Por Gabriel Soares<\/strong><\/em><\/p>\n Ela vai da Bahia lenta e dengosa at\u00e9 a terra do ax\u00e9, onde a folia se mostra presente em cada ato do povo. Agnes Mariano, jornalista e mestre em culturas contempor\u00e2neas pela UFBA, decifrou os segredos da identidade baiana por meio de letras de m\u00fasicas em seu livro “A Inven\u00e7\u00e3o da Baianidade”. Para al\u00e9m dos ritmos, sabores e express\u00f5es, Agnes contou para o CORREIO de Futuro o que \u00e9 que os baianos tem e de que forma esse caldeir\u00e3o de imagin\u00e1rios, literaturas e can\u00e7\u00f5es nos constitui.<\/p>\n <\/p>\n CORREIO de Futuro – Como \u00e9 que a baianidade foi inventada e o que a m\u00fasica popular tem a ver com isso?<\/strong><\/p>\n Agnes Mariano –<\/strong> As identidades culturais – como a baianidade, a mineiridade, o gauchismo e outras – s\u00e3o ideias compartilhadas socialmente, ideias que se difundiram sobre como as pessoas de determinado grupo s\u00e3o, pensam, sentem, comportam-se, o que \u00e9 considerado valioso ou n\u00e3o dentro desse ambiente cultural. Essas ideias se alimentam de experi\u00eancias concretas, hist\u00f3ricas, h\u00e1bitos, proje\u00e7\u00f5es, aquilo que pensamos que somos, aquilo que outros grupos dizem que somos.<\/p>\n O que n\u00e3o podemos perder de vista \u00e9 que elas s\u00e3o generaliza\u00e7\u00f5es, simplifica\u00e7\u00f5es. Assim, as identidades traduzem e n\u00e3o traduzem a realidade. Elas traduzem porque indicam uma proje\u00e7\u00e3o com a qual todos n\u00f3s, baianos, precisamos negociar. E n\u00e3o traduzem porque todos n\u00f3s somos uma mescla de identidades (de g\u00eanero, et\u00e1ria, profissional, nacional, ades\u00e3o pol\u00edtica, grupos de interesse, etc.) e possu\u00edmos ainda o livre-arb\u00edtrio, que nos permite escolher diariamente quando e em que medida queremos exercer ou n\u00e3o determinada identidade.<\/p>\n A baianidade \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o coletiva, de baianos e n\u00e3o-baianos. Fala-se da “Bahia”, entendida aqui como Salvador e Rec\u00f4ncavo, regi\u00e3o de forte presen\u00e7a afro-brasileira, h\u00e1 muito tempo. No Brasil colonial, Salvador foi uma das cidades mais importantes da Am\u00e9rica. Esse passado ficou para tr\u00e1s, mas deixou marcas. Ficaram as pinturas, os relatos dos viajantes estrangeiros, com descri\u00e7\u00f5es detalhadas do que presenciaram nas casas e ruas de Salvador e outras cidades baianas. No s\u00e9culo XVII, Greg\u00f3rio de Mattos j\u00e1 escrevia sobre a \u201ccidade da Bahia\u201d. O jornalista pernambucano Odorico Tavares escreveu e publicou muitos textos sobre a Bahia e os baianos. At\u00e9 Gilberto Freyre tem um livro sobre o tema. Jorge Amado, na literatura, \u00e9 certamente um nome importante, pela frequ\u00eancia com que tratou da Bahia e pelo enorme alcance da sua obra, de repercuss\u00e3o internacional. Isso sem falar na tradi\u00e7\u00e3o oral, que pode ser visitada, por exemplo, atrav\u00e9s das letras de can\u00e7\u00f5es, como fiz em meu livro \u201cA inven\u00e7\u00e3o da baianidade\u201d.