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Mais uma vez, a convite do A Toda Prova, o advogado e professor Diego Pereira* preparou uma lista de itens que devem ser considerados pelos candidatos do concurso do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). O certame oferece 200 vagas, das quais 107 são para nível superior, 81 para nível médio e 12 para nível médio técnico. Os salários são de R$ 3.091,21 para nível médio e R$ 5.117,24 para nível superior, mais auxílios alimentação e transporte. Leia as dicas abaixo:

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“Antes de falar sobre os métodos de estudos (promessa do último post sobre dicas), resolvi fazer uma pequena nota denominada de ‘Edital do TJ/BA por dentro’, que tem como objetivo detalhar as peculiaridades deste Edital, cuja banca examinadora é a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Banca Examinadora: sabemos que as duas bancas mais conhecidas de concurso público são o Cespe/UnB e a Fundação Carlos Chagas (FCC). A FGV está mais próxima da FCC do que do Cespe. Assim, a FGV costuma trabalhar com questões que envolvem basicamente a letra de lei, exigindo um pouco menos de interpretação da lei e decisões jurisprudenciais por parte do candidato. A legislação específica é matéria comum a todos os cargos, de modo que fica a dica: decore os principais artigos de lei. Embora a FGV costume trazer alguns enunciados longos e cansativos, suas alternativas se prendem à letra da lei. Concentre seus estudos na legislação indicada no Edital. É o que denominamos de ‘estudo seco da lei’.

Ponto de corte: diferente da FCC, a FGV não costuma ter ponto de corte tão alto. Geralmente, os primeiros colocados fazem pontuação em torno dos 80%, no máximo 85% da prova. Este é um bom termômetro sobre o nível de dificuldade da prova, uma vez que certames como os realizados pela FCC possuem como nota dos primeiros colocados o índice em torno de 90% a 95% de acertos. Assim, o ponto de corte para ser aprovado e convocado não deve ser tão alto, o que demonstra que a FGV exige um conhecimento mais elaborado de suas questões. Para conhecer melhor esta banca, passe a responder questões somente de concursos realizados pela FGV.

Cargo de Técnico Judiciário: é o cargo com maior número de vagas. Certamente, será o cargo que mais nomeará. Estude o Edital com afinco e fique atento a cada matéria. Português, por exemplo, corresponde à terça parte da prova. A prova de português costuma cobrar interpretação de texto, em mais de 70% da matéria. Não esqueça de estudar tipologias textuais. Quanto à legislação específica, o conteúdo é pequeno, memorize os principais artigos das leis indicadas, em especial aqueles referentes ao funcionamento do Tribunal de Justiça da Bahia e seus servidores. Dentro de conhecimento específico não esqueça que serão cobradas apenas noções das matérias ali indicadas. Assim, evite aprofundar os assuntos e priorize ver o máximo de conteúdo possível, mas sem maiores aprofundamentos.

Analista Judiciário: este cargo exige formação jurídica e a dica principal é a de que os candidatos com formação em direito devem dar uma importância maior às matérias que compõem o conhecimento básico da prova, uma vez que totalizam mais da metade das questões da prova objetiva e todas as 70 questões têm o mesmo peso. Como já se tem o conhecimento jurídico para este cargo, a parte do Edital referente ao conhecimento específico deve ser mais revisada do que propriamente aprofundada. Estude o que você não sabe, não adianta querer fechar a prova de conhecimento específico e ir mal em conhecimentos gerais, não que o inverso seja verdadeiro, mas é que se parte do pressuposto que os seus concorrentes estão nivelados em conhecimentos jurídicos. Faça diferente! Quanto à prova discursiva, atente-se para o enunciado (repita-o nas primeiras linhas), mantendo sempre a correção gramatical e a coerência e coesão textuais.

