{"id":2332,"date":"2016-12-15T17:21:25","date_gmt":"2016-12-15T20:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/?p=2332"},"modified":"2016-12-19T14:18:30","modified_gmt":"2016-12-19T17:18:30","slug":"por-tras-do-som","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/por-tras-do-som\/","title":{"rendered":"RESPOSTAS DO QUIZ \u2013 Voc\u00ea conhece m\u00fasicas sobre a Bahia?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em><strong>Jordan Dafn\u00e9\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Todo mundo sabe o que \u00e9 que baiana tem, o quanto \u00e9 bom passar uma tarde em Itapu\u00e3 e que toda menina baiana tem um brilho que s\u00f3 Deus d\u00e1. A Bahia \u00e9\u00a0rica de personagens e lugares que inspiraram diversos compositores dentro e fora dela. Fez <em><strong><a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/quiz-voce-conhece-o-som-da-bahia\/\">o Quiz Voc\u00ea conhece m\u00fasicas sobre a Bahia?<\/a>\u00a0<\/strong><\/em>Ent\u00e3o chegou a hora de descobrir\u00a0as <strong>respostas<\/strong> e mais algumas curiosidades sobre as m\u00fasicas e compositores que cantaram a Bahia de maneira singular e tratando de diversos aspectos da cultura baiana.<\/p>\n<h1>1- ALTERNATIVA D &#8211; \u00a0A verdadeira baiana incomoda sim!<\/h1>\n<p>Composta por Caetano Veloso e interpretada por Gal Costa, a letra de &#8220;A Verdadeira Baiana&#8221; descreve as caracter\u00edsticas que uma baiana de verdade tem que ter: &#8220;A verdadeira baiana sabe ser falsa, salsa, valsa e samba quando quer. A verdadeira baiana \u00e9 transafricana! \u00c9 p\u00f3s-americana, Rum, Pi, Drum-machine, L\u00e9&#8221;. Segundo Caetano, uma verdadeira baiana faz o que bem quer, sem se preocupar com o que v\u00e3o pensar e pode assumir diferente papeis na sociedade. N\u00e3o incomodar ningu\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica citada pelo compositor Geraldo Pereira para descrever a\u00a0&#8220;Falsa Baiana&#8221;, letra tamb\u00e9m interpretada por Gal. A falsa baiana \u00e9 aquela que n\u00e3o sabe sambar, que n\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o quando chega, \u00e9 aquela que n\u00e3o incomoda:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>A falsa baiana quando entra no samba\/ningu\u00e9m se incomoda, ningu\u00e9m bate palma<\/em><br \/>\n<em> ningu\u00e9m abre a roda\/Ningu\u00e9m grita \u00f4ba<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>2- ALTERNATIVA C &#8211; Morena bela e peixe Mariquita \u00e9 no Rio Vermelho<\/h1>\n<p>O Candeal Pequeno de Brotas \u00e9 um bairro perif\u00e9rico de Salvador conhecido pela est\u00e9tica colorida das ruas e pelas diversas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o promove. Carlinhos Brown nasceu no local e atualmente possui um projeto social na regi\u00e3o chamado Pracatum. As caracter\u00edsticas do local s\u00e3o muitas e foram cantadas em diferentes m\u00fasicas, a exemplo de &#8220;Tiririca&#8221;, da Banda Mel, que fala do banho de bica que acontecia no bairro; &#8220;Zorra&#8221;, da Timbalada, que cita o espa\u00e7o cultural Guetho Square Candyal e afirma que l\u00e1 &#8220;cacique \u00e9 rei do carnaval&#8221;; al\u00e9m da conhecida can\u00e7\u00e3o na voz de Ivete Sangalo &#8220;Levada Louca&#8221; que j\u00e1 avisa no primeiro verso &#8220;Tem festa no Candeal&#8221;.