<\/p>\n Um aspecto sempre destacado nas refer\u00eancias \u00e0 Bahia \u00e9 justamente o jeito de ser dos baianos, os h\u00e1bitos, um certo exotismo, um modo at\u00edpico de ser. Nem todas as identidades culturais destacam tanto esse aspecto. Tenho certeza que, em nosso caso, a curiosidade vem da mistura de pr\u00e1ticas africanas, europeias e ind\u00edgenas de um modo particular, em que a presen\u00e7a africana tem grande influ\u00eancia. A presen\u00e7a dos negros, por sinal, era o que mais chamava a aten\u00e7\u00e3o dos viajantes.<\/p>\n No Brasil, um pa\u00eds fortemente oral, de letramento recente, a m\u00fasica popular \u00e9 muito mais influente do que os livros, o jornalismo, a cultura livresca. Por isso as can\u00e7\u00f5es desempenham um papel t\u00e3o importante na divulga\u00e7\u00e3o de ideias. Acredito que, entre n\u00f3s, a fala e o canto s\u00e3o mais eficazes em atender \u00e0 necessidade humana de comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o. No Brasil, e mais acentuadamente ainda em estados como a Bahia, a intimidade com a leitura e a escrita permanecem restritas a pequenos grupos. Assim, \u00e9 a palavra falada e cantada que consegue superar barreiras e dialogar com todas as classes e faixas et\u00e1rias. Al\u00e9m disso, Salvador e o Rec\u00f4ncavo s\u00e3o \u00e1reas profundamente influenciadas pela cultura negra que, como sabemos, tem um v\u00ednculo essencial com a m\u00fasica e a dan\u00e7a. Basta constatar a import\u00e2ncia da m\u00fasica, do canto e da dan\u00e7a entre os nossos ascendentes africanos e nos ambientes que mant\u00eam ritos e h\u00e1bitos de inspira\u00e7\u00e3o africana, como terreiros de candombl\u00e9 e centros culturais.<\/p>\n No seu livro A Inven\u00e7\u00e3o da Baianidade \u00e9 apresentado o princ\u00edpio “compartilhar para se divertir”. Caymmi \u00e9 citado atrav\u00e9s do trecho “quem \u00e9 rico tamb\u00e9m bole, quem \u00e9 pobre tamb\u00e9m bole”. Pode-se de dizer que a m\u00fasica baiana prop\u00f5e uma intera\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e uma quebra de paradigmas sociais?<\/strong><\/p>\n A baianidade dialoga com utopias universais. Esse pode ser um dos motivos da import\u00e2ncia que essa identidade cultural alcan\u00e7ou. A baianidade valoriza o gregarismo, o prazer de estar junto, a participa\u00e7\u00e3o de todos, a generosidade, a doa\u00e7\u00e3o desinteressada, o compartilhamento, o despojamento, a concilia\u00e7\u00e3o, a capacidade de conv\u00edvio entre diferentes, a alegria, a receptividade, a hospitalidade. N\u00e3o significa que realizemos tudo isso na pr\u00e1tica. Em alguns momentos, sim. Em muitos momentos, n\u00e3o. O importante \u00e9 que, entre n\u00f3s, essas ideias s\u00e3o valorizadas. Em outras culturas, o valor pode estar na parcim\u00f4nia, na economia, na discri\u00e7\u00e3o, na melancolia. Em outros lugares, ao inv\u00e9s de doar, voc\u00ea vende. N\u00e3o acho que a cultura baiana seja melhor que as outras, mas tenho certeza que, em alguns aspectos, ela d\u00e1 repostas interessantes para essa grande quest\u00e3o humana que \u00e9: como podemos conviver em paz?<\/p>\n \u00c9 mais not\u00f3rio nas m\u00fasicas um discurso de uma Bahia calma e tranquila ou \u00e9 mais percept\u00edvel a constru\u00e7\u00e3o de uma Bahia agitada e festeira?