Finalmente, a dica principal é responder provas da banca aqui analisada. É preciso saber o que será exigido de você. Como se trata de uma banca pouco popularizada, sai à frente o candidato que evitar surpresas no dia da prova. Assim, comece hoje mesmo a responder questões da FGV. Boa sorte e não se esqueça: a cada dia a fila anda…”

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* Diego Pereira: advogado formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), pós-graduado em Direito Público e aprovado nos concursos para Procurador Federal, Procurador do Estado da Bahia, Advogado do BNDES e Analista do MPU. É professor de Direito Administrativo de curso para concurso.

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A busca pelo aprovação não é fácil. As dificuldades são comuns tanto para quem começou a se interessar agora pelo mundo dos concursos públicos quanto para aqueles que já estudam há mais tempo. Deste modo, é muito importante ouvir as valiosas dicas daqueles que já subiram alguns degraus e tiveram a felicidade de chegar ao topo. A convite do A Toda Prova, o advogado e professor Diego Pereira* preparou uma lista de itens que não podem ser esquecidos pelos concurseiros. Leia abaixo:

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“Não é a primeira vez que você ouve falar que estudar para concurso público é participar de uma fila. Uma fila que anda. De repente, depois de certo período de estudo, a aprovação é inevitável. Eis que chega sua vez na fila. É necessário, entretanto, o candidato ficar atento ao seu comportamento durante a fila. Existe uma espécie de “cartilha” que nos ensina como se comportar nesta fila (nesses anos de batalha) até se chegar à aprovação. Foi assim comigo e certamente será com cada um de vocês, é questão de tempo.

Resolvi então, de modo breve, tratar de alguns pontos preciosos contidos na cartilha da aprovação. Vamos lá.

AUTOCONFIANÇA E PLANEJAMENTO: Se você estuda pra concurso então acredite neste seu projeto. Pense na vida melhor que você terá depois que sua posse ocorrer. Pense que cada hora de estudo lhe renderá bons frutos. Acredite que você tem capacidade de ser aprovado, que só depende de você. Para isso, planeje. Defina horários semanais de estudo, cumpra suas metas e saiba a hora de sentar e levantar, dando devidos intervalos (no máximo de 20 minutos) para respirar melhor, ir ao sanitário e lanchar. Esqueça celular e internet, eles certamente não lhe levarão à aprovação. Em outras palavras, ter planejamento é ter disciplina.

QUAIS CONCURSOS DEVO FAZER? Defina prioridades. Não dá pra atirar pra todos os lados, escolha uma área e foque nesta área do conhecimento. Se você tem afinidade com direito do trabalho, por exemplo, faça concurso de tribunal trabalhista. No entanto, além de técnico e analista do TRT, você deve fazer vários outros concursos, ainda que não caia direito do trabalho como disciplina. Vejo que um grande erro cometido pelos candidatos é o de não realizar provas. Não se pode comparar a realização de uma prova com a sua simples resolução no conforto de sua casa. Teste suas habilidades. Teste o trânsito da cidade, seu tempo de prova, o preenchimento do gabarito. Se quero fazer a prova de técnico do INSS por que não me inscrever também para técnico do Tribunal de Justiça?

TRABALHO E ESTUDO: Observo no meu dia-a-dia que a maioria das pessoas que estão passando em concurso são pessoas que também trabalham. Essas pessoas conseguem aplicar o primeiro item (autoconfiança e planejamento) tão bem que a falta de tempo não é empecilho ao cumprimento de suas metas. Comigo foi assim: sempre trabalhei, desde a faculdade, mas planejava estudar quatro horas diárias. Estipule uma quantidade diária de estudo e siga seu planejamento. No sábado ou domingo, dobre essa jornada de estudo. Também não deixe de se divertir, por que isso só lhe trará benefícios. Além do trabalho e do estudo pratique alguma atividade física, de preferência caminhe/corra. O resultado é imediato. Experimente!