\u00a0Morena bela e peixe Mariquita fazem parte de uma outra can\u00e7\u00e3o, composta por Roque Ferreira, chamada &#8220;Vi Mam\u00e3e na Areia&#8221;, que n\u00e3o fala sobre o Candeal, mas sim sobre o Rio Vermelho.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>No tempo que o Rio Vermelho tinha peixe Mariquita\/E o terreiro Casa Branca, batia na Barroquinha\/Quando em \u00c1gua de Meninos, engenho de cana moia\/Quando o terno do Arigofe, reisava na Soledade\/E no largo dos Aflitos tinha samba de verdade<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>3- ALTERNATIVA B &#8211; O tambor do Il\u00ea \u00e9 o vulc\u00e3o da Bahia<\/h1>\n<p>Wostinho Nascimento disse que o Olodum faz balan\u00e7ar pra l\u00e1 e pra c\u00e1 em &#8220;Olodum Pra Balan\u00e7ar&#8221;. Nem Cardoso escreveu que o toque do timbaleiro sacode o mundo inteiro em &#8220;Toque de Timbaleiro&#8221;. No entanto, foi Paulinho Camafeu que consagrou o tambor do Il\u00ea Ay\u00ea como o vulc\u00e3o do Bahia ao compor &#8220;Que Bloco \u00c9 esse&#8221;, m\u00fasica que celebra a beleza do mais belo dos belos, como \u00e9 conhecido o Il\u00ea Ay\u00ea, bloco afro mais antigo de Salvador.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Hoje terra vai tremer\/Vulc\u00e3o da Bahia \u00e9 tambor de Il\u00ea Aiy\u00ea<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>4-\u00a0ALTERNATIVA B &#8211; Gil reparou no namorado da Garota do Barbalho<\/h1>\n<p>Apesar de ter muitas boas caracter\u00edsticas, a garota do Barbalho n\u00e3o tinha malemol\u00eancia e nem sabia tocar tambor, porque essas s\u00e3o peculiaridades que Saul Barbosa percebeu no &#8220;Menino do Pel\u00f4&#8221;, m\u00fasica interpretada por Daniela Mercury. J\u00e1 a primazia para o bem e para o mal, e os defeitos que deus tamb\u00e9m d\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o exclusivos da garota do Barbalho, mas sim de &#8220;Toda menina baiana&#8221;, como o pr\u00f3prio Gil afirmou na can\u00e7\u00e3o de sua autoria. O que Gil mais cita na letra de &#8220;Tradi\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o \u00e9 a garota do Barbalho em si, mas o namorado dela. \u00c9 ele quem chama mais a aten\u00e7\u00e3o do compositor:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Namorava um rapaz que era muito inteligente\/Um rapaz muito diferente\/Inteligente no jeito de pongar no bonde\/<\/em><em>E diferente pelo tipo\/De camisa aberta e certa cal\u00e7a americana\/Arranjada de contrabando\/E sair do banco e, desbancando, despongar do bonde\/Sempre rindo e sempre cantando\/Sempre lindo e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre\/Sempre rindo e sempre cantando<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>5- ALTERNATIVA E &#8211; John Coltrane lan\u00e7ou o disco &#8220;Bahia&#8221;<\/h1>\n<p>John Coltrane, ou simplesmente Trane, foi\u00a0um famoso saxofonista e compositor de jazz norte-americano. Em 1965, Trane lan\u00e7ou o \u00e1lbum &#8220;Bahia&#8221; pela Prestige Records. O \u00e1lbum conta com 5 faixas instrumentais que mesclam o cl\u00e1ssico jazz com elementos da m\u00fasica baiana, inclui tambores, pianos, saxofone e trompete. A faixa-t\u00edtulo \u00e9, na verdade, a releitura da cifra de &#8220;Bahia&#8221; do compositor brasileiro Ary Barroso. Gravado no est\u00fadio de Rudy Van Gelder, engenheiro de som especializado em jazz, o \u00e1lbum foi bem recebido pela cr\u00edtica internacional. Recebeu 3 de 5 estrelas do portal internacional AllMusic e da Rolling Stone Jazz Record Guide.