{"id":2343,"date":"2016-12-15T17:12:53","date_gmt":"2016-12-15T20:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/?p=2343"},"modified":"2016-12-19T19:53:36","modified_gmt":"2016-12-19T22:53:36","slug":"eu-sou-negao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/eu-sou-negao\/","title":{"rendered":"Eu sou neg\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>Por Heitor Oliveira<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Quando algu\u00e9m fala o termo &#8220;neg\u00e3o&#8221;, \u00e9 comum que muitas ideias e fantasias\u00a0\u00a0passem pela cabe\u00e7a de muita gente. A figura do neg\u00e3o que povoa o imagin\u00e1rio como um s\u00edmbolo sexual \u00e9 conhecida, mas, claro: n\u00e3o representa nem traduz os negros. Para\u00a0\u00a0Ger\u00f4nimo, cuja m\u00fasica\u00a0\u00a0inspira esta fotorreportagem, ser neg\u00e3o \u00e9 trazer consigo &#8220;toda sua beleza, com toda a sua arte, com toda a sua religi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q1zWwvCcy1k\" width=\"853\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Para entender um pouco mais sobre o assunto, o CORREIO de Futuro ouviu representantes da negritude que se destacam em diversas\u00a0\u00a0\u00e1reas. Eles transcendem estere\u00f3tipos. A partir de\u00a0\u00a0suas convic\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias de vida,\u00a0\u00a0contam o que \u00e9 ser negro ne como enfrentar o racismo. Cada um a seu modo,\u00a0\u00a0eles militam diariamente para combater o preconceito.<\/p>\n<p>Nas vozes de um vereador, um poeta, um estudante universit\u00e1rio e um rapper, a reportagem explora diferentes olhares sobre formas de enfrentamento da discrimina\u00e7\u00e3o e\u00a0\u00a0o senso de comunidade cada vez mais fortalecido entre os negros que vivem na capital baiana.<\/p>\n<div><a title=\"Silvio Humberto \" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157673942710944\" data-flickr-embed=\"true\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/571\/31294040360_66607d4b37_c.jpg\" alt=\"Silvio Humberto \" width=\"800\" height=\"534\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/a%20data-flickr-embed=true%20%20href=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157673942710944%20title=Silvio%20Humberto%20img%20src=https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/571\/31294040360_66607d4b37_c.jpg%20width=800%20height=534%20alt=Silvio%20Humberto%20\/ascript%20async%20src=\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js%20charset=utf-8\/script\"><script async src=\"\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<blockquote>\n<div><strong>S\u00cdLVIO HUMBERTO,\u00a053 ANOS, VEREADOR:\u00a0<\/strong>&#8220;Voc\u00ea tem que ser feliz, trabalhar e fazer pol\u00edtica. Eu consegui fazer isso. E entrar na carreira de vereador foi uma consequ\u00eancia de um esgotamento de uma vis\u00e3o de fazer pol\u00edtica. Desde os 18 anos venho na milit\u00e2ncia do movimento negro e aprendendo nessa trajet\u00f3ria que voc\u00ea n\u00e3o tem sa\u00eddas individuais quando voc\u00ea enfrenta algo t\u00e3o complexo como o racismo. Coletivamente, n\u00f3s vamos muito longe e individualmente voc\u00ea faz o que \u00e9 poss\u00edvel. Ent\u00e3o voc\u00ea precisa fazer disputa pol\u00edtica para ampliar os espa\u00e7os, para que o esfor\u00e7o individual se materialize&#8221;.<\/div>\n<\/blockquote>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Vereador da C\u00e2mara Municipal de Salvador pelo PSB, \u00a0eleito em 2016 para o segundo mandato, S\u00edlvio Humberto, 53, \u00a0\u00e9 diretor fundador do <a href=\"http:\/\/www.stevebiko.org.br\">Instituto Cultural Beneficente Steve\u00a0Biko<\/a>, que h\u00e1 24 anos abriga um curso pr\u00e9-vestibular voltado para os jovens negros, onde al\u00e9m das disciplinas comuns, h\u00e1 aulas voltadas para cultura e consci\u00eancia negra, assim \u00a0os jovens \u00a0que entram na universidade t\u00eam &#8220;outra cabe\u00e7a, e v\u00e3o enfrentar outros obst\u00e1culos&#8221;. &#8220;Eu sou daqueles que o sistema disse \u2018 o cara se esfor\u00e7ou, teve boa educa\u00e7\u00e3o\u2019 mas eu tamb\u00e9m virei um ponto de inflex\u00e3o&#8221;, reflete, &#8220;eu olhava para os meus pares e via onde eles estavam&#8221;.