Por Uilson Campos
Cheias de graça, as saias coloridas dominam o centro de animadas rodas desde as origens do samba. E, com o passar do tempo, suas donas foram também assumindo as funções de compositoras, intérpretes e instrumentistas. As sambadeiras sempre estiveram em posição destacada, seja no passo miudinho do samba clássico ou no movimento ligeiro das saias no samba de roda. O cantor e compositor Roberto Mendes sabe bem disso. Ele conta que a origem da participação da mulher no movimento do samba surge com a chula, em meados do século XIX, como resultado do encontro da viola portuguesa e do batuque dos negros sudaneses, tendo seu berço no Recôncavo baiano.
“O homem começava cantando, enaltecendo a beleza da mulher, que só entrava na roda para dançar”, diz. Ele explica que a chula começa a se caracterizar como samba quando deixa de ser uma manifestação restrita às festividades dos negros escravizados e começa a se popularizar em outros círculos. Um marco desse momento foi quando Tia Ciata, negra, mãe-de-santo de Santo Amaro, foge para o Rio de Janeiro, em 1876, por perseguição religiosa, levando suas festas em celebração aos orixás para bairros populares do Rio.
A partir daí, as mulheres assumiram condição de comando, como comenta a pesquisadora, cantora e compositora Juliana Ribeiro: “A mulher geria a casa, preparava o local, fazia a comida, elementos que estavam no contexto da festa, e sem os quais não tinha como o samba acontecer”.
Para Marilda Santana, cantora e pesquisadora, o protagonismo feminino no ritmo sempre representou mais do que a sensualidade na dança: “Os lugares assumidos pela mulher no samba, na perspectiva patriarcal, estão unicamente ligados aos requebros e meneios. Mas, em sua origem, o movimento sempre contou com a contribuição das mulheres, negras em particular.”
Inspirado na música Vovó no Samba, do álbum Na Cabeça e na Cintura (1996) do É o Tchan, o CORREIO de Futuro foi buscar histórias de sambadeiras da Bahia que, assim como a vovó do Tchan, tomam conta de todos os batuques.

Em dias nublados, o canto de Maria de Xindó era convocado para espantar a chuva. | Foto: Heitor Oliveira.
Maria de Xindó, 70 anos
NA FAMÍLIA XINDÓ REQUEBRADO É VOCAÇÃO
No dia em que a pequena Alana, 4, resolveu acompanhar a avó, Maria da Paixão, 70, conhecida como dona Maria de Xindó, em uma roda de samba, foi como uma identificação cármica. Assim como a matriarca da família, Alana reconheceu cedo a paixão pelo samba. Logo nos primeiros ensaios recebeu, como presente de outras sambadeiras, o vestido, o turbante e as sandálias. É de se imaginar, porém, a surpresa de dona Maria da Paixão ao ouvir a resposta de sua neta, após um visitante perguntar pelo nome da pequena iniciante no samba. “Me chamo Alana de Xindó!”, disse ela, orgulhosa.
Xindó era como as pessoas chamavam a bisavó de Alana, e de quem dona Maria herdou não só o apelido, como também a profissão. Após ter ficado viúva, quando tinha 41 anos, dona Maria de Xindó encontrou no trabalho de lavadeira o meio para pagar as despesas da casa: “Lavei muita roupa de ganho na beira do Abaeté. Era daqui que tirava meu trocado. Lavando e sambando, na chuva e no sol, não tinha tempo ruim”.
Assim como a obrigação no trabalho de lavadeira, a diversão em celebrar o samba também era um aspecto marcante na família de dona Maria de Xindó. Na infância, ela recorda das rodas de samba em que enquanto seu pai tocava o pandeiro, sua mãe o acompanhava com o prato. “Minha mãe sempre dizia que a festa não começava enquanto meu pai não chegasse. O canto preferido dele era o Samba da Lavadeira. Não tinha festa que ele chegasse que ele não cantasse essa música”, diz.