<\/strong><\/p>\n Na minha pesquisa com can\u00e7\u00f5es, encontrei muitas refer\u00eancias a uma Bahia lenta, let\u00e1rgica, malemolente, nas can\u00e7\u00f5es das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Momento de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e isolamento pol\u00edtico. E vi um aumento de refer\u00eancias a uma Bahia festeira e agitada a partir de meados do s\u00e9culo XX, especialmente ap\u00f3s os anos 70, quando a Bahia retoma o crescimento econ\u00f4mico, industrial, o carnaval se torna el\u00e9trico, a vida nos centros urbanos passa ser muito mais acelerada. O que n\u00e3o significa que n\u00e3o apare\u00e7am exemplos de can\u00e7\u00f5es que fa\u00e7am refer\u00eancia \u00e0 Bahia, no final do s\u00e9culo XX ou at\u00e9 no XXI, como um lugar de calma, bom viver, reenergiza\u00e7\u00e3o, provincianismo. Ainda hoje a Bahia participa do imagin\u00e1rio de muitos brasileiros como um ref\u00fagio. Para alguns, um lugar de festa, prazer, libera\u00e7\u00e3o de repress\u00f5es. Para outros, como um para\u00edso, com praias intermin\u00e1veis, tranquilidade, aus\u00eancia de pressa. Para outros, como refer\u00eancia espiritual ou religiosa. Claro, existem muitos tamb\u00e9m que t\u00eam medo, ouviram falar que h\u00e1 muito atraso, pobreza, sujeira, viol\u00eancia. O curioso \u00e9, sentindo atra\u00e7\u00e3o ou repulsa pela Bahia, todo brasileiro j\u00e1 ouviu falar e tem opini\u00e3o a respeito. Nem todas as identidades culturais brasileiras s\u00e3o t\u00e3o conhecidas.<\/p>\n Encontrei muitas refer\u00eancias \u00e0 religiosidade. Na primeira metade do s\u00e9culo XX, fala-se muito do Senhor do Bonfim, do catolicismo popular. A partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, a religiosidade afro-brasileira, especialmente os orix\u00e1s e ritos dos candombl\u00e9s jeje-nag\u00f4s s\u00e3o muito citados. S\u00e3o descritas, nos dois per\u00edodos, diversas manifesta\u00e7\u00f5es, como Lavagem do Bonfim e Festa de Yemanj\u00e1.<\/p>\n A\u00a0comida baiana \u00e9 outro\u00a0tema importante, especialmente a afro-baiana, com dend\u00ea, que, no Brasil, possivelmente s\u00f3 \u00e9 consumido em razo\u00e1vel escala em Salvador e Rec\u00f4ncavo.<\/p>\n \u00c9\u00a0atribu\u00edda aos baianos tamb\u00e9m uma peculiar intelig\u00eancia f\u00edsica, uma desenvoltura corporal particular, relacionada ao sexo, \u00e0 dan\u00e7a, \u00e0 gra\u00e7a nos movimentos, ao ritmo.<\/p>\n Um aspecto muito referido nos dois per\u00edodos que estudei \u00e9 uma esp\u00e9cie de “jeito baiano”, com descri\u00e7\u00f5es e qualifica\u00e7\u00f5es de comportamentos “t\u00edpicos”: dengo, beleza e sensualidade feminina, modo de vestir elegante das mulheres do povo, verborragia (oral), agressividade, coragem, virilidade, provincianismo, grosseria e estabanamento (rodar a baiana). Na segunda metade do s\u00e9culo, a caracter\u00edstica mais frequentemente atribu\u00edda aos baianos \u00e9 a alegria. S\u00e3o citados tamb\u00e9m: altivez, charme, ludicidade, despojamento, informalidade, criatividade, hospitalidade e autoritarismo.<\/p>\n As can\u00e7\u00f5es do segunda metade do s\u00e9culo, principalmente a partir dos anos 70, tratam a festa, o ato de celebrar, como algo indissoci\u00e1vel dos baianos. A festa mais referida \u00e9 o carnaval.<\/p>\n Que bairros de Salvador s\u00e3o citados com mais frequ\u00eancia nas m\u00fasicas? Ao seu ver, a inspira\u00e7\u00e3o tem alguma explica\u00e7\u00e3o objetiva?