{"id":2212,"date":"2016-12-14T15:46:11","date_gmt":"2016-12-14T18:46:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/?p=2212"},"modified":"2016-12-19T14:31:17","modified_gmt":"2016-12-19T17:31:17","slug":"no-balanco-dos-amores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/no-balanco-dos-amores\/","title":{"rendered":"No balan\u00e7o dos amores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em><strong>\u00a0Por\u00a0Nilson Marinho<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em meio ao caos urbano do bairro do Com\u00e9rcio, em Salvador, Jo\u00e3o Oliveira Mota, 65 anos, velho pescador de alcunha \u2018gringo\u2019, parece alheio \u00e0s buzinas dos carros e aos mendigos que importunam turistas rec\u00e9m-chegados \u00e0 capital baiana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse cen\u00e1rio de agita\u00e7\u00e3o, de uma das zonas comerciais mais tradicionais da cidade, apenas dois personagens aparentam estar em perfeita sintonia: o pescador e o mar. Entre eles, uma hist\u00f3ria de meio s\u00e9culo de cumplicidade, respeito e muitos amores. \u201cAl\u00e9m das mulheres, a minha grande paix\u00e3o \u00e9 o mar\u201d, diz Gringo, ao se referir \u00e0 Ba\u00eda de Todos-os-Santos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como ele, outros cerca de 130 mil pescadores baianos, cadastrados na Superintend\u00eancia Federal da Pesca e da Aquicultura da Bahia (SFPA\/ BA) , s\u00e3o conhecidos no imagin\u00e1rio popular como galanteadores e contadores de hist\u00f3rias fant\u00e1sticas. Nos versos das m\u00fasicas praieiras de Dorival Caymmi, esses profissionais tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos como homens heroicos, corajosos e destemidos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2276\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2276\" class=\"wp-image-2276 size-large\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-1024x683.jpg\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-300x200.jpg 300w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-768x512.jpg 768w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-219x146.jpg 219w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-50x33.jpg 50w, http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9239-e1481824457104-112x75.jpg 112w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-2276\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Mota, conhecido como Gringo, 65, velho pescador aposentado do mar e da vida bo\u00eamia. | Foto: Heitor Oliveira<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Marielson Carvalho, autor do livro &#8220;Caymmianos: Personagens das Can\u00e7\u00f5es de Dorival Caymmi&#8221; e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), na can\u00e7\u00e3o de O Bem do Mar, faixa do primeiro \u00e1lbum do cantor e compositor baiano Dorival Caymmi, o pescador, um dos personagens da m\u00fasica, \u00e9 atra\u00eddo pelo canto da sereia para entrar no mar. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 seu destino como pescador, do contr\u00e1rio, n\u00e3o seria um pescador. Vive dele e com ele a vida inteira. Ele carrega consigo esse mar, calmo e tormentoso ao mesmo tempo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gringo \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o dessa ambiguidade. A juventude foi de agita\u00e7\u00e3o, no mar e na terra. Ele, que recebeu o apelido por conta dos seus olhos azuis, era disputado pelas \u201cmulheres da vida\u201d. \u00a0Na \u00e9poca, a habilidade com as palavras e o f\u00edsico avantajado, fruto do esfor\u00e7o di\u00e1rio da puxada de rede, ajudava o pescador a ser cortejado nos portos em que atracava. \u201cDe repente, aparecia uma, duas, tr\u00eas mulheres, todas em busca de uma prosa e um servi\u00e7o\u201d, conta ele. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde que perdeu os pais ainda na adolesc\u00eancia, Gringo passou a viver perambulando pelas ruas do Centro Hist\u00f3rico. Foi l\u00e1, nos prost\u00edbulos da Rua do Maciel de Cima, no Pelourinho, que ele passou a ser um grande frequentador de bord\u00e9is. \u201cComo eu era muito alto para a minha idade, conseguia entrar em qualquer um. Foi a\u00ed que eu tomei gosto pela coisa. S\u00f3 parei mesmo ano passado. A idade vai chegando e a\u00ed j\u00e1 sabe, n\u00e9?\u201d, lamenta.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Foi em uma dessas idas que ele conheceu Maria das Gra\u00e7as do Carmo, uma prostituta pernambucana conhecida por dar prefer\u00eancia a fazer programas com estrangeiros. E a\u00ed, o que era tempestade, virou calmaria. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como Gringo costumava levar as mulheres para passear em alto mar, n\u00e3o foi diferente com a mo\u00e7a. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Do Carmo passou a aceitar os convites dele para os passeios a bordo do seu pequeno barco, apelidado de Pugliese e, aos poucos, a rela\u00e7\u00e3o foi ficando s\u00e9ria. \u201cFoi com ela que tive meu filho, hoje com 32 anos. Moramos juntos por cerca de cinco anos, at\u00e9 ela resolver voltar pra prostitui\u00e7\u00e3o\u201d. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da separa\u00e7\u00e3o, os dois mantiveram a amizade. Foi Gringo que cuidou de Do Carmo, antes de ela falecer, aos 40 anos, cega e com complica\u00e7\u00f5es causadas pela diabetes. <\/span><\/p>\n<p>Aposentado da vida bo\u00eamia, quando n\u00e3o est\u00e1 em alto mar, o velho pescador passa os dias a olhar as mulheres, sentado \u00e0 beira do p\u00eder do Mercado Modelo, no Com\u00e9rcio, na companhia de seu fiel amigo, um vira-lata chamado Neg\u00e3o. \u201cFaz dois meses que eu n\u00e3o entro em alto mar. Quando estou aqui, sinto saudades do mar; quando estou no mar, sinto saudade das mulheres\u201d, brinca.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, Gringo mora em um sobrado na Pra\u00e7a Visconde de Cayru, e divide espa\u00e7o com um amigo. Na d\u00e9cada de 80, o local era um famoso bordel da Cidade Baixa, o Tabuleiro da Baiana, nome de uma can\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o de Ary Barroso e interpretada por Caymmi. \u201cPescador \u00e9 um sujeito muito fantasioso, foi ele quem criou Iemanj\u00e1, para poder ter uma companhia feminina ao lado dele. Sei que um dia vou ter que desistir do mar, assim como das mulheres tamb\u00e9m. Estou ficando com o casco desgastado\u201d, avalia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 bom passar dias no mar e sentir saudade da terra, porque o melhor da vida \u00e9 o reencontro\u201d, filosofa Gringo, observando a chegada de navios tur\u00edsticos ao cais e a partida das pequenas embarca\u00e7\u00f5es que deixam a pen\u00ednsula em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s ilhas da Ba\u00eda de Todos-os-Santos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V3ceSAwVn00\" width=\"853\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imensid\u00e3o e os mist\u00e9rios do mar n\u00e3o assustam quem em terra teve que lidar com as desventuras da vida. Pelo contr\u00e1rio, serve de ref\u00fagio para esquecer a dor e a saudade de quem em vida trouxe muita felicidade. \u201cAqui eu busco a paz, longe de tudo e de todos\u201d, diz o pescador Jos\u00e9 Souza, 49, que h\u00e1 26 anos desbrava o litoral baiano em busca de pescados, a bordo de navios ou em pequenas embarca\u00e7\u00f5es que beiram a costa.<\/p>\n<p>Embora o pescador seja muito conhecido pelos 1.444 associados da Col\u00f4nia de Pescadores do bairro do Rio Vermelho, por l\u00e1 pouco se sabe do paradeiro dele. Alguns juram que Souza ou \u201cTarado\u201d, como \u00e9 conhecido pelos colegas de of\u00edcio, quando n\u00e3o est\u00e1 no mar, costuma aparecer no p\u00eder do Mercado Modelo, no bairro do Com\u00e9rcio. Outros afirmam que o local escolhido por ele, em suas breves passagens por terra, \u00e9 o bairro da Ribeira. No entanto, nas duas localidades pouco se sabe o local exato onde o pescador costuma comercializar seus peixes e frutos do mar. \u201cDif\u00edcil encontrar Souza em terra, mas ouvi dizer que ele costuma atracar na Feira de S\u00e3o Joaquim\u201d, informa uma moradora da Ribeira.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente na Feira de S\u00e3o Joaquim, no bairro da Cal\u00e7ada, que Souza atraca o seu barco, sempre ocupado descarregando os pescados ou fazendo pequenos reparos no casco da embarca\u00e7\u00e3o, que leva o nome de Lucas Messi. Quando perguntado pelos desconhecidos o porqu\u00ea do apelido, Souza logo esclarece o motivo \u201cQuando eu era jovem, costumava frequentar muitas festas e sempre fui muito mulherengo\u201d, diz ele. Hoje, o pescador dispensa o t\u00edtulo de galanteador e pouco comenta sobre as noites na companhia de v\u00e1rias mo\u00e7as. Prefere falar de uma \u00fanica mulher, aquela que foi sua esposa e que ele amou tanto quanto o mar.