{"id":2230,"date":"2016-12-14T18:04:22","date_gmt":"2016-12-14T21:04:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/?p=2230"},"modified":"2016-12-19T20:03:27","modified_gmt":"2016-12-19T23:03:27","slug":"herdeiras-de-tia-ciata","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/herdeiras-de-tia-ciata\/","title":{"rendered":"Herdeiras de Tia Ciata"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Uilson Campos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Cheias de gra\u00e7a, as saias coloridas dominam o centro de animadas rodas desde as origens do samba. E, com o passar do tempo, suas donas foram tamb\u00e9m assumindo as fun\u00e7\u00f5es de compositoras, int\u00e9rpretes e instrumentistas. As sambadeiras sempre estiveram em posi\u00e7\u00e3o destacada, seja no passo miudinho do samba cl\u00e1ssico ou no movimento ligeiro das saias no samba de roda. O cantor e compositor Roberto Mendes sabe bem disso. Ele conta que a origem da participa\u00e7\u00e3o da mulher no movimento do samba surge com a chula, em meados do s\u00e9culo XIX, como resultado do encontro da viola portuguesa e do batuque dos negros sudaneses, tendo seu ber\u00e7o no Rec\u00f4ncavo baiano.<\/p>\n<p>\u201cO homem come\u00e7ava cantando, enaltecendo a beleza da mulher, que s\u00f3 entrava na roda para dan\u00e7ar\u201d, diz. Ele explica que a chula come\u00e7a a se caracterizar como samba quando deixa de ser uma manifesta\u00e7\u00e3o restrita \u00e0s festividades dos negros escravizados e come\u00e7a a se popularizar em outros c\u00edrculos. Um marco desse momento foi quando\u00a0 Tia Ciata, negra, m\u00e3e-de-santo de Santo Amaro,\u00a0 foge para o Rio de Janeiro, em 1876, por persegui\u00e7\u00e3o religiosa, levando suas festas em celebra\u00e7\u00e3o aos orix\u00e1s para bairros populares do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NxHBetDBQvk\" width=\"853\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>A partir da\u00ed, as mulheres assumiram condi\u00e7\u00e3o de comando, como comenta a pesquisadora, cantora e compositora Juliana Ribeiro: \u201cA mulher geria a casa, preparava o local, fazia a comida, elementos que estavam no contexto da festa, e sem os quais n\u00e3o tinha como o samba acontecer\u201d.<\/p>\n<p>Para Marilda Santana, cantora e pesquisadora, o protagonismo feminino no ritmo sempre representou mais do que a sensualidade na dan\u00e7a: \u201cOs lugares assumidos pela mulher no samba, na perspectiva patriarcal, est\u00e3o unicamente ligados aos requebros e meneios. Mas, em sua origem, o movimento sempre contou com a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres, negras em particular.\u201d<\/p>\n<p>Inspirado na m\u00fasica Vov\u00f3 no Samba, do \u00e1lbum Na Cabe\u00e7a e na Cintura (1996) do \u00c9 o Tchan, o CORREIO de Futuro foi buscar hist\u00f3rias de sambadeiras da Bahia que, assim como a vov\u00f3 do Tchan, tomam conta de todos os batuques.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div id=\"attachment_2269\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2269\" class=\"wp-image-2269\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-300x200.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-300x200.jpg 300w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-768x512.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-219x146.jpg 219w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-50x33.jpg 50w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Xind\u00f3-113x75.jpg 113w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-2269\" class=\"wp-caption-text\">Em dias nublados, o canto de Maria de Xind\u00f3 era convocado para espantar a chuva. | Foto: Heitor Oliveira.<\/p><\/div>\n<p><strong><br \/>\nMaria de Xind\u00f3, 70 anos<br \/>\n<\/strong> <strong>NA FAM\u00cdLIA XIND\u00d3 REQUEBRADO \u00c9 VOCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>No dia em que a pequena Alana, 4, resolveu acompanhar a av\u00f3, Maria da Paix\u00e3o, 70, conhecida como dona Maria de Xind\u00f3, em uma roda de samba, foi como uma identifica\u00e7\u00e3o c\u00e1rmica. Assim como a matriarca da fam\u00edlia, Alana reconheceu cedo a paix\u00e3o pelo samba. Logo nos primeiros ensaios recebeu, como presente de outras sambadeiras, o vestido, o turbante e as sand\u00e1lias. \u00c9 de se imaginar, por\u00e9m, \u00a0a surpresa de dona Maria da Paix\u00e3o ao ouvir a resposta de sua neta, ap\u00f3s um visitante perguntar pelo nome da pequena iniciante no samba. \u201cMe chamo Alana de Xind\u00f3!\u201d, disse ela, orgulhosa.<\/p>\n<p>Xind\u00f3 era como as pessoas chamavam a bisav\u00f3 de Alana, e de quem dona Maria herdou n\u00e3o s\u00f3 o apelido, como tamb\u00e9m a profiss\u00e3o. Ap\u00f3s ter ficado vi\u00fava, quando tinha 41 anos, dona Maria de Xind\u00f3 encontrou no trabalho de lavadeira o meio para pagar as despesas da casa: \u201cLavei muita roupa de ganho na beira do Abaet\u00e9. Era daqui que tirava meu trocado. Lavando e sambando, na chuva e no sol, n\u00e3o tinha tempo ruim\u201d.<\/p>\n<p>Assim como a obriga\u00e7\u00e3o no trabalho de lavadeira, a divers\u00e3o em celebrar o samba tamb\u00e9m era um aspecto marcante na fam\u00edlia de dona Maria de Xind\u00f3. Na inf\u00e2ncia, ela recorda das rodas de samba em que enquanto seu pai tocava o pandeiro, sua m\u00e3e o acompanhava com o prato.