<\/strong><\/p>\n Na segunda metade do s\u00e9culo XX, muitas can\u00e7\u00f5es fazem refer\u00eancia a tr\u00eas bairros e grupos musicais que ali se originaram: Curuzu \/ Il\u00ea Aiy\u00ea; Pelourinho \/ Olodum; Candeal \/ Timbalada. Esses grupos parecem exercer diferentes pap\u00e9is numa luta brasileira e mundial de fortalecimento de autoestima dos negros (black is beautiful), valoriza\u00e7\u00e3o da cultura e hist\u00f3ria dos afro-descendentes e de busca de ascens\u00e3o social. Vemos no Il\u00ea o orgulho de ser negro; no Olodum, a recupera\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e personagens africanos e afro-brasileiros e, na Timbalada, a explicita\u00e7\u00e3o do desejo de consumir, participar, ser moderno, integrar-se a uma sociedade que, sabemos bem, permanece com muitas portas fechadas para os negros.<\/p>\n Como qualquer generaliza\u00e7\u00e3o, o discurso da baianidade \u00e9 limitado. Ele tamb\u00e9m \u00e9 excludente, na medida em que ignora outras baianidades. A baianidade famosa, afro-baiana, refor\u00e7a e destaca aspectos que dizem respeito a uma certa regi\u00e3o do estado. Desse modo, ignora outras regi\u00f5es da Bahia, que cultivam h\u00e1bitos e valores bem distintos. Essas pessoas n\u00e3o se v\u00eaem representadas nesse discurso. Sempre que volto \u00e0 Salvador, percebo que uma Bahia interiorana, branca, que n\u00e3o \u00e9 afro-baiana, est\u00e1 cada vez mais presente, ganha cada vez mais espa\u00e7o. O que, certamente, pode vir a modificar o jogo de for\u00e7as no discurso da baianidade.<\/p>\n Qual m\u00fasica, das 200 que voc\u00ea pesquisou, mais chamou aten\u00e7\u00e3o como objeto de pesquisa?<\/strong><\/p>\n Cada uma delas me mostrou algo interessante, especialmente as que eu n\u00e3o conhecia antes da pesquisa. Foi surpreendente encontrar a comprova\u00e7\u00e3o de que muitas ideias j\u00e1 estavam orbitando a\u00ed, repetidas por muitas pessoas. Os artistas traduzem ideias que est\u00e3o em nossa cultura, s\u00e3o compartilhadas. Por exemplo, todos n\u00f3s conhecemos a can\u00e7\u00e3o de Caymmi \u201cO que \u00e9 que a baiana tem\u201d. O que n\u00e3o lembramos mais \u00e9 que S\u00e1tiro de Melo e Jararaca tamb\u00e9m compuseram \u201cA baiana tem\u201d. Raul Torres e Serrinha fizeram \u201cA baiana diz que tem\u201d. Joel e Pedro Caetano: \u201cO que \u00e9 que tem a baiana\u201d. E, antes desses, alguns diziam em can\u00e7\u00f5es coisas como: \u201cS\u00f3 na Bahia que tem\u201d ou \u201cO que tem iai\u00e1\u201d. Um artista sempre dialoga com o seu tempo, com a sua cultura. N\u00e3o cria nada sozinho.<\/p>\n A libera\u00e7\u00e3o do culto ao candombl\u00e9 em 1976 teve um impacto nas letras das m\u00fasicas? Voc\u00ea percebeu outros marcos hist\u00f3ricos na pesquisa?<\/strong><\/p>\n N\u00e3o acredito que seja um impacto imediato. Mas \u00e9 percept\u00edvel que as letras incorporam, em linhas gerais, aspectos dos novos tempos. Para tratar apenas da influ\u00eancia africana, sabemos que, no come\u00e7o do s\u00e9culo XX, a sociedade baiana, especialmente a elite, ainda relutava em aceitar a cultura negra como parte da nossa cultura. Uma heran\u00e7a do racismo cient\u00edfico do XIX, com seu desejo de embranquecimento, que afetava inclusive o pensamento de muitos intelectuais. A repress\u00e3o aos candombl\u00e9s, \u00e0 capoeira, aos sambas de rua era estimulada, solicitada pela imprensa da \u00e9poca. Essas manifesta\u00e7\u00f5es eram vistas como baderna. N\u00e3o \u00e0 toa, as letras