<\/p>\n<h1>6- ALTERNATIVA C &#8211; No vatap\u00e1 de Caymmi n\u00e3o entra tomate e cheiro verde<\/h1>\n<p>No vatap\u00e1 de Caymmi entra, fub\u00e1, dend\u00ea, castanha de caju, gengibre, cebola, amendoim, camar\u00e3o, coco e principalmente uma n\u00eaga baiana que saiba mexer. S\u00f3 n\u00e3o entra o tomate e o cheiro verde, que s\u00e3o ingredientes inclusos em receitas mais modernas.<\/p>\n<h1>7- ALTERNATIVA C &#8211; Lazzo e Jorge n\u00e3o citaram o Pelourinho em &#8220;Alegria da Cidade&#8221;<\/h1>\n<p>Composta por Lazzo Matumbi e Jorge Portugal, a can\u00e7\u00e3o &#8220;Alegria da Cidade&#8221; ficou famosa na voz de Margareth Menezes, que levou a m\u00fasica mundo afora ao interpret\u00e1-la no tradicional Montreux Jazz Festival, na Sui\u00e7a, em 2006. Apesar da can\u00e7\u00e3o citar diversos locais ligados a cultura afro-baiana, o Pelourinho \u00e9 o \u00fanico que fica de fora da letra. Por\u00e9m, o Pel\u00f4 recebe aten\u00e7\u00e3o especial numa can\u00e7\u00e3o do Olodum que tamb\u00e9m retrata a rela\u00e7\u00e3o da Bahia com a ancestralidade de outros lugares, a famosa &#8220;Fara\u00f3, divindade do Egito&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Pelourinho, uma pequena comunidade\/Que por\u00e9m Olodum unir\u00e1\/Em bracos de confraternidade\/Despertai-vos, para a cultura eg\u00edpcia no Brasil<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>8- ALTERNATIVA A &#8211; A morena mais frajola da Bahia est\u00e1 na Baixa dos Sapateiros<\/h1>\n<p>Na m\u00fasica &#8220;Lapa&#8221;, a banda de pagode Saiddy Bamba encontrou roupas e acess\u00f3rios super baratos como a lupa de 10 reais, que se cair no ch\u00e3o n\u00e3o presta mais, e o t\u00eanis da nike, que se molhar come\u00e7a a descolar. Enquanto isso, Paulinho Camafeu em &#8220;Que Bloco \u00e9 esse?&#8221;, revela que a Liberdade &#8220;\u00e9 um bairro que a alma quer visitar, lave a boca, limpe os p\u00e9s, na pisa que for levar&#8221;. J\u00e1 Dorival Caymmi sente falta do coqueiro, da areia e da morena de Itapo\u00e3, que n\u00e3o \u00e9 a mais frajola da Bahia. Esta, encontra-se &#8220;Na Baixa dos Sapateiros&#8221; e recusou os beijos e car\u00edcias de Caetano Veloso. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 Caetano que sofreu pelas garotas de Salvador. Raul Seixas implorou para que a &#8220;Menina de Amaralina&#8221; voltasse para seus bra\u00e7os:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Menina de Amaralina\/eu quero o seu amor\/Menina\/Oh, menina linda\/Volta por favor<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>9- ALTERNATIVA D &#8211; A Salgueiro cantou que felicidade tamb\u00e9m mora na Bahia<\/h1>\n<p>No ano de 1969 a escola de samba Acad\u00eamicos do Salgueiro levou para o carnaval carioca o enredo &#8220;Bahia de todos os deuses&#8221;. O samba, que enaltece entidades do candombl\u00e9 e riquezas naturais da flora baiana foi composto por Bala e Manuel Rosa:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Preto Velho Benedito j\u00e1 dizia\/Felicidade tamb\u00e9m mora na Bahia\/Tua hist\u00f3ria, tua gl\u00f3ria\/Teu nome \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o,\/\u00a0<\/em><em>Bahia do velho mercado\/Subida da Concei\u00e7\u00e3o\/\u00c9s t\u00e3o rica em