<\/p>\n<p>Doutor em Economia e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), S\u00edlvio afirma que o racismo &#8220;\u00e9 anti-econ\u00f4mico&#8221;. &#8220;Por que as mulheres levaram um bom tempo n\u00e3o tendo maquiagem espec\u00edfica para as peles se as peles s\u00e3o diferentes? O problema n\u00e3o era a t\u00e9cnica. Se o padr\u00e3o funciona, se quem est\u00e1 l\u00e1 n\u00e3o reclama, eu vou produzir no padr\u00e3o. Quando voc\u00ea n\u00e3o reconhece a especificidade desse mercado, voc\u00ea, por exemplo, n\u00e3o reconhece pessoas negras como modelos e deixa de gerar trabalho e renda&#8221;. Segundo ele, se h\u00e1 uma &#8220;consci\u00eancia&#8221; das pessoas que come\u00e7am a questionar,\u00a0\u00a0o mercado &#8220;come\u00e7a a lembrar que tem uma pele negra que \u00e9 diferente da branca&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p>\u2731<\/p>\n<\/div>\n<div><a title=\"2\" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/30856730173\/in\/album-72157677788555416\/\" data-flickr-embed=\"true\" data-context=\"true\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/c6.staticflickr.com\/1\/683\/30856730173_f6cb23e56e_c.jpg\" alt=\"2\" width=\"800\" height=\"534\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/a%20data-flickr-embed=true%20data-context=true%20%20href=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/30856730173\/in\/album-72157677788555416\/%20title=2img%20src=https:\/\/c6.staticflickr.com\/1\/683\/30856730173_f6cb23e56e_c.jpg%20width=800%20height=534%20alt=2\/ascript%20async%20src=\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js%20charset=utf-8\/script\"><script async src=\"\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/a><\/div>\n<div>\n<blockquote>\n<div><strong>JACK NASCIMENTO, 29, DJ:\u00a0<\/strong>&#8220;O tempo de ficar acuado sem questionar \u00a0j\u00e1 passou. Hoje n\u00f3s sabemos que nossos lugares s\u00e3o iguais aos de todo mundo&#8221;.<\/div>\n<\/blockquote>\n<div><\/div>\n<div><strong>Preconceito<\/strong><\/div>\n<div>\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea entra numa loja de shopping, a primeira pessoa que eles desconfiam \u00e9 o negro, trabalho em loja, vejo isso&#8221;, afirma Jackson Diego Nascimento Paula,29. &#8220;Quando n\u00f3s fazemos uma coisa, n\u00e3o podemos fazer o b\u00e1sico. Para eles n\u00e3o \u00e9 suficiente, a gente tem que mostrar que merece aquele lugar&#8221;. Al\u00e9m do trabalho na livraria de um shopping, Jack Nascimento cursa o 7\u00ba semestre de design na Uneb. Para ele, se aceitar como negro \u00e9 um processo dif\u00edcil. &#8220;Somos constantemente ensinados que somos inferiores. J\u00e1 me disseram que eu nunca seria ningu\u00e9m na vida, ia trabalhar como burro de carga porque eu n\u00e3o tinha intelecto para isso&#8221;. Vindo da periferia do munic\u00edpio de Catiet\u00e9, a 645km de Salvador, Jack \u00e9 o primeiro de sua casa a fazer universidade.<\/p>\n<p><strong>DJ<\/strong><\/p>\n<p>Se de manh\u00e3 o trabalho \u00e9 duro, \u00e0 noite tamb\u00e9m, mas \u00e9 mais divertido. Jack \u00e9 DJ e tamb\u00e9m atua na organiza\u00e7\u00e3o da primeira festa voltada para o p\u00fablico negro e LGBT de Salvador, a Batekoo, que definiu como um &#8220;porto seguro&#8221;, um lugar onde as pessoas n\u00e3o ser\u00e3o julgadas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p>\u2731<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"Mr Armeng \" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157677885268135\" data-flickr-embed=\"true\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/473\/31294031360_753bd2ede1_c.jpg\" alt=\"Mr Armeng \" width=\"800\" height=\"534\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/a%20data-flickr-embed=true%20%20href=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157677885268135%20title=Mr%20Armeng%20img%20src=https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/473\/31294031360_753bd2ede1_c.jpg%20width=800%20height=534%20alt=Mr%20Armeng%20\/ascript%20async%20src=\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js%20charset=utf-8\/script\"><script async src=\"\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/a><\/div>\n<div>\n<blockquote>\n<div><b>MR. ARMENG, 33, RAPPER:\u00a0<\/b>&#8220;Eu fiquei um tempo parado porque eu queria fazer um som que fosse a cara de Salvador, sempre gostei de ter o nosso pertencimento, que tenha o suingue, o nosso vocabul\u00e1rio, que fale da nossa cultura, da identidade. Ser negro \u00e9 resistir, \u00e9 quebrar barreiras, \u00e9 aceitar desafios, \u00e9 ter a resist\u00eancia na ponta do p\u00e9, na ponta da l\u00edngua, nas nossas atitudes. Aqui \u00e9 uma cidade negra, e a gente precisa mostrar que precisamos ser respeitados, que essa ela precisa amar a gente, que ela precisa valorizar tudo que nosso povo fez por essa cidade, porque sem os negros Salvador n\u00e3o era nada&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/blockquote>\n<div>\n<p><strong>Identidade<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Sempre