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea quer saber da parte boa ou ruim da minha hist\u00f3ria? Bom, a boa \u00e9 que consegui construir uma fam\u00edlia linda. A parte ruim \u00e9 que eu perdi a pessoa que eu mais amava na vida, a minha mulher\u201d, diz Souza, ao procurar palavras para descrever a dor da perda da sua esposa, morta h\u00e1 quatro anos em um acidente de carro.<\/p>\n<p>Para o professor de Literatura e Cultura da Uneb, Marielson Carvalho, al\u00e9m do pescador, outros dois personagens comp\u00f5em a cena po\u00e9tica, o mar e a esposa, que temerosa com o destino do marido chora na beira da praia vendo a sua partida. \u201cO bonito nessa m\u00fasica \u00e9 que o choro do bem de terra, a mulher, \u00e9 um misto de sentimento de aus\u00eancia (saudade) e de perda (morte). Essas s\u00e3o as duas possibilidades de vida do pescador, retornar e matar a saudade da mulher; e morrer no mar\u201d, explica.<\/p>\n<p>Diferente dos versos caymminianos, foi Souza quem chorou a partida da sua amada. Al\u00e9m da aus\u00eancia, a vida do pescador \u00e9 marcada por hist\u00f3rias intrigantes. Filho de um \u00edndio e de uma descendente de italianos, Souza \u00e9 o terceiro de 13 irm\u00e3os. Cansado de sofrer maus tratos do pai, ele resolveu fugir de casa, aos 10 anos. Escondido, ele deixou a cidade de Cora\u00e7\u00e3o de Maria e viajou 116 km em um \u00f4nibus intermunicipal at\u00e9 chegar \u00e0 capital baiana. \u201cQuando avistei o mar pela janela do \u00f4nibus, pela primeira vez me espantei com a imensid\u00e3o e gritei: \u2018Que lagoa grande\u2019\u201d, conta ele.<\/p>\n<p>Com o dinheiro que conseguiu guardar de trabalhos que realizava na sua cidade de origem, Souza, apesar da pouca idade, afirma que a quantia foi suficiente para garantir a sobreviv\u00eancia dele na cidade grande. \u201cEu estava na esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria quando um senhor se sensibilizou com a minha hist\u00f3ria, ele ganhou a minha confian\u00e7a e me convenceu a ir para a casa dele. Depois disso, ganhei as ruas vendendo cafezinho pelo Centro da cidade\u201d.<\/p>\n<p>Foi vendendo caf\u00e9, em frente ao Teatro Castro Alves (TCA), no Campo Grande, que o pescador cresceu em meio a espet\u00e1culos e artistas, tendo a oportunidade, segundo ele, de ver o nascimento de dois grandes corpos art\u00edsticos do complexo, o Bal\u00e9 Teatro Castro Alves (BTCA) e a Orquestra Sinf\u00f4nica da Bahia (Osba).<\/p>\n<p>Apesar das circunst\u00e2ncias do destino, da inf\u00e2ncia dif\u00edcil e do amadurecimento precoce, em terra, foi no mar, navegando, que Souza aprendeu a lidar com a vida e com a saudade daquela que um dia se preocupou com as longas viagens do pescador \u201cVoc\u00ea aprende a ter paci\u00eancia e a viver em paz. Quando voc\u00ea est\u00e1 navegando, todos os problemas da terra s\u00e3o esquecidos. Quando voc\u00ea volta, significa que seus objetivos foram alcan\u00e7ados, e esse \u00e9 um momento de gl\u00f3ria\u201d, comenta Souza, antes de embarcar em mais uma viagem de cinco dias em alto mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2284\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2284\" class=\"wp-image-2284 size-large\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/blogs\/emcantos\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_9207-1024x683.jpg\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><p id=\"caption-attachment-2284\" class=\"wp-caption-text\">\u00c9 em alto mar que o pescador Jos\u00e9 Souza, 49, esquece as desventuras da vida. | Foto: Heitor Oliveira<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Por\u00a0Nilson Marinho Em meio ao caos urbano do bairro do Com\u00e9rcio, em Salvador, Jo\u00e3o Oliveira Mota, 65 anos, velho pescador de alcunha \u2018gringo\u2019, parece alheio \u00e0s<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2287,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[27,78,77,47,46],"class_list":["post-2212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","tag-dorival-caymmi","tag-marinheiro","tag-o-bem-do-mar","tag-perfil","tag-reportagem"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2212"}],"version-history":[{"count":19,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2658,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2212\/revisions\/2658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2287"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogs.correio24horas.com.br\/emcantos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}