minerais\/Tens cacau, tens carna\u00faba\/Famoso jacarand\u00e1\/Terra aben\u00e7oada pelos deuses\/E o petr\u00f3leo a jorrar<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No ano de 2009, a Viradouro tentou reeditar o samba, mas o regulamento do ano n\u00e3o permitiu a apresenta\u00e7\u00e3o de reedi\u00e7\u00f5es de composi\u00e7\u00f5es. A m\u00fasica tamb\u00e9m foi interpretada por grandes nomes nacionais, dentre eles, Elza Soares e Jair Rodrigues. Vale lembrar que, em 1986 a Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira, tamb\u00e9m utilizou a Bahia no enredo &#8220;Caymmi Mostra Ao Mundo o Que a Bahia e a Mangueira Tem&#8221;.<\/p>\n<h1>10- ALTERNATIVA B &#8211; Batatinha contou a hist\u00f3ria de J\u00e1j\u00e1 da Gamboa<\/h1>\n<p>&#8220;J\u00e1j\u00e1 da Gamboa&#8221; foi a primeira m\u00fasica gravada de Batatinha. O consagrado compositor baiano come\u00e7ou a escrever aos 15 anos e seu nome art\u00edstico pegou depois que o locutor Ant\u00f4nio Maria lhe chamou pelo apelido. Ningu\u00e9m nunca entendeu o motivo, mas o nome permanece at\u00e9 hoje. Batatinha era um \u00f3timo tocador de caixinha de f\u00f3sforo e o instrumento ajudava a ritmar suas composi\u00e7\u00f5es. Ao longo de sua vida, Batatinha conquistou grandes \u00eaxitos, como m\u00fasicas nas trilhas de filmes de Glauber Rocha e regrava\u00e7\u00f5es de Maria Beth\u00e2nia. Batatinha faleceu ao 77 anos, em 1997.<\/p>\n<h1>11- ALTERNATIVA C &#8211; A mulher de roxo n\u00e3o caiu no samba<\/h1>\n<p>As meninas da Ribeira e do Alto do Candeal n\u00e3o resistiram e ca\u00edram no samba da Timbalada, como narra Jaimme Bahia na letra de &#8220;Samba\u00ea&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Menina do alto do Gantois\/Menina da Ribeira\/Menina do alto do Candeal\/Menina dessa cidade negra\/Samba\u00ea\/Samba\u00ea, samba\/Samba menina\/Samba\u00ea\/Samba\u00ea, samba\/Na Timbalada<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas n\u00e3o foram s\u00f3 as novinhas que entraram na dan\u00e7a, Carlinho Ganso e Badeg\u00e3o revelam em &#8220;Vov\u00f3 no Samba&#8221; que uma vov\u00f3 envergonhada, depois que tomou licor, ficou toda debochada, entrou no samba e n\u00e3o quis mais sair. Eles tiveram que gritar &#8220;tira vov\u00f3 da\u00ed&#8221;. J\u00e1 Carlinhos Brown descreveu em &#8220;Maria Caipirinha&#8221; uma mulher essencialmente forte e baiana, que sabia fazer feijoada, tinha as m\u00e3os calejadas, e claro, bailava toda molhada.:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Samba da Bahia&#8230;\/Vem Maria Nega Tet\u00ea\/Tetet\u00ea tet\u00ea\/Vem Maria toca o dind\u00ea\/Tetet\u00ea tet\u00ea\/Vem Maria, quero voc\u00ea\/Tetete tet\u00ea\/Vem Maria para a Bahia\/Tetete tet\u00ea\/Vem Maria Caipirinha\/Tetet\u00ea tet\u00ea<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A \u00fanica das baianas que n\u00e3o caiu no samba foi a misteriosa &#8220;Mulher de Roxo&#8221;, cantada e composta pela banda de rock baiano Cascadura em parceria com a cantora, tamb\u00e9m baiana, Pitty. A m\u00fasica descreve uma mulher que andava com trajes roxos na Rua Chile. Ningu\u00e9m sabia de onde ela vinha, nem para onde ela iria, sua apar\u00eancia remetia a uma bruxa e todos tinham medo dela. Identificada como Florinda Santos, a mulher de roxo inspirou uma personagem de Glauber Rocha no filme &#8220;O Drag\u00e3o da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969)&#8221;. As teorias sobre a origem daquela curiosa criatura que morava nas ruas eram diversas, muitos diziam que ela tinha enlouquecido por conta de uma desilus\u00e3o amorosa, outros relatavam que h\u00e1 tempos atr\u00e1s ela era muito rica, por\u00e9m tinha perdido tudo. Na \u00e9poca, a imprensa publicou algumas notas sobre o caso.