ANSIEDADE. É NORMAL? Quem nunca teve uma insônia em véspera de prova? Sempre achamos que não vai dar tempo cumprir o edital, que não chegaremos à última etapa do certame ou que nossos concorrentes são mais bem preparados. São sensações normais, desde que não interfira no seu bom desempenho. Vivemos, diariamente, a expectativa de uma aprovação. E com ela, surge um turbilhão de pensamentos, além da cobrança de amigos para sair, dos vizinhos pela pergunta inconveniente (“já passou? Quero lhe ver aprovado”), a família que já não aguenta mais pagar suas contas. Sua paquera que não lhe vê há tanto tempo. Tudo isso é normal. Se você perceber que tem alguma coisa desequilibrada, se, por exemplo, a insônia está lhe atrapalhando, procure ajuda. Vá ao médico, diminua o ritmo, pratique esportes. Esteja bem. Sua cabeça precisa estar bem.

Também não estou aqui pedindo pra você seguir a cartilha ao pé da letra, mas, certamente, as pessoas que a segue veem a aprovação vir mais rápido. Tenha muita fé e muito trabalho porque seu lugar, na fila, mudará a cada dia, cada vez mais próximo à aprovação. Em breve, em outro post, trataremos dos métodos de estudo”.

*Diego Pereira: advogado formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), pós-graduado em Direito Público e aprovado nos concursos para Procurador Federal, Procurador do Estado da Bahia, Advogado do BNDES e Analista do MPU. É professor de Direito Administrativo de curso para concurso.

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A alimentação deve ser uma aliada nos estudos para concursos. Há alimentos capazes de melhorar a memória e manter o cérebro mais ativo. A convite do A Toda Prova, a nutricionista Ramona Baqueiro Boulhosa* esclareceu algumas dúvidas comuns de concurseiros sobre o assunto. Confira abaixo:

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1. A alimentação pode interferir no ritmo de estudo?
Claro! O combustível do cérebro é a glicose, adquirida pela alimentação. Assim, manter um nível de glicose sanguínea adequada é fundamental para assimilação dos conteúdos estudados. Por isso, realizar 5 a 6 refeições por dia (desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) é fundamental para manter esse equilíbrio. Além disso, evitar o consumo de alimentos “pesados” pois estes causam desconforto e sono, reduzindo a disposição para os estudos.

2. Há alimentos capazes de potencializar o rendimento dos estudos?
Sim. Alimentos ricos em Ômega-3, como os peixes (salmão, sardinha, atum), nozes e linhaça são importantes aliados na hora dos estudos. O Ômega-3 ativa a memória, auxilia nos processos cognitivos e favorece a transmissão dos impulsos nervosos. Além disso, esse ácido graxo é um potente antioxidante, minimizando os efeitos dos radicais livres gerados pelo estresse neste período.

O ferro também é um nutriente importante pois auxilia na oxigenação dos tecidos, incluindo o cérebro. Por isso, é fundamental o consumo adequado deste mineral, encontrado nos feijões, beterraba, açaí, folhas verdes escuras e nas carnes vermelhas. Outros alimentos de interesse são: morango, que estimula os mecanismos cerebrais de armazenar memória de longo prazo; ervilha, pão integral, batata, oleaginosas (castanhas, amêndoas, amendoim), ricos em tiamina, vitamina essencial para formação de neurotransmissores.

3. Qual a alimentação adequada para o dia de prova? Há alguma diferença se a prova for pela manhã ou à tarde?
De uma forma geral, a alimentação pré-concurso deve ser leve, sem grande quantidade de gordura e incluindo carboidratos integrais, vegetais e proteínas magras. Assim, se a prova for pela manhã, sucos de fruta, pão integral, queijo branco ou ricota são boas opções. Para aqueles que não costumam comer pela manhã, um aviso importante: após uma noite de sono, nossas reservas de glicose estão exauridas; como a glicose é a principal fonte de energia do cérebro, permanecer em jejum pode comprometer o desempenho durante a prova. Assim, é especialmente importante a realização do desjejum neste dia.

Caso a prova seja à tarde, um almoço leve, constituído de peixe ou frango grelhado, salada a vontade (sem molhos), arroz ou macarrão integral e fruta ou suco de fruta são recomendados. Alimentos muito condimentados , ricos em enxofre (feijão, repolho, ovo cozido) e a farinha podem trazer desconforto durante a prova e, por isso, devem ser evitados.