\u00a0\u201cMinha m\u00e3e sempre dizia que a festa n\u00e3o come\u00e7ava enquanto meu pai n\u00e3o chegasse. O canto preferido dele era o Samba da Lavadeira. N\u00e3o tinha festa que ele chegasse que ele n\u00e3o cantasse essa m\u00fasica\u201d, diz.<\/p>\n<p>E foi com esse canto que, anos mais tarde, a lavadeira passaria a ser refer\u00eancia entre as colegas de of\u00edcio. Para aquelas mulheres que dependiam do sol para secar as roupas dos clientes, chuva era sin\u00f4nimo de dia sem dinheiro. Nesses momentos, a solu\u00e7\u00e3o entre as lavadeiras era recorrer ao legado deixado para a herdeira de Xind\u00f3. \u00a0\u00a0\u201cQuando o tempo estava nublado, as colegas gritavam: \u2018Maria, cante aquele samba, minha filha\u2019. Tinha dias que eu cantava, meu irm\u00e3o, o sol abria, e a gente saia satisfeita. Mas tinha dia que caia uma chuva, que n\u00e3o tinha jeito, ent\u00e3o a gente voltava para casa \u00a0(risos). Mas voltava alegre, de qualquer forma,\u00a0porque nosso ganho era aquele\u201d, explica dona Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"cp_widget_b25495f1-5a79-424f-95f7-0d90e55280bc\">&#8230;<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/div%20id=cp_widget_b25495f1-5a79-424f-95f7-0d90e55280bc...\/divscript%20type=text\/javascript%20var%20cpo%20=%20%5B%5D;%20cpo%5B_object%5D%20=cp_widget_b25495f1-5a79-424f-95f7-0d90e55280bc;%20cpo%5B_fid%5D%20=%20AUJAt19zkIr0;%20var%20_cpmp%20=%20_cpmp%20||%20%5B%5D;%20_cpmp.push(cpo);%20(function()%20%20var%20cp%20=%20document.createElement(script);%20cp.type%20=%20text\/javascript;%20cp.async%20=%20true;%20cp.src%20=%20\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js;%20var%20c%20=%20document.getElementsByTagName(script)%5B0%5D;%20c.parentNode.insertBefore(cp,%20c);%20)();%20\/scriptnoscriptPowered%20by%20Cincopa%20a%20href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'Video%20Playlist\/a%20for%20Business%20solution.spanNew%20Gallery%202016\/12\/16\/spanspanCan\u00e7\u00e3o%20da%20Lavadeira%20-%20Ganhadeiras%20de%20Itapu\u00e3\/span\/noscript\"><script type=\"text\/javascript\"> var cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_b25495f1-5a79-424f-95f7-0d90e55280bc\"; cpo[\"_fid\"] = \"AUJAt19zkIr0\"; var _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo); (function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\"; cp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\"; var c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0]; c.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa &amp;lt;a href=&#8217;https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist&#8217;&amp;gt;Video Playlist&amp;lt;\/a&amp;gt; for Business solution.&amp;lt;span&amp;gt;New Gallery 2016\/12\/16&amp;lt;\/span&amp;gt;&amp;lt;span&amp;gt;Can\u00e7\u00e3o da Lavadeira &#8211; Ganhadeiras de Itapu\u00e3&amp;lt;\/span&amp;gt;<\/noscript><\/a><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u266a \u00d4 lavadeira que lava no areal \/\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00d4 lavadeira que lava no areal \/\u00a0<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Faz sol meu Deus pra lavadeira lavar <\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora dona Maria, em tom saudosista, lamente o fim das lavadeiras \u2018de ganho\u2019 \u00e0s margens do Abaet\u00e9, essa jamais foi uma tradi\u00e7\u00e3o que ela desejaria para o destino de sua neta, Alana. J\u00e1 o orgulho em ver a pequena Xind\u00f3 levando adiante a voca\u00e7\u00e3o familiar pelo samba, ela n\u00e3o esconde: \u201c\u00c9 muito gratificante ver o samba passado de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o. Quero que ela estude, se esclare\u00e7a, e se ela quiser seguir essa tradi\u00e7\u00e3o, vamos dar todo apoio\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_2271\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2271\" class=\"wp-image-2271\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-300x232.jpg\" width=\"600\" height=\"464\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-300x232.jpg 300w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-768x594.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-1024x793.jpg 1024w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-189x146.jpg 189w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-50x39.jpg 50w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/dalva-97x75.jpg 97w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-2271\" class=\"wp-caption-text\">Em meio \u00e0 rotina de trabalho em uma f\u00e1brica de charutos, Dalva Damiana criou um grupo de samba. | Foto: Camilla Souza.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>Dalva Damiana, 89 anos<\/strong><br \/>\n<strong><strong>A SABEDORIA DE UMA DOUTORA EM SAMBA<\/strong><\/strong>\u201cA t\u00e1bua que a gente fazia o charuto era o meu caderno. As madeirinhas para esticar a folha do fumo eram minhas borrachas. A faca, minha caneta. O caco de colocar o grude, meu tinteiro\u201d. \u00a0Quando ingressou na f\u00e1brica de charutos Suerdieck, em Cachoeira, na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado, dona Dalva Damiana, 89, mal sabia que, com apenas a segunda s\u00e9rie do Ensino Fundamental, chegaria ao t\u00edtulo de doutora. O diploma entregue pela Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), em 2012, na modalidade Honoris Causa (honraria concedida pela notoriedade de algu\u00e9m em sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o), seria conquistado, por\u00e9m, n\u00e3o pela sua habilidade de fazer charutos. Hoje, dona Dalva Damiana \u00e9 uma doutora do samba.