E foi com esse canto que, anos mais tarde, a lavadeira passaria a ser referência entre as colegas de ofício. Para aquelas mulheres que dependiam do sol para secar as roupas dos clientes, chuva era sinônimo de dia sem dinheiro. Nesses momentos, a solução entre as lavadeiras era recorrer ao legado deixado para a herdeira de Xindó. “Quando o tempo estava nublado, as colegas gritavam: ‘Maria, cante aquele samba, minha filha’. Tinha dias que eu cantava, meu irmão, o sol abria, e a gente saia satisfeita. Mas tinha dia que caia uma chuva, que não tinha jeito, então a gente voltava para casa (risos). Mas voltava alegre, de qualquer forma, porque nosso ganho era aquele”, explica dona Maria.
♪ Ô lavadeira que lava no areal / Ô lavadeira que lava no areal / Faz sol meu Deus pra lavadeira lavar
Embora dona Maria, em tom saudosista, lamente o fim das lavadeiras ‘de ganho’ às margens do Abaeté, essa jamais foi uma tradição que ela desejaria para o destino de sua neta, Alana. Já o orgulho em ver a pequena Xindó levando adiante a vocação familiar pelo samba, ela não esconde: “É muito gratificante ver o samba passado de geração para geração. Quero que ela estude, se esclareça, e se ela quiser seguir essa tradição, vamos dar todo apoio”.

Em meio à rotina de trabalho em uma fábrica de charutos, Dalva Damiana criou um grupo de samba. | Foto: Camilla Souza.
Na infância, a pequena Dalva dividia seu tempo entre ajudar nos serviços de sua avó, lavadeira no Caquende (bairro de Cachoeira) e as brincadeiras com as bonecas feitas por ela mesma com pedaços de pau e papel. Na imaginação da menina, um ritmo dava vida às suas criaturas. “Eu gostava de fazer o sambinha com minhas bonecas. Fazia até o terno de reis. Elas cantavam, sambavam, davam umbigada”, recorda a charuteira aposentada.
Irmã mais velha em uma família com 9 filhos, Dalva se viu, precocemente, na necessidade de contribuir com a renda da família. A “ansiedade”, como ela afirma hoje, a levou, aos 14 anos, para a porta de uma fábrica de charutos, onde sua mãe já trabalhava, em busca de emprego. Por ser menor de idade, porém, recebeu de cara uma negativa: “Quando eu vi várias pessoas sendo contratadas e eu não, eu danei para chorar. Eu tinha vontade de ajudar meus pais a criar meus irmãos. Eu estava forte, criada. Depois de um tempo, o mestre chamou minha mãe e eles deram um jeito, ‘aumentando minha idade’ para me contratar”.
Depois de verdadeiramente adulta, foi convidada a trabalhar em outra fábrica de charutos, a Suerdieck. Superados os anos anteriores, em que a tensão na possibilidade de perder o emprego acompanhava a jovem Dalva, agora sua mente conseguia encontrar momentos para escapar da metódica realidade na fábrica. Naquele ambiente repleto de mulheres, ressurgia a Dalva que fazia bonecas sambarem.
Logo a charuteira começou a introduzir o samba em meio ao ofício seu e de suas colegas. “A gente ficava olhando para a gerência e, quando o chefe virava as costas, a gente cochichava uma com a outra e começava a batucar na banca”. Não tinha situação que Dalva não transformasse em música. O primeiro samba composto por ela surgiu de um constrangimento. “Uma colega nossa todos os dias levava merenda. Um dia ela levou jiló. Eu olhei assim e pensei comigo: ‘de amargura já basta a que eu passo na vida’. Naquele dia eu nem tinha tomado café em casa, tinha deixado meus filhos sem nada para comer. Na hora que ela dividiu o jiló, todo mundo pegou um pedaço. Quando chegou a minha vez, eu disse que não queria, mas ela fazia questão que eu aceitasse. Então eu tomei o jiló, joguei na boca e naquela hora saiu meu primeiro samba.
