil ainda tem o foco de subsistência e assistencialismo, muito diferente de outros setores do agronegócio. Mesmo para que os pequenos produtores possam se tecnificar e melhorar sua condição enquanto produtor e preciso buscar a profissionalização do setor e da cadeia como um todo, e para isso e importante a atuação em conjunto e alinhada de todos os elos da cadeia de produção, incluindo aí as empresas de laticínio, os governos, as empresas de consultoria e de equipamento e os próprios produtores.

Fale um pouco sobre a Fazenda Leite Verde e o projeto do Leitíssimo.
SIMON WALLACE – É um investimento que resulta no primeiro leite UHT de qualidade premium para o cliente. A produção é baseada no conceito de “leite feito com grama” e o processo é controlado pela Leitíssimo do pasto até o copo. Em cada fase, a qualidade é preservada. O investimento foi feito para aproveitar esta oportunidade no mercado. Importantes fatores contribuíram, como o clima, a genética, o processamento inovador e as pessoas. Concentrar-se em todos esses fatores diferencia o Leitíssimo.

Como a tecnologia neozelandeza ajudou no desenvolvimento da Leite Verde?
SIMON WALLACE – A tecnologia da Nova Zelândia, o equipamento de ordenha, a genética e a tecnologia de processamento representaram importantes contribuições. No entanto, tão importante quanto, foi a adaptação para que a tecnologia funcione em um ambiente tropical. O conhecimento dos brasileiros e suas contribuições foram bastante utilizados.

Existem outros projetos na Bahia ou no restante do Brasil implantados ou em implantação que utilizem a mesma tecnologia?
MIKE PETERSEN – Sim, em Goiás, a Kiwi Pecuaria, adota sistema de produção de leite semelhante ao existente na Nova Zelândia. Além desse, existem projetos que adotam o sistema neozelandês de produção em pastagens pelo Brasil, em especial fruto do trabalho de técnicos que tiveram experiência prévia na Nova Zelândia. Há exemplos no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

A região Oeste da Bahia, onde se localiza a Leite Verde, notabiliza-se pela disponibilidade de grandes extensões de terra para o agronegócio, com grande produção de grãos. O que falta para que esta região se transforme em uma grande produtora de laticínios?
MIKE PETERSEN –  É importante ter em mente que essa é uma região distante dos grandes centros de consumo, e isso dificulta a logística do produto, já que o leite é perecível. O caso da Leite Verde é diferente pois há o processamento do leite dentro da Fazenda. Assim, para a região se tornar uma grande produtora de laticínios seria necessário a organização de uma cadeia completa de produção, o que incluiria a existência de uma indústria que coletasse e processasse o leite produzido.

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As compras online estão se tornando cada vez mais relevantes para o varejo brasileiro. Hoje, 55% do consumidores no país afirmam utilizar o computador, tablet ou smartphone pelo menos uma vez por mês para fazer aquisições. Os dados são do Total Retail 2017, levantamento anual da PwC sobre os hábitos de compra no varejo virtual e físico. O canal usado para as compras que apresentou maior crescimento foi o smartphone, que era usado em 15% das operações e agora responde por 31%. Entre os produtos que os consumidores brasileiros preferem adquirir online estão livros, músicas, videogames e eletrônicos.
Novos tempos
Quase dois terço dos consumidores dizem utilizar o mundo virtual para fazer comparações de preços em diferentes varejistas, a fim de encontrar os menores preços e economizar. Ou seja, em muitos casos, mesmo quando a compra é feita em uma loja física, o processo depende de uma boa vitrine digital. A pesquisa ouviu cerca de 24 mil consumidores em 29 países, entre eles cerca de 1.000 entrevistas no Brasil.
Cenário econômico
De acordo com a Total Retail, num cenário de melhora na economia, 41% dos brasileiros pretendem preservar os hábitos de consumo e poupar dinheiro. Outros 38% dizem farão mais pagamentos à vista.