de can\u00e7\u00f5es dessa \u00e9poca em geral n\u00e3o falam da cultura negra, de candombl\u00e9, da \u00c1frica de forma muito expl\u00edcita. A exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia africana na cultura baiana s\u00f3 se torna comum d\u00e9cadas depois, ap\u00f3s muita luta dos pr\u00f3prios negros, muitas transforma\u00e7\u00f5es no Brasil e no mundo. Artistas como Jorge Amado e v\u00e1rios outros tiveram um papel importante nesse sentido, o de nos mostrar que, sim, a nossa cultura era afro-baiana e que isso era muito bom. At\u00e9 o turismo, como ind\u00fastria, passou a incorporar a nossa africanidade como um atrativo. O que n\u00e3o eliminou, \u00e9 claro, nem o racismo, nem as barreiras sociais que a maioria dos negros enfrentam ainda hoje.<\/p>\n Qual a m\u00fasica do livro que tem ou conta a melhor hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n N\u00e3o saberia responder. Posso falar de uma das letras que \u00e9 especial para mim: “Eu vim da Bahia”, de Gilberto Gil. Versos como “A Bahia que vive pra dizer \/ Como \u00e9 que se faz pra viver” me tocam porque, de fato, acho que todos aprendemos na Bahia alguns princ\u00edpios valiosos para viver bem, como cultivar a alegria, a simplicidade, a generosidade: “Pra cantar, pra sambar pra valer \/ Pra morrer de alegria”. J\u00e1 versos como: “Na Bahia que \u00e9 meu lugar \/ Tem meu ch\u00e3o, tem meu c\u00e9u, tem meu mar” me lembram que o conv\u00edvio cotidiano com a beleza da natureza, o clima fant\u00e1stico, sem secura ou frio, a luminosidade intensa, o mar, s\u00e3o coisas que afetam nosso humor, pensamentos, valores, fazem parte de n\u00f3s. Eu n\u00e3o nasci na Bahia, vivi anos em S\u00e3o Paulo e agora moro em Minas Gerais. Mas foram os meus anos na Bahia que me formaram como pessoa, deram-se “r\u00e9gua e compasso”. N\u00e3o moro mais na Bahia, mas a Bahia sempre ir\u00e1 morar em mim.<\/p>\n Voc\u00ea pesquisou m\u00fasicas do s\u00e9culo XX. O que acha das can\u00e7\u00f5es sobre a Bahia que surgiram no s\u00e9culo XXI (pagofunk e outras abordagens do pagode, expans\u00e3o do rap baiano, etc)? Qual delas gostaria de inserir na pesquisa se fosse fazer uma nova edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n Sem d\u00favida, pela repercuss\u00e3o, eu teria que ouvir com aten\u00e7\u00e3o o BaianaSystem e o Igor Kann\u00e1rio. A m\u00fasica do Baiana tem uma for\u00e7a impressionante. Assisti um show deles em S\u00e3o Paulo e j\u00e1 ouvi algumas coisas. Sobre Kann\u00e1rio, conhe\u00e7o pouco, quase nada. Numa aula, meus alunos ficaram chocados quando souberam que eu nunca tinha ouvido uma m\u00fasica do Pr\u00edncipe do Gueto e ent\u00e3o assistimos juntos um clipe. Um aluno, que \u00e9 de Amaralina, contou-me tamb\u00e9m umas hist\u00f3rias dele. Para mim, pareceu um novo mundo, um outro jeito de ser na periferia soteropolitana. Teria que pesquisar bastante conseguir entender…<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Por Gabriel Soares Ela vai da Bahia lenta e dengosa at\u00e9 a terra do ax\u00e9, onde a folia se mostra presente em cada ato do povo. 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Nas m\u00fasicas, quais caracter\u00edsticas s\u00e3o atribu\u00eddas com mais frequ\u00eancia ao povo baiano? Na sua opini\u00e3o, elas condizem com a realidade?<\/strong><\/p>\n