♪ Venha cá como quiser, ô, jiló / Como quiser venha cá, ô, jiló / Plantei jiló, não pegou /
A chuva caiu, rebentou / Eu cortei miudinho, botei na panela / Pensei que era jiló, não é jiló, é berinjela
Daí em diante o Samba da Suerdieck foi ganhando espaço, tomou as ruas de Cachoeira e serviu de inspiração para outros grupos no Recôncavo. O grupo de dona Dalva passou a se apresentar nas principais festividades locais e, com o tempo, as sambadeiras que no começo eram discriminadas pelo trabalho como charuteiras, hoje são abraçadas onde chegam. Com olhar intimidado, e afirmando não saber o que ela pode oferecer em troca do reconhecimento alcançado, Dalva Damiana, doutora no samba, talvez não mensure a maior de suas contribuições: provou que o samba pode ser o escape nos momentos mais amargos.

Nem as chineladas que recebia ao chegar das festas quando jovem a fez desistir do samba. | Foto: Heitor Oliveira
SAMBADEIRA ESPIVITADA, GOSTA DE GAIATICE
Quem via dona Maria da Graça Anunciação Nascimento, 71, disciplinada e pouco expressiva, participando de um grupo de convivência que reunia senhorinhas para cantar em um coral de Salvador, talvez estranhasse o comportamento da vovó que sempre foi conhecida por roubar a cena nos salões de dança e blocos em que participava. A rigidez exigida às integrantes do coral não deixava dona Maria da Graça nada à vontade. “A maestrina tinha uma austeridade implacável. Como eu gostava de fazer minhas gaiatices, ela ficava me apontando, me chamando atenção. Ela exigia postura e a gente não podia nem rir!”, relembra Graça, demonstrando a posição de coluna ereta que elas tinham que manter ao segurar o classificador com as letras que cantavam.
A situação mudou com a chegada de uma professora de música que apareceu para colaborar com o grupo, mas logo viu algo diferente nas meninas. “O coral era muito paradinho, as senhoras não podiam dançar, mas de vez em quando uma mexia um pezinho, dava uma balançada, então eu percebi: ‘aí tem samba!’”, conta Maria José Lúcio, conhecida como dona Mazé, que arrastou as vovós do coral paradinho e formou o grupo Vivavós, que desde 2004 se reúne semanalmente em encontros regidos pelo samba.
A maestrina, durona, porém, não foi a primeira a tentar controlar Maria da Graça. Na juventude, o que não lhe faltou foram fiscais tentando “por as rédeas” em seu jeito espevitado. Morando com mãe e pai, era sua avó, que vivia junto com a família, porém, a mais rígida com a menina. “Minha avó era muito possessiva e eu era muito ousada. Das três irmãs, eu era a mais atrevida, a mais fagueira. Eu sempre gostei de dar minhas escapulidas. Aqui no Garcia, há 50 anos, eu saia nos blocos de Carnaval. Teve um ano que eu saí acompanhando um bloco com uma amiga ‘boa de perna’, e não disse nada em casa. Quando eu cheguei, o ‘couro’ comeu! Mas eu não estava nem aí, já tinha aproveitado mesmo (risos)”, conta dona Graça, que ainda lembra das colheres de pau, vassouras e cintos que sua avó lhe atirava ao chegar em casa após as festas.
Na vida profissional, Graça também encontrou pessoas que não souberam lidar com seu jeito extrovertido. Professora em um colégio religioso, era nos eventos que ela quebrava o clima rigoroso da instituição. “Teve uma festa em que o padre (diretor da escola) pediu para morrer quando me viu toda vestida de baiana no meio dos meninos. Ele ficava ‘fungando’ de tanto nervoso. Depois, a coordenadora me levava na sala dela para chamar minha atenção, ela dizia que eu estava extrapolando. Eu respondia que meu jeito era aquele e era assim que os alunos gostavam”, relembra.