Virtual + tradicional
A Via Varejo é uma das redes varejistas que corre para tentar acompanhar as mudanças de comportamento dos consumidores. A empresa vem avançando em projetos que ligam diferentes canais, como o Retira Fácil, que, desde fevereiro está disponível em 100% das lojas Casas Bahia e Pontofrio. São 1,2 mil pontos de vendas onde os consumidores podem retirar produtos adquiridos pela internet, assim que a compra é aprovada. Segundo a Via Varejo, o Retira Fácil teve crescimento de 100% após a mudança e já representa 30% das vendas nas principais capitais do país, chegando a 45% em categorias relevantes, como tecnologia, especialmente smartphones, tablets e notebooks.

Mais financiamentos
O volume de automóveis financiados na Bahia aumentou em 14% no último mês maio, em relação ao mesmo mês do ano passado, ultrapassando o montante de 17 mil veículos. As vendas de automóveis leves representaram 75% do total negociado.

No horizonte

Bahia-Argentina. O empresário Paulo Cintra, vice-presidente do Sindileite, foi escolhido na última semana como presidente da recém-criada Câmara Empresarial de Comércio Argentina-Bahia (Cecab). A criação da câmara é uma iniciativa da Fecomércio-Ba, Fieb e do Consulado Argentino

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 26 DE JUNHO DE 2017)

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Tecnologias avançadas, como a robótica, a internet das coisas, a inteligência artificial, robótica avançada e o blockchain estão revolucionando a indústria.

Nos próximos dez anos, este processo de transformação será acelerado, com impactos em relação à competividade e à concorrência entre os fabricantes.

Debater as implicações dessa revolução para os diversos setores industriais é o foco do recente estudo O Futuro da Indústria: quebrando as barreiras e ampliando as fronteiras.

Para ajudar as empresas a superar o momento de ruptura iminente, a PwC propõe aos empresários e executivos uma reflexão na busca de respostas a perguntas sobre o novo cenário.

– A entrada de novas tecnologias está afetando de forma rápida e profunda o ambiente de negócios das empresas – diz Ronaldo Valiño, sócio da PwC Brasil e especialista em Indústria 4.0.

– Essa revolução está mudando a competição entre as empresas e forçando-as a estarem constantemente se adaptando aos novos cenários, que hoje mudam radicalmente em poucos anos.

Como as principais indústrias estão se preparando

Automotiva
A popularização do carro autônomo está tornando obsoleta a posse do carro, que passará a ser compartilhado. As empresas automotivas estão olhando para um futuro onde não serão apenas fabricantes e vendedoras de carros – mas vão atuar com mobilidade sob demanda. As montadoras tradicionais estão vendo a entrada de competidores de outros setores (como empresas de tecnologia) investindo fortemente em serviços conectados, novos serviços de transporte e outros serviços.

Saúde e Farmácia
Dispositivos de estilo de vida estão evoluindo, permitindo aos provedores de saúde e empresas farmacêuticas o acesso e compartilhamento de informações. No futuro, as pessoas poderão implantar chips de monitoramento da saúde. As informações coletadas são compartilhadas com um médico particular, por exemplo.

Energia
A indústria de energia está inserida em um ecossistema em desenvolvimento que passa por residências inteligentes e chega até uma gama diversificada de infraestrutura urbana. A popularização dos veículos elétricos, por exemplo, criará a necessidade de investimentos substanciais em infraestrutura e a oportunidade de usar veículos como uma fonte de armazenamento de energia em massa. Para avançar nesse mercado, as redes de serviços locais precisarão adotar modelos de negócios compartilhados. As empresas de energia têm potencial para capturar várias fontes de valor, mas enfrentarão a concorrência de vários outros players.

Manufatura
As empresas que anteriormente fabricavam produtos com pouca tecnologia agora são capazes de adicionar sensores que permitem a manutenção preditiva em tempo real. Dessa maneira, fabricantes de máquinas, por exemplo, estão aptas a oferecer serviços de monitoramento, manutenção e renovação completa de equipamentos. Tais soluções integradas caracterizam-se por benefícios significativamente maiores para os clientes e revolucionarão as carteiras de produtos existentes e as relações de desempenho – e essas empresas deixam de serem apenas “vendedoras” de produtos para oferecerem serviços de maior valor agregado.