<\/div>\n<p>Na inf\u00e2ncia, a pequena Dalva dividia seu tempo entre ajudar nos servi\u00e7os de sua av\u00f3, lavadeira no Caquende (bairro de Cachoeira) e as brincadeiras com as bonecas feitas por ela mesma com peda\u00e7os de pau e papel. Na imagina\u00e7\u00e3o da menina, um ritmo dava vida \u00e0s suas criaturas. \u201cEu gostava de fazer o sambinha com minhas bonecas. Fazia at\u00e9 o terno de reis. Elas cantavam, sambavam, davam umbigada\u201d, recorda a charuteira aposentada.<\/p>\n<p>Irm\u00e3 mais velha em uma fam\u00edlia com 9 filhos, Dalva se viu, precocemente, na necessidade de contribuir com a renda da fam\u00edlia. A \u201cansiedade\u201d, como ela afirma hoje, a levou, aos 14 anos, para a porta de uma f\u00e1brica de charutos, onde sua m\u00e3e j\u00e1 trabalhava, em busca de emprego. Por ser menor de idade, por\u00e9m, recebeu de cara uma negativa: \u201cQuando eu vi v\u00e1rias pessoas sendo contratadas e eu n\u00e3o, eu danei para chorar. Eu tinha vontade de ajudar meus pais a criar meus irm\u00e3os. Eu estava forte, criada. Depois de um tempo, o mestre chamou minha m\u00e3e e eles deram um jeito, \u2018aumentando minha idade\u2019 para me contratar\u201d.<\/p>\n<p>Depois de verdadeiramente adulta, foi convidada a trabalhar em outra f\u00e1brica de charutos, a Suerdieck. \u00a0Superados os anos anteriores, em que a tens\u00e3o na possibilidade de perder o emprego acompanhava a jovem Dalva, agora sua mente conseguia encontrar momentos para escapar da met\u00f3dica realidade na f\u00e1brica. Naquele ambiente repleto de mulheres, ressurgia a Dalva que fazia bonecas sambarem.<\/p>\n<p>Logo a charuteira come\u00e7ou a introduzir o samba em meio ao of\u00edcio seu e de suas colegas. \u201cA gente ficava olhando para a ger\u00eancia e, quando o chefe virava as costas, a gente cochichava uma com a outra e come\u00e7ava a batucar na banca\u201d. N\u00e3o tinha situa\u00e7\u00e3o que Dalva n\u00e3o transformasse em m\u00fasica. O primeiro samba composto por ela surgiu de um constrangimento. \u00a0\u201cUma colega nossa todos os dias levava merenda. Um dia ela levou jil\u00f3. Eu olhei assim e pensei comigo: \u2018de amargura j\u00e1 basta a que eu passo na vida\u2019. \u00a0Naquele dia eu nem tinha tomado caf\u00e9 em casa, tinha deixado meus filhos sem nada para comer. Na hora que ela dividiu o jil\u00f3, todo mundo pegou um peda\u00e7o. Quando chegou a minha vez, eu disse que n\u00e3o queria, mas ela fazia quest\u00e3o que eu aceitasse. Ent\u00e3o eu tomei o jil\u00f3, joguei na boca e naquela hora saiu meu primeiro samba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"cp_widget_931a2c70-6719-4cc6-b259-78025ac3a698\">&#8230;<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/div%20id=cp_widget_931a2c70-6719-4cc6-b259-78025ac3a698...\/divscript%20type=text\/javascript%20var%20cpo%20=%20%5B%5D;%20cpo%5B_object%5D%20=cp_widget_931a2c70-6719-4cc6-b259-78025ac3a698;%20cpo%5B_fid%5D%20=%20AIMAK0t5nMvJ;%20var%20_cpmp%20=%20_cpmp%20||%20%5B%5D;%20_cpmp.push(cpo);%20(function()%20%20var%20cp%20=%20document.createElement(script);%20cp.type%20=%20text\/javascript;%20cp.async%20=%20true;%20cp.src%20=%20\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js;%20var%20c%20=%20document.getElementsByTagName(script)%5B0%5D;%20c.parentNode.insertBefore(cp,%20c);%20)();%20\/scriptnoscriptPowered%20by%20Cincopa%20a%20href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'Video%20Playlist\/a%20for%20Business%20solution.spanNew%20Gallery%202016\/12\/16\/span\/noscript\"><script type=\"text\/javascript\"> var cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_931a2c70-6719-4cc6-b259-78025ac3a698\"; cpo[\"_fid\"] = \"AIMAK0t5nMvJ\"; var _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo); (function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\"; cp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\"; var c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0]; c.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa &lt;a href=&#8217;https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist&#8217;&gt;Video Playlist&lt;\/a&gt; for Business solution.&lt;span&gt;New Gallery 2016\/12\/16&lt;\/span&gt;<\/noscript><\/a><\/p>\n<p><em>\u266a Venha c\u00e1 como quiser, \u00f4, jil\u00f3 \/\u00a0<\/em><em>Como quiser venha c\u00e1, \u00f4, jil\u00f3 \/\u00a0<\/em><em>Plantei jil\u00f3, n\u00e3o pegou \/<\/em><br \/>\n<em>A chuva caiu, rebentou \/\u00a0<\/em><em>Eu cortei miudinho, botei na panela \/\u00a0<\/em><em>Pensei que era jil\u00f3, n\u00e3o \u00e9 jil\u00f3, \u00e9 berinjela<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da\u00ed em diante o Samba da Suerdieck foi ganhando espa\u00e7o, tomou as ruas de Cachoeira e serviu \u00a0de inspira\u00e7\u00e3o para outros grupos no Rec\u00f4ncavo. O grupo de dona Dalva passou a se apresentar nas principais festividades locais e, com o tempo, as sambadeiras que no come\u00e7o eram discriminadas pelo trabalho como charuteiras, hoje s\u00e3o abra\u00e7adas onde chegam. Com olhar intimidado, e afirmando n\u00e3o saber o que ela pode oferecer em troca do reconhecimento alcan\u00e7ado, Dalva Damiana, doutora no samba, talvez n\u00e3o mensure a maior de suas contribui\u00e7\u00f5es: provou que o samba pode ser o escape nos momentos mais amargos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_2422\" style=\"width: 459px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2422\" class=\"wp-image-2422\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-200x300.jpg\" width=\"449\" height=\"674\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-200x300.jpg 200w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-768x1152.