<\/p>\n<h1>12- ALTERNATIVA E &#8211; No Farol da Barra n\u00e3o tem esteira de vime<\/h1>\n<p>Composta por Caetano Veloso e Luiz Galv\u00e3o, &#8220;Farol da Barra&#8221; ficou conhecida com os Novos Baiano. A letra canta o que acontece em um dos pontos tur\u00edsticos mais requisitados da Bahia quando o sol se p\u00f5e:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>No Farol da Barra, o encontro \u00e9 pouco\/A conversa \u00e9 curta, tudo \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido como se furta\/Como a luz bate nas \u00e1guas\/Como tudo que se passa\/Com tanto cabeludo, com tanto p\u00f4r-do-sol<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Caetano e Galv\u00e3o ainda fazem uma profecia: &#8220;at\u00e9 o ano 2000, o Farol al\u00e9m do p\u00f4r-do-sol ser\u00e1 o p\u00f4r-do-som&#8221;. A profecia se concretizou, pois em 2009 a cantora Daniela Mercury batizou seu tradicional show no primeiro dia do ano de &#8220;P\u00f4r do Som&#8221;. A rela\u00e7\u00e3o entre a letra e o evento n\u00e3o foi muito harmoniosa, uma vez que no ano passado Luiz Galv\u00e3o decidiu processar Daniela pelo uso n\u00e3o autorizado do termo. Dentre as muitas coisas presentes no Farol da Barra, s\u00f3 n\u00e3o est\u00e1 a esteira vime. A esteira a gente encontra na cl\u00e1ssica &#8220;Tarde em Itapu\u00e3&#8221; de Toquinho e Vinicius, junto a \u00e1gua de coco e pregui\u00e7a do corpo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Um velho cal\u00e7\u00e3o de banho\/O dia pra vadiar\/Um mar que n\u00e3o tem tamanho\/E um arco-\u00edris no ar\/Depois na pra\u00e7a Caymmi\/Sentir pregui\u00e7a no corpo\/E numa esteira de vime\/Beber uma \u00e1gua de coco<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>13- ALTERNATIVA B &#8211; Na Bahia tem ec\u00f3 e eb\u00f3<\/h1>\n<p>\u00c9 claro que na Bahia tem farofa e dend\u00ea, caruru e mel de uru\u00e7u, mani\u00e7oba e \u00f3leo de peroba. No\u00a0entanto, essas coisas n\u00e3o foram citadas na letra de &#8220;Na Bahia tem&#8221; composta por Marcus Viana e interpretada por Jorge Benjor. Al\u00e9m das especiarias culin\u00e1rias, a m\u00fasica cita tamb\u00e9m as oferendas do candombl\u00e9, conhecidas como &#8220;eb\u00f3&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Na Bahia tem, tem, tem\/Na Bahia tem ec\u00f3\/Na Bahia tem caruru\/Na Bahia tem eb\u00f3\/Na Bahia tem vatap\u00e1\/Na Bahia tem mugunz\u00e1\/Na Bahia tem acaraj\u00e9\/Na Bahia tem apar\u00e1\/Na Bahia tem candombl\u00e9<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>14- ALTERNATIVA E &#8211; Roque Ferreira s\u00f3 n\u00e3o viu o Il\u00ea passar<\/h1>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o de Roque Ferreira, &#8220;Vi mam\u00e3e na areia&#8221;, conta muitas coisas que podem ser vistas na Bahia antiga. O\u00a0Il\u00ea n\u00e3o \u00e9 uma delas. Na m\u00fasica &#8220;O mais belo dos belos&#8221;, Valter Farias conta que o Il\u00ea sobe a Ladeira do Curuzu, que fica entre a Liberdade e a San Martin, fazendo a galera pular de alegria e curtir o charme da liberdade:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Quem \u00e9 que sobe a ladeira do Curuzu?