Varejo
O setor de varejo estava na vanguarda das disrupções provocadas pelas novas tecnologias digitais. Hoje, vê o desenvolvimento da internet das coisas revolucionar o relacionamento com os fabricantes de produtos e consumidores, agilizando os processos de produção, venda e entrega de um produto.

Petróleo e Gás
Há expectativa que os sistemas tecnológicos habilitados para digital reduzam significativamente o custo por barril da exploração futura de recursos de hidrocarbonetos. A tecnologia pode ajudar as companhias a controlar os processos em tempo real, aumentando a segurança, confiabilidade e rendimento de milhares de poços petrolíferos.

Mineração
Nem mesmo uma indústria tradicional, como é o caso da Mineração, está imune às mudanças. Uma série de desenvolvimentos, como a bioengenharia de micro-organismos, estão apontando para um futuro tecnológico transformador.
O impacto das novas tecnologias

Inteligência artificial
Até pouco tempo atrás, habilidades como percepção visual, reconhecimento de vozes e tradução simultânea eram exclusivas do ser humano. Hoje, não é mais assim. Softwares sofisticados, baseados na análise de parâmetros e algoritmos, são capazes de exercer essas funções. A inteligência artificial é focada no desenvolvimento de programas voltados para que máquinas possam realizar determinadas tarefas, desde o agendamento de consultas e exames em laboratórios e clínicas até a concepção do carro autônomo.

Internet das coisas
Trata-se de uma tecnologia que cresce rapidamente e está presente em objetos conectados digitalmente, como eletroeletrônicos e carros, por meio de sensores e outros recursos tecnológicos. No setor industrial, a internet das coisas permite que diversos dispositivos e máquinas conversem entre si – com isso, eles podem ser acessados remotamente e há maior agilidade nas linhas de montagem. Existe também uma maior integração em toda a cadeia de suprimentos.

Blokchain
O blockchain registra e autentica todas as etapas de transações monetárias, típicas dos meios de pagamento como cartão de crédito e transferência de valores, inclusive entre bancos e empresas. Como pode ser utilizado para assegurar e checar vários tipos de operações financeiras, tem se tornado útil para diversos setores industriais.

Drones
Diversos setores, como o de logística, transportes, engenharia e a indústria extrativa tem feito uso cada vez maior dos drones. Um estudo recente da PwC aponta que o mercado do uso comercial de drones deve chegar a US$ 127 bilhões nos próximos anos.

Robótica e realidade virtual
Parte fundamental de uma nova gama de avanços tecnológicos, apresenta diversas aplicações na indústria, especialmente em setores como a construção civil, manufatura e extração. Na área de petróleo e gás, já foram criados robôs para monitorar equipamentos e realizar verificações de segurança. A realidade virtual, por sua vez, tem como objetivo recriar um cenário real, por meio da sobreposição de áudio e imagens, a fim de aprimorar desde produtos até o modus operandi de unidades fabris.

(FONTE: PwC)

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Novas embalagens da Itaipava (Foto: Divulgação)

A cerveja Itaipava recebeu o prêmio WorldStar Awards 2017, na categoria de Bebidas – uma premiação entregue anualmente pela World Packaging Organisation (WPO), que está entre as mais reconhecidas do setor de embalagens flexíveis.
Este ano, a cerimônia aconteceu em maio, em Dusseldorf, na Alemanha.

Dentre os argumentos que concederam o prêmio à Itaipava, estão a estrutura de cores e a tipografia ascendente da embalagem, que adicionam uma atitude provocadora.

– É muito gratificante receber uma premiação internacional deste porte pouco mais de um ano após o lançamento da nova identidade visual da cerveja Itaipava. Isso mostra que demos mais um passo de sucesso para a marca – comemora a Gerente de Propaganda, Eliana Cassandre.

Para Arnaldo de Andrade Bastos, da FutureBrand São Paulo, agência de branding responsável pelo desenvolvimento da nova embalagem, o WorldStar vai além do design e premia também o novo posicionamento da Itaipava.