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-683x1024.jpg 683w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-97x146.jpg 97w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-33x50.jpg 33w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/gra\u00e7a2-50x75.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><p id=\"caption-attachment-2422\" class=\"wp-caption-text\">Nem as chineladas que recebia ao chegar das festas quando jovem a fez desistir do samba. | Foto: Heitor Oliveira<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Maria da Gra\u00e7a, 71 anos<\/strong><\/div>\n<div>\n<p><strong>SAMBADEIRA ESPIVITADA, GOSTA DE GAIATICE<\/strong><\/p>\n<p>Quem via dona Maria da Gra\u00e7a Anuncia\u00e7\u00e3o Nascimento, 71, disciplinada e pouco expressiva, participando de um grupo de conviv\u00eancia que reunia senhorinhas para cantar em um coral de Salvador, talvez estranhasse o comportamento da vov\u00f3 que sempre foi conhecida por roubar a cena nos sal\u00f5es de dan\u00e7a e blocos em que participava. A rigidez exigida \u00e0s integrantes do coral n\u00e3o deixava dona Maria da Gra\u00e7a nada \u00e0 vontade. \u201cA maestrina tinha uma austeridade implac\u00e1vel. Como eu gostava de fazer minhas gaiatices, ela ficava me apontando, me chamando aten\u00e7\u00e3o. Ela exigia postura e a gente n\u00e3o podia nem rir!\u201d, relembra Gra\u00e7a, demonstrando a posi\u00e7\u00e3o de coluna ereta que elas tinham que manter ao segurar o classificador com as letras que cantavam.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mudou com a chegada de uma professora de m\u00fasica que apareceu para colaborar com o grupo, mas logo viu algo diferente nas meninas. \u201cO coral era muito paradinho, as senhoras n\u00e3o podiam dan\u00e7ar, mas de vez em quando uma mexia um pezinho, dava uma balan\u00e7ada, ent\u00e3o eu percebi: \u2018a\u00ed tem samba!\u2019\u201d, conta Maria Jos\u00e9 L\u00facio, conhecida como dona Maz\u00e9, que arrastou as vov\u00f3s do coral paradinho e formou o grupo Vivav\u00f3s, que desde 2004 se re\u00fane semanalmente em encontros regidos pelo samba.<\/p>\n<p>A maestrina, durona, por\u00e9m, n\u00e3o foi a primeira a tentar controlar Maria da Gra\u00e7a. Na juventude, o que n\u00e3o lhe faltou foram fiscais tentando \u201cpor as r\u00e9deas\u201d em seu jeito espevitado. \u00a0Morando com m\u00e3e e pai, era sua av\u00f3, que vivia junto com a fam\u00edlia, por\u00e9m, a mais r\u00edgida com a menina. \u201cMinha av\u00f3 era muito possessiva e eu era muito ousada. Das tr\u00eas irm\u00e3s, eu era a mais atrevida, a mais fagueira. Eu sempre gostei de dar minhas escapulidas. Aqui no Garcia, h\u00e1 50 anos, eu saia nos blocos de Carnaval. Teve um ano que eu sa\u00ed acompanhando um bloco com uma amiga \u2018boa de perna\u2019, e n\u00e3o disse nada em casa. Quando eu cheguei, o \u2018couro\u2019 comeu! Mas eu n\u00e3o estava nem a\u00ed, j\u00e1 tinha aproveitado mesmo (risos)\u201d, conta dona Gra\u00e7a, que ainda lembra das colheres de pau, vassouras e cintos que sua av\u00f3 lhe atirava ao chegar em casa ap\u00f3s as festas.<\/p>\n<p>Na vida profissional, Gra\u00e7a tamb\u00e9m encontrou pessoas que n\u00e3o souberam lidar com seu jeito extrovertido. Professora em um col\u00e9gio religioso, era nos eventos que ela quebrava o clima rigoroso da institui\u00e7\u00e3o. \u201cTeve uma festa em que o padre (diretor da escola) pediu para morrer quando me viu toda vestida de baiana no meio dos meninos. Ele ficava \u2018fungando\u2019 de tanto nervoso. Depois, a coordenadora me levava na sala dela para chamar minha aten\u00e7\u00e3o, ela dizia que eu estava extrapolando. Eu respondia que meu jeito era aquele e era assim que os alunos gostavam\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Atualmente, a vov\u00f3, que n\u00e3o aguenta ficar parada quando ouve o samba <em>Chiclete com Banana<\/em>, de Jackson do Pandeiro (1919 &#8211; 1982), faz aula de dan\u00e7a de segunda \u00e0 sexta.\u00a0 Ela garante n\u00e3o saber o que \u00e9 mau humor em sua vida e reconhece no samba o lugar para espalhar toda a sua vivacidade, por vezes contida: \u201c\u00c9 o ritmo que est\u00e1 em nossas origens. \u00a0Aqui eu posso requebrar, cantar\u2026 Pegamos o microfone e roubamos a cena\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"cp_widget_9e42b703-ff7f-4acb-a914-dea2ba107f1f\">&#8230;<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/div%20id=cp_widget_9e42b703-ff7f-4acb-a914-dea2ba107f1f...