\/E a coisa mais linda de se ver?\/\u00c9 o Il\u00ea Ay\u00ea\/O Mais Belo Dos Belos\/Sou eu, sou eu \/Bata no peito mais forte\/E diga: Eu sou Il\u00ea\/N\u00e3o me pegue n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o\/Me deixe \u00e0 vontade\/\u00a0<\/em><em>N\u00e3o me pegue n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o\/Me deixe \u00e0 vontade\/Deixe eu curtir o Il\u00ea\/O charme da liberdade\/Como \u00e9 que \u00e9?\/Deixe eu curtir o Il\u00ea\/O charme da liberdade<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h1>15- ALTERNATIVA D &#8211; Caetano sentiu a falta de um amor secreto<\/h1>\n<p>As saudades da Bahia foram inspira\u00e7\u00f5es de muitos compositores Baianos, mas cada um deles sentiu falta de aspectos diferentes. Caymmi se arrependeu de n\u00e3o ter escutado os dizeres da m\u00e3e em &#8220;Saudades da Bahia&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia\/Ai, se eu escutasse o que mam\u00e3e dizia\/Bem, n\u00e3o v\u00e1 deixar a sua m\u00e3e aflita\/A gente faz o que o cora\u00e7\u00e3o dita\/Mas esse mundo \u00e9 feito de maldade e ilus\u00e3o<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>J\u00e1 Gil, colocou seus sentimentos para fora em &#8220;Back in Bahia&#8221; e revelou que ao contemplar a paisagem de Londres, sentia falta do mar da Bahia, &#8220;Do luar que tanta falta me fazia junto do mar, mar da Bahia, cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar, t\u00e3o diferente, do verde tamb\u00e9m t\u00e3o lindo dos gramados campos de l\u00e1&#8221;. O que Caetano sentiu falta mesmo foi de um amor secreto, que s\u00f3 a Virgem Maria sabia, como ele canta em &#8220;Quando eu penso na Bahia&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Eu deixei l\u00e1 na Bahia\/Um amor t\u00e3o bom, t\u00e3o bom ioi\u00f4\/Meu Deus que amor\/Que desse amor s\u00f3 quem sabia\/\u00a0<\/em><em>Era a Virgem Maria\/Nasceu cresceu e l\u00e1 ficou<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O sorvete de caj\u00e1, no entanto, nada tem a ver com saudades da Bahia. \u00c9 o t\u00edtulo de uma m\u00fasica do grupo Suinga, que conta a hist\u00f3ria de um garoto apaixonado que, enquanto esperava ser notado por sua paix\u00e3o, tomava sorvete de caj\u00e1.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><i>\u266a\u00a0<\/i>Enquanto mais ou menos espero\/Eu fico c\u00e1 a te olhar\/Ao mesmo ponto ou tempo espero\/Quem sabe se vai me notar?\/Enquanto eu c\u00e1, voc\u00ea ali\/Eu fico assim,\/Que eu me preocupo com meu suspiro\/Mas o bom que \u00e9 mesmo nesse ponto\/Tem sorvete de caj\u00e1<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jordan Dafn\u00e9\u00a0 Todo mundo sabe o que \u00e9 que baiana tem, o quanto \u00e9 bom passar uma tarde em Itapu\u00e3 e que toda menina baiana tem<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[21,11],"class_list":["post-2332","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-musica-baiana","tag-quiz"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2332"}],"version-history":[{"count":13,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2547,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2332\/revisions\/2547"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}