– O prêmio consolida o movimento da marca em direção ao futuro. É um importante reconhecimento pela dedicação de todos os envolvidos no projeto. Estamos muito felizes – celebra.

Vale ressaltar que a WorldStar Awards 2017 retrata o avanço contínuo em design e tecnologia de embalagens e cria um padrão de excelência em embalagens internacionais, que servem como referência para o mercado mundial.

A nova identidade da Itaipava também foi premiada nacionalmente na categoria Redesign Alimentos e Bebidas do Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, no final do ano passado.

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O São João está longe de ser uma grande data para o turismo de Salvador. No feriado do forró, a capital da Bahia precisa competir com os encantos dos outros 416 municípios do estado e a verdade é que nessa época, o interior é imbatível. Ainda assim, a expectativa de ocupação hoteleira de 27,7%, segundo dados da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), mostra quão baixa está a baixa estação por aqui. Tem hotel que espera menos de 5% dos leitos ocupados no período. O setor hoteleiro estima a necessidade de uma ocupação acima de 60% para dar conta dos custos fixos. Com os hotéis vazios, taxistas, bares e restaurantes, entre outras atividades ligadas ao turismo. Ah, só para deixar claro, o problema não está na baixa ocupação junina: os hotéis vazios nessa época do ano na capital refletem uma crise bem mais grave. Salvador não tem Centro de Convenções e o Prodetur para recuperar a Baía de Todos os Santos vai sair sabe Deus quando, para falar só dos problemas mais graves.

“Nós estamos sem o Centro de Convenções, o Pelourinho está jogado às traças e o governo diz que faz campanha, mas só ele vê”
Silvio Pessoa, Presidente da FeBHA

Um ano de caminhada
Agora em julho completa um ano que a Odebrecht optou por colaborar com a Justiça, apresentando relatos e provas sobre as relações entre empresas e agentes públicos. É o que representantes da empresa dizem ser um caminho em direção à transparência, em um nível sem precedentes. A Lava Jato permitiu à corporação passar a limpo a sua história. A empresa confessou erros ou crimes cometidos. Pediu desculpas públicas. Tirou da gestão 77 executivos, que por sua vez pagarão multas e cumprirão penas. Desde julho de 2016, o grupo vem reforçando as medidas do Sistema de Conformidade e Governança. Todas as empresas têm no Conselho de Administração pelo menos 20% dos integrantes como conselheiros independentes. As empresas têm comitês de conformidade; em dezembro a Odebrecht aprovou uma política geral de conformidade; e, desde fevereiro deste ano, ela conta com monitores externos que observam o cumprimento dos compromissos assumidos no Acordo de Leniência assinado com o Ministério Público Federal do Brasil (MPF), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e a Procuradoria-Geral da Suíça.

No horizonte

Jovens empreendedores. A Confederação Nacional de Jovens Empreendedores (Conaje) definiu Salvador como sede do próximo Congresso Nacional, de 21 a 23 de novembro de 2018. São esperados mais de mil participantes, em sua maioria empreendedores. A última
edição na Bahia, organizada pela Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE-BA) aconteceu em 2012, no Centro de Convenções.

Consultoras de beleza. A Singú Labs – dos empresários Bruno Brandão e Edza Brasil, ex-sócia da Singular Pharma – está investindo R$ 2 milhões na criação de uma plataforma multicanal para vendas de cosméticos de alta qualidade por valores mais acessíveis.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 19 DE JUNHO DE 2017)

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Lentamente, os primeiros sinais de retomada econômica começam a surgir no horizonte. Exemplo claro está nas 17 empresas previstas para se instalarem, ou com planos de ampliar a produção em Feira de Santana e região, até 2018. Os projetos devem render investimentos de R$ 200 milhões e permitir a criação de quase 2 mil empregos, segundo levantamento feito pela Secretária de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), obtido com exclusividade pelo Farol Econômico. Os projetos incluem diversificação de produtos, aquisição de novos equipamentos, aumento de produção e reciclagem de resíduos químicos. Uma das que fazem planos de ampliação é a maior produtora de polpa de fruta do estado, a Brasfrut, que emprega 430 empregados e pretende investir mais R$ 14 milhões na sua ampliação. “Vamos aumentar o mix de produtos. Já possuímos as polpas de fruta, os vegetais congelados e açaí. Agora teremos mais novidades”, explica Reinaldo Portugal, diretor da Brasfrut, empresa parceira da agricultura familiar.