\/divscript%20type=text\/javascript%20var%20cpo%20=%20%5B%5D;%20cpo%5B_object%5D%20=cp_widget_9e42b703-ff7f-4acb-a914-dea2ba107f1f;%20cpo%5B_fid%5D%20=%20AwKAC3tunoZU;%20var%20_cpmp%20=%20_cpmp%20||%20%5B%5D;%20_cpmp.push(cpo);%20(function()%20%20var%20cp%20=%20document.createElement(script);%20cp.type%20=%20text\/javascript;%20cp.async%20=%20true;%20cp.src%20=%20\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js;%20var%20c%20=%20document.getElementsByTagName(script)%5B0%5D;%20c.parentNode.insertBefore(cp,%20c);%20)();%20\/scriptnoscriptPowered%20by%20Cincopa%20a%20href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'Video%20Playlist\/a%20for%20Business%20solution.spanNew%20Gallery%202016\/12\/16\/spanspanChiclete%20com%20Banana%20-%20Jackson%20do%20Pandeiro%20\/span\/noscript\"><script type=\"text\/javascript\"> var cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_9e42b703-ff7f-4acb-a914-dea2ba107f1f\"; cpo[\"_fid\"] = \"AwKAC3tunoZU\"; var _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo); (function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\"; cp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\"; var c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0]; c.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa &lt;a href=&#8217;https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist&#8217;&gt;Video Playlist&lt;\/a&gt; for Business solution.&lt;span&gt;New Gallery 2016\/12\/16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;Chiclete com Banana &#8211; Jackson do Pandeiro &lt;\/span&gt;<\/noscript><\/a><\/p>\n<p><em>\u266aEu s\u00f3 boto bebop no meu samba \/\u00a0<\/em><em>Quando Tio Sam tocar um tamborim \/\u00a0<\/em><em>Quando ele pegar \/<\/em><br \/>\n<em>No pandeiro e no zabumba \/\u00a0<\/em><em>Quando ele aprender \/\u00a0<\/em><em>Que o samba n\u00e3o \u00e9 rumba&#8230;<br \/>\n<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2273\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2273\" class=\"wp-image-2273\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-300x200.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-300x200.jpg 300w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-768x512.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-219x146.jpg 219w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-50x33.jpg 50w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/teresa-113x75.jpg 113w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-2273\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Todo mundo tem o direito de ser feliz!&#8221; | Foto: Heitor Oliveira.<\/p><\/div>\n<div>\n<p><strong><br \/>\nTeresa Concei\u00e7\u00e3o, 64 anos<br \/>\n<\/strong><strong>TODA BOA E S\u00d3 GOSTA DE NOVINHOS<\/strong><\/p>\n<p>Quando perguntam qual samba faz dona Teresa Concei\u00e7\u00e3o, 64 anos, se recordar de sua juventude, no bairro de Itapu\u00e3, ela n\u00e3o titubeia. \u00a0Na letra de <em>P\u00e9 de Lima, P\u00e9 de Lim\u00e3o<\/em>, um apaixonado insiste em afirmar ser dono de um certo amor, mesmo que lhe digam reiteradas vezes que este n\u00e3o a pertence. A m\u00fasica trata de um assunto bem recorrente na vida da sambadeira de jeito faceiro e voz firme: as artimanhas do cora\u00e7\u00e3o. Dona Tereza n\u00e3o esconde de ningu\u00e9m seu atual relacionamento com um rapaz 36 anos mais jovem. Um \u201cnovinho\u201d, como ela diz. \u201cT\u00f4 com um (namorado) de 29 anos e me divertindo bastante. Ele t\u00e1 todo apaixonado. Quem n\u00e3o pode se apaixonar sou eu, n\u00e9? Porque a\u00ed \u00e9 preju\u00edzo! A\u00ed eu vou sofrer\u201d, comenta ela, toda sorridente.<\/p>\n<p>Mas, nem sempre dona Tereza teve essa liberdade para o amor. \u00a0Come\u00e7ou a namorar com 18 anos e se casou quatro anos depois com um jogador de futebol, sem gostar dele, como ela ressalta, apenas para se ver livre da m\u00e3e, que a restringia dos prazeres da juventude. \u201cA gente s\u00f3 podia sambar dentro de casa. Tinha festa na frente da Igreja todo ano, mas minha m\u00e3e n\u00e3o deixava a gente vir participar de nada\u201d, lembra Teresa, que recorda at\u00e9 das restri\u00e7\u00f5es nas roupas que ela e as irm\u00e3s tinham que usar: vestidos franzidos no meio, sem nenhum detalhe mais caprichoso. Apenas \u201co buraco para colocar a cabe\u00e7a e os outros para meter o bra\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro casamento terminou ap\u00f3s uma trai\u00e7\u00e3o do marido. Dona Teresa colocou o jogador para fora de casa e seguiu a vida criando os tr\u00eas filhos desse primeiro casamento: \u201cDa\u00ed em diante eu fiquei desquitada, virei dona de minha vida e passei a fazer o que queria. Conheci outra pessoa, tive mais um filho, mas esse outro casamento n\u00e3o deu certo tamb\u00e9m, a\u00ed me separei\u201d.<\/p>\n<div id=\"cp_widget_88c26c2b-878b-4262-aa09-40c15cf48f26\">&#8230;<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/div%20id=cp_widget_88c26c2b-878b-4262-aa09-40c15cf48f26...\/divscript%20type=text\/javascript%20var%20cpo%20=%20%5B%5D;%20cpo%5B_object%5D%20=cp_widget_88c26c2b-878b-4262-aa09-40c15cf48f26;%20cpo%5B_fid%5D%20=%20AEMAQ2tAnwmn;%20var%20_cpmp%20=%20_cpmp%20||%20%5B%5D;%20_cpmp.push(cpo);%20(function()%20%20var%20cp%20=%20document.createElement(script);%20cp.type%20=%20text\/javascript;%20cp.async%20=%20true;%20cp.src%20=%20\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js;%20var%20c%20=%20document.getElementsByTagName(script)%5B0%5D;%20c.parentNode.insertBefore(cp,%20c);%20)();%20\/scriptnoscriptPowered%20by%20Cincopa%20a%20href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'Video%20Playlist\/a%20for%20Business%20solution.spanNew%20Gallery%202016\/12\/16\/spanspanP\u00e9%20de%20lima,%20p\u00e9%20de%20lim\u00e3o%20-%20Mestre%20Boca%20Rica%20e%20Bigodinho%20\/span\/noscript\"><script type=\"text\/javascript\"> var cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_88c26c2b-878b-4262-aa09-40c15cf48f26\"; cpo[\"_fid\"] = \"AEMAQ2tAnwmn\"; var _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo); (function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\"; cp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\"; var c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0]; c.