Morreu o último e genial “Malandro” baiano: Riachão

Morreu o último e genial “Malandro” baiano: Riachão

Em meio a toda essa loucura que estamos vivendo em função da pandemia do coronavírus, uma noticia nos deixa mais entristecido: morreu o genial  sambista Riachão, um dos grandes nomes do samba na Bahia. Ele vai se juntar a outros artistas que também nos deixaram como Batatinha, Panela e Ederaldo Gentil. A morte de causa natural do artista que aconteceu nesta madrugada, foi confirmada através de seu neto Milton Junior em conversa com o Blog. A família ficou de enviar um comunicado oficial.

Batizado como Clementino Rodrigues, Riachão, nascido e criado no bairro do Garcia, nos deixa aos 98 anos (faria 99 dia 14 de novembro)  cheio de planos, inclusive de chegar firme e forte aos 100 anos (em 2021) sempre trabalhando, como fez a vida toda. Apesar de ter composto mais de 500 musicas segundo o próprio artista falava, algumas gravadas por Jackson do Pandeiro, ele ficou conhecido nacionalmente quando Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram do exílio londrino em 1972  e fizeram um especial para a Rede Globo cantando a  música Cada Macaco no seu galho.  Anos mais tarde Cassia Eller regravou “Vá morar com o diabo” no álbum e DVD ao vivo do Acústico MTV.  Essa mesma música ele gravou com Caetano Veloso.

Os cantores e compositores Paquito e J. Velloso produziram  em 2000 o disco Humanenochum com o registro de parte da obra de Riachão quando ele estava prestes a completar 80 anos.  A cantora Vania Abreu (irmã de Daniela Mercury) produziu o CD do sambista Riachão, Mundão de Ouro (2012), indicado ao Prêmio da Música Brasileira 2013. Vânia também escreveu o livro “Eu e meu lugar”falando sobre Riachão na coleção  infantojuvenil Eu Vim da Bahia.