 

 

A Brasfrut ampliou seu centro de distribuição com a construção de mais uma câmara fria para armazenagem do produto acabado (FOTO: Divulgação)

 

Investimento sustentável
A OL papéis, fabricante dos higiênicos e papel toalha Absoluto vai aumentar a produção com investimentos de R$ 25 milhões. O diretor da OL Papéis, Omar Abbas, disse que a política de incremento da Bahia motiva o aumento da produção e os investimentos. “A marca era desconhecida até pouco tempo, mas hoje estamos nas principais redes varejistas, produzindo de uma maneira sustentável, usando a matéria prima reciclada da coleta seletiva”, comemora. “Antes este insumo ia para o aterro e nós enxergamos a oportunidade de negócio, reciclando para vender”, destaca.

Cenário no estado
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, atribui o incremento de investimentos ao ambiente estável para negócios que a Bahia representa hoje no cenário nacional. “O empresário sente segurança em investir num estado que cria parcerias com o setor privado para garantir a sustentabilidade dos negócios”, explica o secretário. Pelas contas da SDE, estão previstos de R$ 22,6 bilhões em aportes para um total de 339 empreendimentos, que devem gerar 23.400 novas vagas de trabalho até 2018 para toda a Bahia.

Empresas em implantação e ampliação em Feira e região

Brasfrut: A empresa funciona em Feira de Santana e recentemente ampliou seu centro de distribuição com a construção de mais uma câmara fria para armazenagem do produto acabado. Outras obras devem ser finalizadas em 2018. A empresa gera 430 empregos com investimento de R$14 milhões.

Doces Vieira: A empresa funciona atualmente no Distrito Industrial de São Gonçalo dos Campos, na fabricação de doces. Com o investimento de R$1,2 milhão, vai gerar 70 empregos diretos e indiretos.

Real Comércio: A empresa está localizada no distrito de Feira de Santana, atua no segmento metal/mecânico e fabrica telhas zincalume e galvalume, com investimento de R$3,5 milhões.

OL papéis: A OL Indústria de papéis está localizada do distrito de São Gonçalo dos Campos atua no segmento de papel e celulose, absorventes, artigos higiênicos e fraldas para bebês. Gera aproximadamente 420 empregos diretos e investe cerca de R$ 25 milhões.

HD Carneiro & Cia LTDA: A HD Carneiro está localizada no distrito de Feira de Santana e atua no segmento de reciclagem de tambores industriais, com investimento estimado em R$ 3 milhões deve começar a funcionar em janeiro/2018.

Allianza Pneus Comércio e reforma LTDA: A empresa está localizada no distrito de Feira de Santana e atua no segmento de plásticos e borrachas, sua atividade é a fabricação de reforma de pneumáticos. Com um investimento estimado em R$500 mil vai gerar 40 empregos.

Municípios beneficados: Agua Fria, Amélia Rodrigues, Anguera, Antonio Cardoso, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Feira de Santana, Ipecaetá, Irará, Santa Bárbara, Santanópolis, Santo Estevão, São Gonçalo dos Campos, Tanquinho, Teodoro Sampaio, Terra Nova.
(FONTE: SDE)

 
No horizonte

Expansão Nacional. Presente em seis estados brasileiros, o grupo baiano LemosPassos abre o primeiro escritório regional em São Paulo. A unidade fica em Campinas, escolhida pela concentração de grandes indústrias.

Porto escola. Na próxima quarta, 50 estudantes de Logística e Modal Marítimo da Universidade Federal do Piauí (UFPI) vem a Salvador para um road-show no Terminal de Contêineres do Porto de Salvador. A turma chega de longe para conhecer na prática o conteúdo visto em sala de aula. O programa Portas Abertas, do Tecon, já atendeu a mais de 687 alunos.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 12 DE JUNHO DE 2017)

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