Independente do horário do concurso, todo candidato deve alimentar-se e beber água durante a prova. É recomendado o consumo de alimentos fonte de carboidrato, como barras de cereais e frutas. As guloseimas como biscoitos e balas devem ser evitadas por poderem causar hipoglicemia de rebote (ver resposta 6).

4. E na véspera da prova? O que deve ser consumido?
Na véspera da prova, deve-se privilegiar um cardápio leve, com 5 a 6 refeições por dia. Devem ser incluídas frutas e verduras, cereais integrais como arroz integral, aveia, granola, raízes e tubérculos (banana da terra, batata doce, aipim, inhame), laticínios desnatados ou semidesnatados, carnes brancas (peixes ou aves) grelhadas ou assadas e muita água, para manter a hidratação adequada.

Para aqueles indivíduos que, nos momentos de nervosismo tendem a apresentar ritmo intestinal acelerado (a chamada “dor de barriga emocional”), sugere-se que no dia anterior a prova prefira alimentos com capacidade obstipante, como banana, goiaba, maçã sem casca.

Alimentos “pesados”, ricos em gordura, por demoram muito tempo para serem digeridos, devem ser evitados na véspera da prova. O consumo destas preparações pode levar o candidato a sentir desconforto gastrointestinal no dia da prova, prejudicando seu desempenho.Devem ser evitados ainda alimentos comercializados nas ruas, de procedência duvidosa. Esses alimentos podem ser veículo de bactérias e vírus, causando infecções e toxifecções intestinais, com vômitos, febre e diarreia. As bebidas alcoólicas alteram a taxa de glicose no sangue e podem causar mal estar no dia seguinte e, por isso, seu consumo não é recomendados nas 24 horas que antecedem o concurso.

5. Durante a prova, algumas pessoas costumam comer um chocolate para diminuir a ansiedade, isto é correto? O que deve ser consumido durante a prova?
O chocolate tem propriedade ansiolítica pois seu consumo eleva a produção de serotonina, substância relacionada a sensação de relaxamento. Além disso, o chocolate é rico em carboidrato, fornecendo energia no momento da prova. Contudo, se consumido em grandes quantidades, o açúcar contido neste alimento pode levar a hiperglicemia, seguida de uma hipoglicemia de rebote. Assim, o candidato pode ter vertigem, taquicardia e até desmaios, prejudicando o desempenho no concurso. Sugere-se, portanto o consumo, em quantidades moderadas, do chocolate com 70% de cacau, que, além de ter menor quantidade de açúcar, possui propriedade ansiolítica mais potente.

6. O que você acha do uso de energéticos e estimulantes como café?
Embora essas bebidas aparentemente deem energia, esse efeito é passageiro, gerando um efeito rebote de cansaço e sonolência. Adicionalmente, essa “energia” não é seguida necessariamente de concentração. Ao contrário, esses alimentos aumentam ainda mais a ansiedade. Além disso, para aqueles indivíduos que tem refluxo e gastrite, incluindo gastrite nervosa, o café e bebidas energéticas podem precipitar ou agravar a sintomatologia de dor e desconforto. Assim, eu desaconselho o consumo destas bebidas, especialmente nas 24 horas que antecedem a prova.

7. Há alguma outra dica que você gostaria de dar para os concurseiros.
Reforço a necessidade de alimentar-se de forma leve, como sugerido acima, e levar lanche saudável e água para reabastecer o organismo durante a prova. Ademais, manter a calma, a concentração na prova e atenção ao tempo. Afinal, o bom resultado responde a todo o processo de dedicação e estudo prévio.

* Ramona Baqueiro Boulhosa é nutricionista graduada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e mestre em Medicina e Saúde (Ufba), docente do curso de graduação em Nutrição do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) e nutricionista clínica da Cardio Vascular Center.

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