convivi com cultura negra, mas quando crian\u00e7a passava despercebido&#8221;. Ao pensar em negritude, Mauricio dos Santos Souza, 33, lembra dos quadros que seu pai, o cantor Guiguio do Il\u00ea, trazia dos Estados Unidos. &#8220;Tinha Marvin Gaye, The Jacksons 5, eu n\u00e3o conhecia&#8221;. Podia ter ido para a m\u00fasica afro, mas o que me tocou foi o hip-hop; dentro da cultura negra me identifico com isso&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Hip-hop<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Quando estudei no Manoel Novaes, escola envolvida com m\u00fasica, a professora me disse \u2018pare, voc\u00ea n\u00e3o serve para cantar\u2019, achei que nunca seria da m\u00fasica, e o hip-hop me disse \u2018n\u00e3o, cara, voc\u00ea pode rimar\u2019&#8221;. Em 2006, Maur\u00edcio saiu do emprego como frentista e usou a recis\u00e3o para investir na m\u00fasica. Comprou equipamento e montou o Freedom Soul, est\u00fadio focado em rap que em 2016 faz dez anos. Em 2013, ele venceu o concurso Breakout Brasil, que lhe rendeu contrato com a Sony Music e visibilidade.<br \/>\nPertencimento<br \/>\nPara Armeng, a periferia \u00e9 cercada de maus exemplos, por isso \u00e9 importante continuar na comunidade. &#8220;Eles podem olhar e dizer \u2018 esse representa\u2019.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p>\u2731<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><a title=\"Sandro Sussuarana \" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157674033692203\" data-flickr-embed=\"true\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/c7.staticflickr.com\/1\/394\/31294025030_a0a157510f_c.jpg\" alt=\"Sandro Sussuarana \" width=\"800\" height=\"534\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/a%20data-flickr-embed=true%20%20href=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/147068112@N07\/albums\/72157674033692203%20title=Sandro%20Sussuarana%20img%20src=https:\/\/c7.staticflickr.com\/1\/394\/31294025030_a0a157510f_c.jpg%20width=800%20height=534%20alt=Sandro%20Sussuarana%20\/ascript%20async%20src=\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js%20charset=utf-8\/script\"><script async src=\"\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/a><\/div>\n<div>\n<blockquote><p><b>SANDRO SUSSUARANA, 28, PRODUTOR CULTURAL:\u00a0<\/b>&#8220;O mais importante \u00e9 compreender que voc\u00ea \u00e9 lindo. Que a sua est\u00e9tica \u00e9 maravilhosa, seu crespo \u00e9 maravilhoso, \u00e9 olhar no espelho e dizer &#8216;caraca! Hoje eu acordei mais bonito que ontem e com certeza menos bonito que amanh\u00e3&#8217;. \u00c9 fazer um exerc\u00edcio de autoestima di\u00e1rio para que nada de fora possa mudar esse seu pensamento ou te colocar para baixo.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Jornada Tripla<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Pela manh\u00e3, Sandro Ribeiro dos Santos, 28, estagia numa empresa de engenharia, e \u00e0 noite estuda servi\u00e7o social na Funda\u00e7\u00e3o Visconde de Cairu. Entre as aulas e o trabalho, Sandro equilibra as atividades de membro fundador do grupo \u00c1gape, coletivo que organiza o Sarau da On\u00e7a, acontece no bairro de Sussuarana. H\u00e1 cinco anos, o projeto sem fins lucrativos traz m\u00fasicos, poetas e outros artistas para estimular no p\u00fablico o senso cr\u00edtico e a consci\u00eancia negra. &#8220;\u00c9 mostrar para essa gera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-eu que \u00e9 poss\u00edvel a gente alcance destaque positivo, seja dentro da m\u00eddia ou fora dela&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Poesia <\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Embora n\u00e3o viva de sua poesia, Sandro colhe diariamente os frutos do trabalho na forma de convites para se apresentar, junto ao grupo \u00c1gape, em diversos eventos, escolas e institui\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 j\u00e1 viajou para outras cidades da Bahia e do Brasil para apresentar seu trabalho.<br \/>\nEm 2014, ele organizou os livros &#8220;O Diferencial da Favela &#8211; Poesias quebradas de quebrada&#8221;, que re\u00fane poemas de 50 autores de Salvador, e &#8220;A poesia cria asas&#8221;, do grupo \u00c1gape. Mais que um t\u00edtulo, a frase representa a convic\u00e7\u00e3o do poeta no poder das palavras.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Heitor Oliveira Quando algu\u00e9m fala o termo &#8220;neg\u00e3o&#8221;, \u00e9 comum que muitas ideias e fantasias\u00a0\u00a0passem pela cabe\u00e7a de muita gente. 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