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa <a href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'>Video Playlist<\/a> for Business solution.<span>New Gallery 2016\/12\/16<\/span><span>P\u00e9 de lima, p\u00e9 de lim\u00e3o &#8211; Mestre Boca Rica e Bigodinho <\/span><\/noscript><\/a><\/p>\n<p><em>\u266a P\u00e9 de lima, p\u00e9 de lim\u00e3o, \/\u00a0<\/em><em>o amor \u00e9 meu, t\u00e1 dizendo que n\u00e3o \/\u00a0<\/em><em>p\u00e9 de lima, p\u00e9 de lim\u00e3o \/\u00a0<\/em><em>t\u00e1 dizendo que n\u00e3o, t\u00e1 dizendo que n\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a segunda decep\u00e7\u00e3o amorosa, se enganou quem pensava que ela iria se aquietar. Como na m\u00fasica, Teresa \u00e9 insistente no amor. \u201cClaro que tive outros relacionamentos depois. N\u00e3o para morar em casa, n\u00e9? Tenho 64 anos, mas t\u00f4 ficando com um novinho. Tem isso n\u00e3o. S\u00e3o eles que me querem. Se o gatinho me quer, alguma coisa ele viu em mim\u201d, diz. Ela conta que \u00e9 no samba onde os cortejos em resposta ao seu requebrado s\u00e3o mais frequentes. \u00a0\u201cEu toda inteira, passo toda boa me mexendo, o cara vem atr\u00e1s de mim, eu vou dizer que n\u00e3o quero? Eu t\u00f4 maluca, \u00e9? (risos). Eu t\u00f4 viva!\u201d, confessa.<\/p>\n<p>Os filhos apoiam os relacionamentos e tratam bem o atual namorado da m\u00e3e. E ai deles se n\u00e3o tratarem! \u201cQuem pariu meus filhos foi eu, n\u00e3o eles que me pariram. Eu fico chateada com algumas amigas que eu tenho que se separam ou ficam vi\u00favas e n\u00e3o podem ter outro homem porque os filhos n\u00e3o querem. Isso n\u00e3o existe! Todo mundo tem o direito de ser feliz\u201d, revela a sambadeira, que n\u00e3o gosta de se meter na vida dos filhos justamente para que eles n\u00e3o deem pitaco nas decis\u00f5es dela.<\/p>\n<p>Com prefer\u00eancia declarada pelos homens mais jovens, os coment\u00e1rios sobre Teresa acabam sempre aparecendo. \u201cAqui em Itapu\u00e3, v\u00e1rias pessoas me criticam porque eu s\u00f3 pego novinho. Eu n\u00e3o gosto de velho! Eu tenho direito de escolher, a vida \u00e9 minha, ou n\u00e3o? Eu vou pegar uma coisa que eu n\u00e3o gosto? Se for assim, melhor ficar sozinha. Se os velhos n\u00e3o gostam de mulher velha, por que eu vou gostar deles?\u201d, questiona dona Teresa, que n\u00e3o se aborrece com as cr\u00edticas e prefere dar a resposta com seu requebrado.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div id=\"attachment_2274\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2274\" class=\"wp-image-2274\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-300x200.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-300x200.jpg 300w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-768x512.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-219x146.jpg 219w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-50x33.jpg 50w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/nicinha2-113x75.jpg 113w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-2274\" class=\"wp-caption-text\">Prestes a chegar aos 80 anos, ela n\u00e3o tem d\u00favida: a velhice \u00e9 uma gl\u00f3ria. | Foto: Heitor Oliveira.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><strong><br \/>\nNicinha, 79 anos<\/strong><br \/>\n<strong><strong>SENHORA DO TEMPO EM ITAPU\u00c3<\/strong><\/strong>Para dona Eunice Jorge dos Santos, mais conhecida como Nicinha, \u201csamba n\u00e3o \u00e9 molequeira\u201d. Com 79 anos, ela \u00e9 a primeira a chegar para os ensaios e apresenta\u00e7\u00f5es do grupo em que participa. Cuidadosa, n\u00e3o esquece de nenhum detalhe do figurino que se orgulha em usar. Sand\u00e1lias de couro, vestido florido, turbante cuidadosamente amarrado. An\u00e9is, pulseiras, colares. Em seu cantinho, vagarosamente, ela vai se produzindo sozinha. \u201cEla estava no m\u00e9dico, mas fez quest\u00e3o de vir hoje. Chegou cedo e foi se arrumar. O tempo dela \u00e9 outro e respeitamos isso\u201d, conta Salviano FIlho, produtor art\u00edstico do grupo Ganhadeiras de Itapu\u00e3, que se re\u00fane semanalmente na Casa da M\u00fasica, \u00e0s margens da Lagoa do Abaet\u00e9.<\/div>\n<div>\n<p>Filha de um caminhoneiro com uma cozinheira, dona Nicinha cresceu no bairro da Liberdade, com os pais e mais nove irm\u00e3os. Com outros relacionamentos, seu pai chegou a ter mais de 40 filhos &#8211; \u00a0muitos desses ela s\u00f3 chegou a conhecer no dia da morte dele. \u00a0Foi em Itapu\u00e3, por\u00e9m, onde Nicinha e as amigas viveram os momentos mais marcantes da juventude. \u201cA gente vinha participar dos blocos que tinham em Itapu\u00e3. Naquela \u00e9poca n\u00e3o tinha perigo nenhum\u201d, lembra.A liga\u00e7\u00e3o com o bairro a fez construir uma casa e se mudar para l\u00e1, em 1969.