Atualmente, a vovó, que não aguenta ficar parada quando ouve o samba Chiclete com Banana, de Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), faz aula de dança de segunda à sexta. Ela garante não saber o que é mau humor em sua vida e reconhece no samba o lugar para espalhar toda a sua vivacidade, por vezes contida: “É o ritmo que está em nossas origens. Aqui eu posso requebrar, cantar… Pegamos o microfone e roubamos a cena”.
♪Eu só boto bebop no meu samba / Quando Tio Sam tocar um tamborim / Quando ele pegar /
No pandeiro e no zabumba / Quando ele aprender / Que o samba não é rumba…

“Todo mundo tem o direito de ser feliz!” | Foto: Heitor Oliveira.
Teresa Conceição, 64 anos
TODA BOA E SÓ GOSTA DE NOVINHOS
Quando perguntam qual samba faz dona Teresa Conceição, 64 anos, se recordar de sua juventude, no bairro de Itapuã, ela não titubeia. Na letra de Pé de Lima, Pé de Limão, um apaixonado insiste em afirmar ser dono de um certo amor, mesmo que lhe digam reiteradas vezes que este não a pertence. A música trata de um assunto bem recorrente na vida da sambadeira de jeito faceiro e voz firme: as artimanhas do coração. Dona Tereza não esconde de ninguém seu atual relacionamento com um rapaz 36 anos mais jovem. Um “novinho”, como ela diz. “Tô com um (namorado) de 29 anos e me divertindo bastante. Ele tá todo apaixonado. Quem não pode se apaixonar sou eu, né? Porque aí é prejuízo! Aí eu vou sofrer”, comenta ela, toda sorridente.
Mas, nem sempre dona Tereza teve essa liberdade para o amor. Começou a namorar com 18 anos e se casou quatro anos depois com um jogador de futebol, sem gostar dele, como ela ressalta, apenas para se ver livre da mãe, que a restringia dos prazeres da juventude. “A gente só podia sambar dentro de casa. Tinha festa na frente da Igreja todo ano, mas minha mãe não deixava a gente vir participar de nada”, lembra Teresa, que recorda até das restrições nas roupas que ela e as irmãs tinham que usar: vestidos franzidos no meio, sem nenhum detalhe mais caprichoso. Apenas “o buraco para colocar a cabeça e os outros para meter o braço”.
O primeiro casamento terminou após uma traição do marido. Dona Teresa colocou o jogador para fora de casa e seguiu a vida criando os três filhos desse primeiro casamento: “Daí em diante eu fiquei desquitada, virei dona de minha vida e passei a fazer o que queria. Conheci outra pessoa, tive mais um filho, mas esse outro casamento não deu certo também, aí me separei”.
♪ Pé de lima, pé de limão, / o amor é meu, tá dizendo que não / pé de lima, pé de limão / tá dizendo que não, tá dizendo que não
Após a segunda decepção amorosa, se enganou quem pensava que ela iria se aquietar. Como na música, Teresa é insistente no amor. “Claro que tive outros relacionamentos depois. Não para morar em casa, né? Tenho 64 anos, mas tô ficando com um novinho. Tem isso não. São eles que me querem. Se o gatinho me quer, alguma coisa ele viu em mim”, diz. Ela conta que é no samba onde os cortejos em resposta ao seu requebrado são mais frequentes. “Eu toda inteira, passo toda boa me mexendo, o cara vem atrás de mim, eu vou dizer que não quero? Eu tô maluca, é? (risos). Eu tô viva!”, confessa.