<\/p>\n<p>Separada do marido e com duas filhas, passou a sustentar a fam\u00edlia atuando como costureira, numa \u00e9poca em que mulher n\u00e3o trabalhava fora de casa e empoderamento feminino n\u00e3o era tema a ser sequer discutido. Enquanto exercia a fun\u00e7\u00e3o de cortar, alinhavar e costurar os tecidos, que mal cabiam em sua pequena casa, era poss\u00edvel ouvi-la cantarolando m\u00fasicas de Linda Batista (1919-1988) e Dalva de Oliveira (1917-1972), artistas que ela admirava. O sonho antigo de se tornar cantora n\u00e3o a abandonava Nicinha. A oportunidade surgiu quando um conhecido da fam\u00edlia a convidou para participar de um grupo de samba. \u201cAntes eu s\u00f3 gostava de cantar m\u00fasica rom\u00e2ntica. A\u00ed o irm\u00e3o do meu genro formou um grupo chamado Ra\u00edzes. Eu disse:\u00a0\u2018Mas voc\u00eas tocam samba, e eu s\u00f3 sei seresta!\u2019 Com o tempo, fui acostumando com o samba e at\u00e9 aprendi a tocar maracas\u201d, conta. Da\u00ed em diante, n\u00e3o tinha roda de samba no bairro em que Dona Nicinha n\u00e3o estivesse presente.<\/p>\n<p>A sambadeira sempre guardou recorda\u00e7\u00f5es da m\u00e3e que cozinhava e vendia quitutes nas festas. Foi com ela que Dona Nicinha aprendeu a fazer a moqueca de folha. Peixe temperado com pimenta\u00a0e assado na palha de licuri. Provavelmente, por essa raz\u00e3o que o samba que a faz relembrar o passado trate exatamente do of\u00edcio da m\u00e3e. Entre suas can\u00e7\u00f5es prediletas est\u00e1 <em>An\u00fancio<\/em>, interpretada por Jorge Veiga (1910 &#8211; 1979).<\/p>\n<div id=\"cp_widget_bdb79029-e9f4-4694-b3d5-bcf878e6f4aa\">&#8230;<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/div%20id=cp_widget_bdb79029-e9f4-4694-b3d5-bcf878e6f4aa...\/divscript%20type=text\/javascript%20var%20cpo%20=%20%5B%5D;%20cpo%5B_object%5D%20=cp_widget_bdb79029-e9f4-4694-b3d5-bcf878e6f4aa;%20cpo%5B_fid%5D%20=%20AIIA_3NqnYCu;%20var%20_cpmp%20=%20_cpmp%20||%20%5B%5D;%20_cpmp.push(cpo);%20(function()%20%20var%20cp%20=%20document.createElement(script);%20cp.type%20=%20text\/javascript;%20cp.async%20=%20true;%20cp.src%20=%20\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js;%20var%20c%20=%20document.getElementsByTagName(script)%5B0%5D;%20c.parentNode.insertBefore(cp,%20c);%20)();%20\/scriptnoscriptPowered%20by%20Cincopa%20a%20href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'Video%20Playlist\/a%20for%20Business%20solution.spanNew%20Gallery%202016\/12\/16\/spanspanAn\u00fancio%20-%20Jorge%20Veiga%20\/span\/noscript\"><script type=\"text\/javascript\"> var cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_bdb79029-e9f4-4694-b3d5-bcf878e6f4aa\"; cpo[\"_fid\"] = \"AIIA_3NqnYCu\"; var _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo); (function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\"; cp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\"; var c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0]; c.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa <a href='https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist'>Video Playlist<\/a> for Business solution.<span>New Gallery 2016\/12\/16<\/span><span>An\u00fancio &#8211; Jorge Veiga <\/span><\/noscript><\/a><\/p>\n<p><em>\u266a Precisa-se de uma cozinheira \/\u00a0<\/em><em>Que saiba cozinhar com perfei\u00e7\u00e3o \/\u00a0<\/em><em>Que seja um tipo de mulher perfeita \/\u00a0<\/em><em>E o corpo em forma de viol\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Prestes a chegar aos 80 anos, dona Nicinha afirma que nunca imaginava ter tanta disposi\u00e7\u00e3o quando estivesse nessa idade: \u201cPara mim, a velhice \u00e9 uma gl\u00f3ria. \u00a0Na juventude a gente pensava que com 50 anos a pessoa estaria velha. Eu achava que com essa idade eu j\u00e1 estaria bem acabada. Mas o samba ajuda em minha sa\u00fade. Quero viver bem mais\u201d.<\/p>\n<p>E afinal, tamanho tempo destinado a produzir-se antes das apresenta\u00e7\u00f5es seria um sinal de vaidade? Com voz mansa, dona Nicinha, para quem o tempo segue o ritmo desapressado de seus passos, ri e esclarece: \u201cN\u00e3o \u00e9 isso. Chego mais cedo porque eu me preocupo com o grupo e n\u00e3o gosto de me atrasar\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"cp_widget_ed6f8621-06a8-4b60-8852-c3ba71425369\">&#8230;<\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\">\nvar cpo = []; cpo[\"_object\"] =\"cp_widget_ed6f8621-06a8-4b60-8852-c3ba71425369\"; cpo[\"_fid\"] = \"AgMAH39Vkwow\";\nvar _cpmp = _cpmp || []; _cpmp.push(cpo);\n(function() { var cp = document.createElement(\"script\"); cp.type = \"text\/javascript\";\ncp.async = true; cp.src = \"\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/runtime\/libasync.js\";\nvar c = document.getElementsByTagName(\"script\")[0];\nc.parentNode.insertBefore(cp, c); })(); <\/script><noscript>Powered by Cincopa &lt;a href=&#8217;https:\/\/www.cincopa.com\/media-platform\/skins\/responsive-video-player-with-horizontal-playlist&#8217;&gt;Video Playlist&lt;\/a&gt; for Business solution.&lt;span&gt;no name&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramake&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;focallength&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 40&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;height&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3456&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;fnumber&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 2.8&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;exposuretime&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 0.004&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;orientation&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 1&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;flash&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;originaldate&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 11\/22\/2016 10:43:40 PM&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;width&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5184&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramodel&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon EOS REBEL T5&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramake&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;focallength&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 55&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;height&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3456&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;fnumber&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5.6&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;exposuretime&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 0.005&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;orientation&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 1&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;flash&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;originaldate&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 11\/29\/2016 9:15:20 PM&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;width&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5184&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramodel&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon EOS REBEL T5&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramake&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;focallength&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 40&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;height&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3456&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;fnumber&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3.5&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;exposuretime&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 0.0333333351&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;orientation&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 1&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;flash&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;originaldate&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 11\/29\/2016 10:35:13 PM&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;width&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5184&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramodel&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon EOS REBEL T5&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramake&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;focallength&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 40&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;height&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3456&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;fnumber&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 4&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;exposuretime&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 0.004&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;orientation&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 1&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;flash&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;originaldate&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 11\/22\/2016 11:20:44 PM&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;width&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5184&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramodel&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon EOS REBEL T5&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramake&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;focallength&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 40&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;height&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 3456&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;fnumber&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 2.8&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;exposuretime&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 0.004&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;orientation&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 1&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;flash&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 16&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;originaldate&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 11\/22\/2016 10:43:19 PM&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;width&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; 5184&lt;\/span&gt;&lt;span&gt;cameramodel&lt;\/span&gt;&lt;span&gt; Canon EOS REBEL T5&lt;\/span&gt;<\/noscript><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Uilson Campos Cheias de gra\u00e7a, as saias coloridas dominam o centro de animadas rodas desde as origens do samba. 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