Os filhos apoiam os relacionamentos e tratam bem o atual namorado da mãe. E ai deles se não tratarem! “Quem pariu meus filhos foi eu, não eles que me pariram. Eu fico chateada com algumas amigas que eu tenho que se separam ou ficam viúvas e não podem ter outro homem porque os filhos não querem. Isso não existe! Todo mundo tem o direito de ser feliz”, revela a sambadeira, que não gosta de se meter na vida dos filhos justamente para que eles não deem pitaco nas decisões dela.
Com preferência declarada pelos homens mais jovens, os comentários sobre Teresa acabam sempre aparecendo. “Aqui em Itapuã, várias pessoas me criticam porque eu só pego novinho. Eu não gosto de velho! Eu tenho direito de escolher, a vida é minha, ou não? Eu vou pegar uma coisa que eu não gosto? Se for assim, melhor ficar sozinha. Se os velhos não gostam de mulher velha, por que eu vou gostar deles?”, questiona dona Teresa, que não se aborrece com as críticas e prefere dar a resposta com seu requebrado.

Prestes a chegar aos 80 anos, ela não tem dúvida: a velhice é uma glória. | Foto: Heitor Oliveira.
Filha de um caminhoneiro com uma cozinheira, dona Nicinha cresceu no bairro da Liberdade, com os pais e mais nove irmãos. Com outros relacionamentos, seu pai chegou a ter mais de 40 filhos – muitos desses ela só chegou a conhecer no dia da morte dele. Foi em Itapuã, porém, onde Nicinha e as amigas viveram os momentos mais marcantes da juventude. “A gente vinha participar dos blocos que tinham em Itapuã. Naquela época não tinha perigo nenhum”, lembra.A ligação com o bairro a fez construir uma casa e se mudar para lá, em 1969.
Separada do marido e com duas filhas, passou a sustentar a família atuando como costureira, numa época em que mulher não trabalhava fora de casa e empoderamento feminino não era tema a ser sequer discutido. Enquanto exercia a função de cortar, alinhavar e costurar os tecidos, que mal cabiam em sua pequena casa, era possível ouvi-la cantarolando músicas de Linda Batista (1919-1988) e Dalva de Oliveira (1917-1972), artistas que ela admirava. O sonho antigo de se tornar cantora não a abandonava Nicinha. A oportunidade surgiu quando um conhecido da família a convidou para participar de um grupo de samba. “Antes eu só gostava de cantar música romântica. Aí o irmão do meu genro formou um grupo chamado Raízes. Eu disse: ‘Mas vocês tocam samba, e eu só sei seresta!’ Com o tempo, fui acostumando com o samba e até aprendi a tocar maracas”, conta. Daí em diante, não tinha roda de samba no bairro em que Dona Nicinha não estivesse presente.
A sambadeira sempre guardou recordações da mãe que cozinhava e vendia quitutes nas festas. Foi com ela que Dona Nicinha aprendeu a fazer a moqueca de folha. Peixe temperado com pimenta e assado na palha de licuri. Provavelmente, por essa razão que o samba que a faz relembrar o passado trate exatamente do ofício da mãe. Entre suas canções prediletas está Anúncio, interpretada por Jorge Veiga (1910 – 1979).
♪ Precisa-se de uma cozinheira / Que saiba cozinhar com perfeição / Que seja um tipo de mulher perfeita / E o corpo em forma de violão
Prestes a chegar aos 80 anos, dona Nicinha afirma que nunca imaginava ter tanta disposição quando estivesse nessa idade: “Para mim, a velhice é uma glória. Na juventude a gente pensava que com 50 anos a pessoa estaria velha. Eu achava que com essa idade eu já estaria bem acabada. Mas o samba ajuda em minha saúde. Quero viver bem mais”.
E afinal, tamanho tempo destinado a produzir-se antes das apresentações seria um sinal de vaidade? Com voz mansa, dona Nicinha, para quem o tempo segue o ritmo desapressado de seus passos, ri e esclarece: “Não é isso. Chego mais cedo porque eu me preocupo com o grupo e não gosto de me atrasar”.